quarta-feira, 11 de julho de 2012

Histórias de Molero

Uma obra prima


O Que Diz Molero, publicado pela primeira vez em 1977, constituiu um estrondoso êxito junto da crítica e do público, tendo vendido mais de cem mil exemplares, e foi traduzido para espanhol, búlgaro, romeno e alemão.
Uma nova edição, uma dupla comemoração - os 30 anos da edição da Obra, e os 77 anos do Autor - e uma merecida e sentida homenagem.
O Que Diz Molero de Dinis Machado

Críticas de imprensa
«O Que Diz Molero é um livro que não ganhou uma ruga e que permanece fundamental.» Clara Ferreira Alves
Expresso
«Uma obra-prima.»
António Alçada Baptista, Expresso
«Aos homens de palavras (os que delas vivem e por elas comunicam) O Que Diz Molero soa como música.»
António Mega Ferreira, Expresso




«Teve uma infância estranha», disse Austin. «Em última análise, todas as infâncias o são», disse Mister DeLuxe. «Molero Diz», disse Austin, «que a infância do rapaz foi particularmente estranha, condicionada por questões de ambiente que fizeram dele, simultaneamente, actor e espectador do seu próprio crescimento, lá dentro e um pouco solto, preso ao que o rodeava e desviado, como se um elástico o afastasse do corpo que transportava , muitas vezes, o projectasse brutalmente contra a realidade desse mesmo corpo, e havia então esse cachoar violento do que era e a espuma do que poderia ser, a asa tenra batendo à chuva». (...)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

sábado, 30 de junho de 2012

Viajar pelo género policial

História de um assassino
desiludido com o amor

Luís Sepúlveda é, antes de mais, um exímio contador de histórias. Do conto infantil ("História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar") ao relato de viagem ("Patagónia Express"), passando pelo estilo policial ("Nome de Toureiro") ou pelo romance de contornos clássicos ("O Velho que Lia Romances de Amor"), Sepúlveda é capaz de transformar um leitor desprevenido num refém da sua escrita agradável e fluente, a um tempo simples e inteligente. Em "Diário de um Killer Sentimental", o autor volta a viajar pelo género policial. Um assassino profissional que nunca falha conta a sua própria história.


"Diário de um Killer Sentimental" é o título do livro através do qual Luís Sepúlveda nos dá a conhecer uma versão diferente de um diário, se é que lhe podemos chamar de facto um diário, uma história tão bem contada como só Sepúlveda (e mais um poucos, que, se os contarmos, bem, não ocupam muito mais que duas mãos cheias) sabem contar.
Luís Sepúlveda é um autor chileno, nascido em 1949, que se tornou muito conhecido com o romance "O Velho Que Lia Romances de Amor".
Sepúlveda é descrito como um autor multifacetado, pois os seus livros vão de contos infantis a romances.
"Diário de um Killer Sentimental" é uma novela que, como outras do autor, foi publicada em jornais como "El Mundo" e "El País".

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Três Tristes Tigres, de Guillermo Cabrera Infante

Do livro As Horas

Francisca (1981) um filme baseado em Fanny Owen

Vida e Obra de Agustina Bessa Luís

Uma história verídica



Aquando da saída da sua autobiografia, Agustina Bessa-Luís respondeu, invariavelmente, que, se não fosse romancista, gostaria de fazer ou negócios ou milagres. Entre os dois dons, a romancista optava, com parcimónia, pelo segundo. “Fanny Owen” está longe de ser um milagre. Da escrita, obviamente. Mas, desde que começou a construir o seu mundo romanesco, vários milagres surgiram...


Fanny Owen é uma história verídica passada em 1850 entre José Augusto Pinto de Magalhães ( proprietário da quinta do Loureiro, poeta rapaz triste e desinteressado da vida), Fanny Owen (filha do coronel Owen, auxiliar e conselheiro militar de D. Pedro aquando das lutas liberais) e o próprio Camilo Castelo Branco, com apenas vinte e três anos e , portanto, ainda longe do romancista famoso que viria a ser mais tarde.

Plano Nacional de LeituraLivro recomendado para os 10º, 11º e 12º anos de escolaridade, destinado a leitura autónoma.

Ler é...



Ler é…
…aprender a conhecer coisas novas.  (André João)
… conhecer os sentimentos dos outros.  (Guilherme)
… sentir o mundo nas mãos.  (João pedro)
… viajar parado.  (Bruno Cesário)
… divertir-me com as palavras.  (Mariana)
… relaxar nas letras.  (Justino).
… viver aventuras.  (Sávio)
… morar no mundo da imaginação.  (Diogo)
… essencial na minha vida.  (Beatriz)
… conhecer o que desconheço.  (Tiago Aquino)
… ter personagens como amigos.  (Margarida Silva)
… entrar dentro de uma história.  (Maria Cunha)
… velejar nas palavras.  (Tiago Vicente)
… brincar às escondidas com as palavras.  ((Rodrigo)
… mergulhar num mar de sonho e de magia. (Jolivan)
… voar nas asas da imaginação.  (Bruno Rodrigues)
… saltar de palavra em palavra.  ( Diogo F)
… sentir nas mãos outras vidas. (Alexandre)
… saborear uma sopa de letras.  (Leandra)
… viver. (André José)
… simplesmente sonhar.  (Margarida F)
… aprender com a vida dos outros. (Lucas)
… sentir emoções.  (Ricardo)
… sentir que alguém nos segreda ao ouvido. (Ana)
… desfrutar de momentos muito bons. (Maud)


quinta-feira, 28 de junho de 2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Little Things acontecem no nosso planeta

Imaginação

"A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro."

