segunda-feira, 4 de junho de 2012

domingo, 20 de maio de 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

É divertido e tem muitas aventuras

A Última Noite do Mundo + OfertaValentim chega ao Observatório, em Espanha, enquanto Diana viaja ao seu encontro. Será desta que triunfa o amor? Pode ser, mas não se esqueçam do Grande Caçador…
Entretanto, Mil-Homens descobre que a sua amada é um vampiro. Que horror!
O que fará ele, que é um caçador, antes de mais nada? O que fará ela, que está apaixonada?
Por sua vez, os Perestrelo, no regresso do segundo funeral do Bisavô, encontram a casa ocupada. Mas isso importa? Dizem que a vida, na grande casa que é a Terra, vai acabar. É a maldição da estrela negra. Acontece a cada 30 milhões de anos. Um cometa negro chega de repente e é o fim. A menos que o Valentim…



http://www.facebook.com/pages/Club-Cr%C3%B3nicas-do-vampiro-Valentim/187103274711378

terça-feira, 15 de maio de 2012

Vamos divertir-nos juntos!

Quem é o Geronimo Stilton?
Sou eu! Sou um senhor, ou melhor, um roedor um pouco distraído, sempre com a cabeça nas nuvens… Dirijo uma editora, mas a minha verdadeira paixão é escrever. Aqui em Ratázia, na Ilha dos Ratos, os meus livros são todos bestsellers. O quê? Não os conhecem? São histórias para rir, mais delicadas que queijo fresco, mais apetitosas que o da Serra, mais suculentas que o cabreiro… histórias mesmo ratonas, palavra de Geronimo Stilton!

Já alguma vez estiveram aqui, na Ilha dos Ratos? É uma estranha  ilha , em forma de fatia de queijo situada no Oceano Rático Meridional, onde todos protegem a natureza e os roedores vivem felizes.
A capital é Ratázia. Aí vivo eu, Geronimo Stilton!
É em Ratázia que se desenrolam as minhas aventuras: histórias que me aconteceram mesmo, palavra de Stilton, de Geronimo Stilton!
São histórias divertidas, estranhas,exageradas, incríveis, mas, acima de tudo, histórias para rir... Não acreditam? Bem, experimentem ler uma! E, se estiverem para aí virados, convido-vos para o meu site na Internet. Vamos divertir-nos juntos!


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Um policial negro onde os fins justificam os meios

O Veredicto é um thriller jurídico, um policial negro onde os fins justificam os meios. Capturando a essência de Los Angeles, o autor apresenta-nos personagens fortes, com destaque para Michael Haller e Harry Bosch, as duas personagens principais.
Antes de se tornar escritor, Michael Connelly trabalhou como jornalista policial do Los Angeles Times, onde adquiriu conhecimentos na área da investigação criminal. No início dos anos 90 publicou o seu primeiro romance, Black Echo, com o qual recebeu o prestigiado Edgar Allan Poe Award para primeiro romance. A partir daí dedicou-se em exclusivo à literatura e foi agraciado com novos prémios, como o Anthony Award para Melhor Romance de Mistério, e, em 2003, foi eleito presidente da associação Mistery Writers of America, cargo outrora ocupado por Raymond Chandler.

Sobre a obra:
Toda a gente mente. Os polícias mentem. Os advogados mentem. As testemunhas mentem. As vítimas mentem. Um julgamento é um concurso de mentiras.
Após um interregno de dois anos, Michael Haller regressa à barra dos tribunais. O seu colega Jerry Vincent foi assassinado e Haller herda o seu maior caso de sempre: a defesa de um famoso produtor de Hollywood, acusado de ter matado a mulher e o amante desta.
Enquanto se prepara para o julgamento que o poderá levar à ribalta, Haller descobre que o assassino de Vincent está agora no seu encalço.
É então que surge Harry Bosch, um detetive da polícia disposto a tudo para resolver o caso de Vincent, e que não hesita em usar Haller como isco. À medida que o perigo aumenta, estes dois lobos solitários rapidamente percebem que a única saída é trabalharem em equipa.
O Veredicto foi considerado pela crítica internacional um dos romances mais marcantes de Michael Connelly, um dos maiores mestres de thrillers jurídicos da atualidade. (fonte: O clube dos Livros

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A verdade nua e crua




O Greg Heffley sempre teve muita pressa em crescer. Mas, agora que vai ficando mais velho, começa a perceber que afinal crescer pode não ter assim tanta piada. Sem poder contar com o apio de Rowley, com quem se zangou no verão, Greg vai ter de enfrentar sozinho problemas como: borbulhas, as paixonetas, as aborrecidas reuniões familiares, os trabalhos de casa que agora tem de fazer com o superexigente pai, a falta de pontaria para a sanita (agora que a mãe obrigou toda a gente lá de casa a fazer xixi sentado!) ou o facto de ter de tomar banho com os colegas nos balneários da escola. É uma selva lá fora, e o Greg vai ter de crescer para sobreviver!
Este livro é o quinto volume da série O Diário de um Banana, que está a ser um extraordinário sucesso entre nós e a nível mundial, com mais de 50 milhões de exemplares vendidos e adaptação ao cinema.
«Um romance hilariante com cartoons… Os leitores não param de rir.» - Publisher’s Weekly
«Chega para lá, Harry Potter… A lista de vendas de coleções de livros juvenis tem novo líder e este não tem nada de “fantasia”.» - All Things Considered, NPR
«Uma das séries juvenis de maior sucesso alguma vez publicadas.» - Washington Post

http://www.booksmile.eu/livros/o-diario-de-um-banana-5-a-verdade-nua-e-crua



terça-feira, 8 de maio de 2012

Paciência não incluída



Primeiro manual de utilizador para pais de adolescentes.


Em publicação desde Julho de 1997, Zits é uma das mais divertidas tiras diárias dos últimos anos, publicada diariamente em centenas de jornais de todo o mundo, entre os quais o Jornal de Notícias.Actuais, divertidas, desconcertantes, certeiras, as tiras diárias têm como pressuposto os inevitáveis choques entre as duas gerações em confronto (e guerrilha permanente): a dos pais de Jeremy e a deste e dos seus amigos. Como principais motivos de choque estão as diferenças de ritmo e de ambições, a (proverbial) incapacidade dos pais para lidarem com as novas tecnologias, a (conhecida) incapacidade do filho para respeitar regras e horários, manter conversas com mais de meia dúzia de monossílabos ou compartilhar problemas e aspirações.
 
                                                                   











Autor(es)
Jerry Scott dedica-se à escrita das tiras Zits e Baby Blues desde quer recebeu o prémio para melhor cartoonista em 2001 atribuído pela National Cartoonists Society. Vive actualmente na Califórnia.
Jim Borgman foi o único cartoonista da receber o NCS's Best Editorial Cartoonist Award cinco vezes assim como o Reuben Award for Outstanding Cartoonist of the Year em 1993. Vive em Cincinnati e desenha para o Cincinnati Enquirer




segunda-feira, 7 de maio de 2012

Em perseguição do mal

Crónicas de Avantia-em Perseguição do Mal (As) - Ampliar ImagemTanner e o seu Pássaro de Fogo, Firepos, encontraram uma companheira, a Eleita de uma feroz Fera-Lobo. Juntos, envolvem-se numa corrida contra o tempo para localizar os fragmentos desaparecidos da Máscara da Morte. Se o maléfico Derthsin os encontrar primeiro, Avantia será destruída num reinado de fogo. Quem mais irá Tanner encontrar durante a sua jornada? E que novos horrores o aguardam nos intermináveis túneis das Minas Ocultas?


feraseherois.no.comunidades.net

Outras histórias





AMIGO








Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!

«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!


POESIAS COMPLETAS, No reino da Dinamarca, Alexandre O`Neil

Gerónimo Stilton 1ºepisódio (2-2) Procura outros títulos na Biblioteca

Gerónomo Stilton 1º episódio (1-2)

Com uma imaginação contagiante


Esta é a terceira missão de James Adams e uma das mais perigosas em toda a história da CHERUB.
Curtis Oxford é o filho de uma traficante de armas que vende mísseis norte-americanos a grupos terroristas. A missão de James é tornar-se amigo de Curtis, para que a polícia consiga alcançar a mãe.
Debaixo do sol abrasador do Arizona, e no meio de duzentos e oitenta jovens criminosos, qualquer erro pode ser fatal...
Segurança Máxima de Robert Muchamore
Críticas de imprensa
Robert Muchamore é o escritor infanto-juvenil da actualidade.
Jornal de Notícias


Este romance é para todos os jovens receosos da leitura, pelo apelo que faz à liberdade e à responsabilidade.
António Ferreira, Livros com RUM – Rádio Universitária do Minho


Escritos com um ritmo de thriller e com uma imaginação contagiante, os episódios de cada livro marcam o estilo jovial e atraente de contar histórias dos nossos tempos.
Carlos Pinto Coelho, Agora... Acontece!