Albert Einstein



quarta-feira, 20 de junho de 2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

Era uma vez um conto

"Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: “Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…” poeta mexicano Francisco Hinojosa, no Dia Mundial do Livro.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Desejos


Para os que já preparam os exames, muito empenho e coragem pois só assim o sucesso é garantido! Bons resultados e Boa sorte!

Teodora e a Cidade de Ouro, de Luísa Fortes da Cunha

sábado, 9 de junho de 2012

Uma escrita sui generis

Kafka é uma das figuras que dominam ainda hoje os caminhos da literatura contemporânea. Os seus tempos, a solidão, o confronto com forças cujo controlo escapa aos personagens, situações labirínticas geradoras de obsessão ou culpa, são emblemáticos e particularmente significativos neste fim de século. «A Metamorfose», um dos seus livros mais poderosamente capazes de exprimir a angústia e o estranhamento, tem suscitado múltiplas leituras sem jamais esgotar a sua legibilidade.




Uma manhã, ao acordar para o trabalho, Gregor vê que se transformou num inseto horrível com um "dorso duro e inúmeras patas". A princípio, as suas preocupações passam por pensamentos práticos relacionados com a sua metamorfose.
Depois, as preocupações passam para um estado mais psicológico e até mesmo sentimental. Gregor sente-se magoado pela repulsa dos pais perante a sua metamorfose. Apenas a irmã se digna a levar-lhe a alimentação, mas mesmo assim a repulsa e o medo também começam a se manifestar. A metamorfose de Gregor vai além da modificação física. É sobretudo uma alteração de comportamentos, atitudes, sentimentos e opiniões.
Gregor passa a analisar as coisas que o rodeiam com muito mais atenção. Outra metamorfose ocorre no seio familiar: o pai volta a trabalhar, a irmã (Grete) também arranja um emprego e passam a alugar quartos na própria casa onde habitam. As atitudes dos pais perante o filho retratam ao leitor a ideia que este era apenas o "sustento" da casa. A metamorfose de Kafka não conta apenas a história de um homem que se transformou num inseto. É sobretudo uma história de alerta à sociedade e aos comportamentos humanos. Nesta história, Kafka presenteia-nos com a sua escrita sui generis, retratando o desespero do homem perante o absurdo do mundo.
Interessante perceber que em nenhum momento da obra Gregor se dá conta realmente que se transformou num inseto. Apenas observa seus novos membros, órgãos e hábitos, mas com o tempo se acomoda na nova condição sem realmente entender no que se tornara.

Semana CEF 2012-Leandro, Rei da Heliria-1/12.flv

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Um livro sobre a condição humana

Uma saga que irresistivelmente arrasta o leitor ao longo de cinco mundos, vividos e pensados através da obsessiva buscada felicidade que move os seus protagonistas. Concebida polifonicamente como a descrição dos vários modos de viver a amargura que medeia entre o abandono da terra e o retorno ao domínio do que é familiar, esta peregrinação possível em tempos de escassez de aventura é a definitiva lição de que o regresso se não limita a perfazer o círculo e constitui uma visão fascinante do Portugal que todos, de uma maneira ou de outra,conhecemos.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Só um grande escritor poderia escrever uma obra tão bela

A Obra ao Negro é a história de uma dissolução: a da ordem de valores que a Idade Média chegou a admitir como incontestáveis, mas que, mercê de quase imperceptíveis alterações, acabaram por perder o seu sentido, abrindo-se à metamorfose.

Uma personagem, Zenão, concentra em si o desejo de mudança, a vontade de alcançar, num mundo conturbado por conflitos vários, a liberdade de pensar e conceber.

E só um grande escritor poderia acompanhar, de forma simultaneamente tão minuciosa e bela, os contornos dessa personalidade, ao longo do doloroso caminho que a leva a enfrentar e a assumir a própria morte. Acaso se verificará então, nesse decisivo instante, uma das máximas possibilidades da Grande Obra alquímica, o opus nigrum, a tentativa de calcinar as formas para permitir a erupção de novo.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Caberá ao leitor desvendar o mistério


A quem e em que circunstâncias conta Pereira o mês crucial da sua vida, um fatídico Agosto de 1938? O livro não o diz, caberá ao leitor escolher entre várias repostas possíveis. Mas Pereira é uma testemunha exacta e, com obstinação e minúcia conta, como se fizesse um depoimento, um período trágico da sua existência e da história da Europa. Tendo por pano de fundo o Salazarismo Português, o Fascismo Italiano e a Guerra Civil Espanhola, Afirma Pereira é a história atormentada da tomada de consciência de um velho jornalista solitário e infeliz.

terça-feira, 5 de junho de 2012

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Morte em Veneza











Morte em Veneza é considerada uma das obras primas de Mann, e alguns consideram o melhor livro escrito em alemão. É fácil dizer o motivo: o livro é impressionante. Mann descreve as emoções e sentimentos dos personagens de uma forma única. A história do livro, apesar de aparentemente simples, revela-se sublime. Há no livro uma infinidade de detalhes, entretanto, nenhum deles pode ser retirado da narrativa. Tudo na obra é essencial.

1984



1984 oferece hoje uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas. A electrónica permite, pela primeira vez na história da humanidade, reunir nos mesmos instrumentos e nos mesmos gestos o trabalho e a fiscalização exercida sobre o trabalhador. O Big Brother já não é uma figura de estilo - converteu-se numa vulgaridade quotidiana.


Novidades! Afinal também há na biblioteca!

Os MacPhersons voltaram em mais um álbum repleto de humor. O vigésimo sexto tomo de Baby Blues já rebentou nas melhores livrarias…


A teoria da desarrumação natural da espécie, em casas onde as crianças ultrapassam, em número, os adultos, explicada à melhor maneira dos MacPhersons.
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