Uma aventura alucinante, com jovens que oficialmente não existem, pois pertencem ao ramo juvenil do MI5 britânico.
João Paulo Sacadura, Cartaz das Artes, TVI

Juan Marsé - Um dos melhores escritores europeus vivos.


Caligrafia dos Sonhos + Oferta ExclusivaEm meados dos anos quarenta, Ringo é um rapazinho de quinze anos que passa as horas mortas no bar da senhora Paquita, movendo os dedos sobre a mesa, como se praticasse as lições de piano que a família já não pode pagar-lhe. Nessa taberna do bairro de barcelonês de Gracia, o miúdo é testemunha da história de amor de Vicky Mir e do senhor Alonso. Ali vivem, junto de Violeta, a filha da senhora Mir, até que sucede algo inesperado: um domingo à tarde, Vicki deita-se nas linhas mortas de um elétrico tentando um suicídio impossível e patético, e o senhor Alonso desaparece para não voltar. A única coisa que dele resta é uma carta que prometeu escrever e que Vicky ficará esperando e desejando até à loucura, enquanto Violeta rebola as suas esplêndidas ancas pelo bairro, rude e indiferente às lisonjas. A vida inteira decorre pelo bar da senhora Paquita e sob o olhar de Ringo, que escuta, lê e finalmente começará a escrever, enchendo de luz a triste caligrafia de toda uma geração que alimentou os seus sonhos nos cinemas de bairro e nas ruas cinzentas de uma cidade onde o futuro parecia algo improvável.


“um dos melhores escritores europeus vivos”The Independent «O humor, a vida, o sofrimento, a tristeza, a alegria, tudo está aqui sabiamente doseado, sem alardes inúteis porque o talento do Juan, além do mais, é de uma discrição absoluta.»
António Lobo Antunes

A excelente capacidade para escrever livros de ação


Morreram 345 pessoas.Um avião explode em pleno voo transatlântico, causando a morte a 345 pessoas. Os investigadores suspeitam de um ato terrorista, mas não têm como prová-lo.
Entretanto, a polícia recebe um telefonema de um jovem de 12 anos que acusa o pai de envolvimento no acidente. Pode ser uma pista, mas as provas teimam em não aparecer e o rapaz apresenta um historial de violência e problemas emocionais.
Os agentes da CHERUB são chamados a intervir em mais uma missão delicada e ultraperigosa!

Crónicas de Avantia

Assustar é o melhor remédio

Assustar É o Melhor Remédio - Phineas e Ferb,  Vol,  4 - Ampliar Imagem                     Quando a Isabella, a amiga do Phineas e do Ferb, é atacada por uma terrível crise de soluços, os rapazes constroem uma casa assombrada super-assustadora para tentar que os soluços desapareçam. Será que a casa cheia de malvados lobisomens, insectos rastejantes e vampiros sedentos de sangue acabará com os soluços ou será que a Isabella só vai apanhar um grande susto? A aventura continua quando o Phineas e o Ferb tentam arranjar uma múmia!                                                                                                              

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Uma singela história de amizade

A ascensão e queda de Holly Golightly, uma jovem actriz que parte para a grande cidade, assemelha-se à própria biografia do autor.
"Breakfast at Tiffany's", título original de "A Boneca de Luxo", publicado pela primeira vez em 1958, poderia ter sido escrito hoje. Holly Golightly, a personagem principal, persiste no meio artístico norte-americano, 44 anos depois da publicação do livro. Num dos romances mais apreciados de Truman Capote, o mestre do "novo jornalismo" faz o (auto) retrato da artista provinciana, viciada, boémia e mundana, que procura o luxo e a luxúria sem renegar os valores tradicionais da província.
 É uma singela história de amizade entre um aspirante a escritor e uma estrela feminina que vive, quase inocentemente, num mundo de mentira e deslumbramento. É uma amizade possível, esta, entre dois vizinhos, porque ao escritor não interessa tudo aquilo que interessa a todos os outros homens que andam em redor de Holly Golighly, uma verdadeira boneca que não deixa indiferente aqueles com quem se cruza. Por isso mesmo, pelo manifesto desinteresse carnal que ele manifesta, Holly confia-lhe a sua amizade.
A acção decorre em Nova Iorque entre 1943 e 1944, cidade (ou pelo menos o bairro onde vivem os protagonistas) que Truman Capote descreve e recria com a extrema simplicidade e objectividade da sua escrita jornalística. Não há palavras a mais, nem descrições em excesso, mas não se trata de uma obra crua e seca, porque o que existe neste livro é moderação, o que não impede a composição de retratos coloridos e intensos de personagens e locais.

domingo, 29 de abril de 2012

Romance de comédia social

Como uma viagem a Itália desperta Miss Lucy Honeychurch, inglesinha educada com chá, partidas de ténis e “Beethoven a mais”
É uma Primavera, no princípio do século XX. Ingleses mais ou menos abastados desembarcam em Itália para uma temporada artística, com o seu quê de Giotto e Boticelli. Alojam-se em pensões inglesas, comem entre ingleses, passeiam com ingleses. As solteironas estendem pedaços de gabardine em cima das velhas pedras, para não se constiparem. Continuam a tomar chá. A soprar nas luvas, quando as descalçam. E a acompanhar as jovens solteiras, que não devem, simplesmente não devem, andar sozinhas. O mundo é um quarto com vista. Avista-se. Correndo tudo conforme o esperado, sem riscos, sem história. 
Neste romance de comédia social, Forster ocupa-se de um dos seus temas favoritos: a imaturidade da classe média inglesa, aqui representada por um grupo de turistas expatriados em Florença. Os turistas ingleses são observados com um olhar minuciosamente irónico. A exceção é Lucy Honeychurch, uma jovem fascinada pela exuberância da paisagem humana e que, apesar da sua educação vitoriana, procura agir com naturalidade.
Nas suas relações com a preconceituosa prima Charlotte, os pouco convencionais Emersons e o arrogante noivo, Lucy vê-se dividida entre as atividades sociais e os sobressaltos do coração.


sábado, 28 de abril de 2012

Mário de Carvalho é um escritor único

Advertência:
Este livro contém particularidades irritantes para os mais acostumados. Ainda mais para os menos. Tem caricaturas. Humores. Derivações. E alguns anacolutos.


Se o leitor acha que um livro que nos faz rir às gargalhadas não pode ser um excelente romance, leia este
“Era Bom que Trocássemos Umas Ideias sobre o Assunto” (1995), de Mário de Carvalho, é, provavelmente, o romance mais divertido da ficção portuguesa contemporânea. É também outras coisas, mas bastaria esta para justificar a leitura. Fazer rir apenas com palavras escritas é bastante mais difícil do que se poderá imaginar.
  
"Era Bom Que Trocássemos Umas Ideias Sobre o Assunto" conta-nos as aventuras e desventuras, mais as segundas do que as primeiras, de um homem que quer aderir ao PCP e que não consegue. E, também, as aventuras e desventuras, mais as primeiras do que as segundas, de uma jovem de ignorância exemplar que quer ser jornalista. E que consegue.

Grande parte da genialidade deste romance reside no facto de Mário de Carvalho expor de forma bem-humorada uma visão extremamente pessimista da realidade: o saber é desprezado em benefício da imagem, as ideologias são submetidas às conveniências, aos interesses pessoais, o mérito é substituído pelo arrivismo oportunista. Exemplo maior deste profundo lamento é a crítica irónica mas mordaz ao Partido Comunista (o livro foi publicado em 1995) onde o ingénuo Joel quer inscrever-se mas depara com os maiores obstáculos, devido ao elitismo ideológico e à sua fiel guarda-costas, a burocracia.
Mário de Carvalho é um escritor único. Ainda por explicar está o facto de não ser normalmente incluído entre os grandes nomes da literatura portuguesa contemporânea. Talvez porque Mário de Carvalho não gostasse de vir a ser homem de Panteões; talvez porque nunca tivesse desejado ser escritor de guiões de telenovelas disfarçados de romances de 500 páginas; talvez porque os nossos sorumbáticos, sisudos, sonolentos e cinzentos críticos literários não gostem de quem sorri escrevendo. Talvez os nossos Torquemadas da literatura não apreciem o riso. Afinal de contas esse é uma das grandes marcas da nossa História: o riso é a antecâmara do pecado. É sempre preferível a serenidade, a paz do estar bem com todos.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O Senhor das Palavras

Com ilustrações fascinantes
«O Senhor das Palavras era auxiliar dos escritores. Passava a vida a correr de linha em linha, a saltar de folha em folha, sublinhando ali, cortando acolá, pondo pontos em muitos "iiii". Era um trabalho difícil».
O Senhor das Palavras de Isabel Rosas

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Um livro desesperadamente feliz

Marguerite Duras - o pseudónimo do seu verdadeiro nome, Marguerite Donnadieu - nasceu pouco antes do eclodir da I Guerra Mundial, a 4 de Abril de 1914, em Gia Dinh, na Indochina. Passou a infância e a adolescência nessa antiga colónia francesa, sempre fascinada pela figura da mãe e assombrada pela imagem do irmão mais velho, Pierre.


Dois homens, uma mulher, um desencontro. É o ponto de partida para uma história de amor terrível. Memória infernal daquilo que não acontece.
Dizia Marguerite Duras: “Se não houvesse nem mar nem amor, ninguém escreveria livros.” Ainda bem que os há — porque, se tal não acontecesse, “Olhos Azuis, Cabelo Preto” deixaria de existir e de ficar gravado na memória de quem o lê. 
Olhos Azuis Cabelo Preto é um texto nos limites do confessável. O mais irredutivelmente durasiano que Duras publicou. Por isso mesmo o mais notável: simultaneamente misterioso e de uma terrível clareza.
Ao ler-se, pode sempre pensar-se que é um texto demasiado pessoal para dever ser escrito e que coloca o leitor na posição desconfortável de estar a ler um diário secreto que não lhe diz respeito. No fundo, é precisamente o contrário que acontece; não há aqui nada que seja comum passar-se entre duas pessoas, nenhuns sentimentos e nenhumas declarações vulgares de paixão.
Inevitavelmente, um texto sobre Olhos Azuis Cabelo Preto acaba por resultar periférico. Acontece quando se trata de um livro que se ocupa das duas únicas questões de que vale a pena qualquer livro ocupar-se: o amor e a morte, na sua mais desconfortável estranheza. Quase nunca se consegue dizer que o resto não tem importância sem se ser ao mesmo tempo ridiculamente pretensioso.
Duras consegue, sem pompa nem circunstância, fazer-nos perceber que chegar ao último dia não tem nada de tragicamente muito importante. Como ela diz, daqui por mil anos terão passado, dia por dia, mil anos que esse dia existiu. Daqui a séculos, o último dia será um dia datado, apenas isso. Tornar essa única verdade inteligível de uma forma não dolorosa é a primeira versão da existência deste livro, é a diferença central que o torna um livro desesperadamente feliz. É por isso que deve ser lido... 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Uma história de amor

Este livro não é, para arrepiar caminho.

Poucos romances, em todo o século XX, nos mostraram tão intensamente como a literatura podia ser ainda uma coisa nova e viva.
Podemos começar pelo que este livro não é, para arrepiar caminho. E para isso, tomemos de empréstimo o que dele disse Jorge Luis Borges: "Não há argumento, não há conversa, não há acção." Era um cumprimento. E Virginia Woolf estaria de acordo. Assim, solto da ganga romanesca e dentro da cabeça que pulsa, o quis ela, desde o princípio. 
Bernard, Neville, Louis, Jinny, Susan, Rhoda. Seis personagens, seis vozes que falam, não umas com as outras, não para fora, mas dentro de si - há ainda uma sétima personagem, Percival, que a todos fascina, mas que nunca escutaremos.
Cada fala destas seis personagens (seis faces de um rosto único?) é a torrente caótica e fabulosa de imagens e palavras que se forma dentro da cabeça em minutos, em segundos. São eles - as suas vozes, sempre em discurso directo - que nos levam através do seu percurso, da infância à maturidade, em nove etapas. O livro percorre, nessas etapas, o tempo da vida humana.
Mas há um outro tempo, paralelo, sem personagens, sem fala, antes de cada etapa: uma descrição da viagem que o sol faz ao longo de um dia, e do efeito desse movimento numa paisagem com mar. As ondas quebram-se assim, sincopadamente, tal como bate o coração.


Virgínia Woolf

Escritora inglesa nascida a 25 de janeiro de 1882, no seio de uma família da alta sociedade londrina, e falecida a 28 de março de 1941. O pai, Sir Leslie Stephen, era crítico literário. Virginia Stephen, nome de solteira, passou a infância numa mansão londrina com os três irmãos e tratada por sete criados, convivendo com personalidades como Henry James e Thomas Hardy. Virginia tinha 13 anos quando a mãe morreu e 22 quando chegou a vez do pai falecer. Os quatro irmãos foram então viver para Bloomsbury, um bairro londrino da classe média-alta. A irmã mais velha, Vanessa, de 25 anos, tomou conta dos restantes três.
Em sua casa foi formado o Grupo de Bloomsbury, onde se reuniam regularmente personalidades como os poetas T. S. Elliot e Clive Bell, o escritor E.M. Forster entre outros artistas e intelectuais. Os quatro irmãos, entretanto, viajaram pela Grécia e Turquia, mas pouco depois do regresso morreu Tholby, em novembro de 1906. Virginia sofreu a primeira de muitas grandes depressões. Casou em 1912 com o crítico literário Leonard Woolf, que viria a ser o seu companheiro de toda a vida.
The Voyage Out, de 1915, marca o início da sua carreira de romancista, mas só dez anos depois, com Mrs Dalloway, considerado o seu primeiro grande romance modernista, chegou o reconhecimento como escritora reputada. Orlando, obra de 1928, confirmou as qualidades de Virgina Woolf. Esta obra tem um protagonista andrógino, inspirado na sua amiga Vita Sackville-West, com quem manteve uma longa relação íntima. Após obras como A Room of One's Own (Um Quarto Que Seja Seu), onde defende a independência das mulheres, The Waves (As Ondas) e The Years (Os Anos), em 1938 lançou um romance polémico, Three Guineas (Os Três Guineus), na sequência da morte de um sobrinho na Guerra Civil espanhola. Neste livro, Virginia Woolf defende que a guerra é a expressão do instinto sexual masculino. A 28 de março de 1941, pouco depois de ter lançado Between the Acts, Virginia Woolf suicidou-se, atirando-se a um rio com os bolsos cheios de pedras. Foi a segunda tentativa em poucos dias, interrompendo assim uma carreira marcada pela obtenção de diversos prémios literários, dos quais, contudo, só aceitou um, o Fémina, de França.
Paralelamente à atividade de escritora, Virginia, em conjunto com o marido, fundou e manteve uma editora, destinada a publicar textos experimentais, textos de amigos e traduções de russo. Intitulada Hobart Press, a editora funcionava em moldes caseiros, depois de em 1917 Leonard ter oferecido à esposa uma pequena tipografia.

In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011

terça-feira, 24 de abril de 2012

Reciclomania, de Pedro Seromenho

A obra imortal

A obra imortal de Primo Levi, um judeu italiano que sobreviveu a Auschwitz para escrever o mais humano e comovente testemunho do Holocusto.
Num sábado, dia 11 de Abril de 1987, por volta das 10 horas da manhã, a porteira de um sólido edifício cinzento do século XIX situado no Corso Rei Umberto de Turim tocou à porta do 3º andar para, como todos os dias, entregar o correio. Primo Levi abriu-lhe a porta, sorriu, recebeu o correio, agradeceu e reentrou. Poucos minutos depois o seu corpo estatelava-se no fundo da escada, ao lado do elevador. Morreu instantaneamente, como revelou a autópsia, que não detectou no seu corpo qualquer sinal de violência. 

Na noite de 13 de Dezembro de 1943, Primo Levi, um jovem químico membro da resistência, é detido pelas forças alemãs. Tendo confessado a sua ascendência judaica, é deportado para Auschwitz em Fevereiro do ano seguinte; aí permanecerá até finais de Janeiro de 1945, quando o campo é finalmente libertado.
Da experiência no campo nasce o escritor que neste livro relata, sem nunca ceder à tentação do melodrama e mantendo-se sempre dentro dos limites da mais rigorosa objectividade, a vida no Lager e a luta pela sobrevivência num meio em que o homem já nada conta.
Se Isto é um Homem tornou-se rapidamente um clássico da literatura italiana e é, sem qualquer dúvida, um dos livros mais importantes da vastíssima produção literária sobre as perseguições nazis aos judeus. 
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