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sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

As Bibliotecas

 As bibliotecas deviam ser declaradas da família dos aeroportos, porque são lugares de partir e de chegar.

Os livros são parentes diretos dos aviões, dos tapetes-voadores ou dos pássaros. Os livros são da família das nuvens e, como elas, sabem tornar-se invisíveis enquanto pairam, como se entrassem dentro do próprio ar, a ver o que existe para depois do que não se vê. O leitor entra com o livro para o depois do que não se vê. O leitor muda para o outro lado do mundo ou para outro mundo, do avesso da realidade até ao avesso do tempo. Fora de tudo, fora da biblioteca. As bibliotecas não se importam que os leitores se sintam fora das bibliotecas.

Os livros são também toupeiras ou minhocas, troncos caídos, maduros de uma longevidade inteira, os livros escutam e falam ininterruptamente. São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo e já do fim do mundo. Os livros esticam e tapam furos na cabeça. Eles sabem chover e fazer escuro, casam filhos e coram, choram, imaginam que mais tarde voltam ao início, a serem como crianças. Os livros têm crianças ao dependuro e giram como carrosséis para as ouvir rir e para as fazer brincar.

Os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e o baixo, a esquerda e a direita de cada coisa ou coisa nenhuma. Nem pestanejam de tanta curiosidade. Podemos pensar que abrir e fechar um livro é obrigá-lo a pestanejar, mas dentro de um livro nunca se faz escuro. Os livros querem sempre ver e estão sempre a contar.

As bibliotecas só aparentemente são casas sossegadas. O sossego das bibliotecas é a ingenuidade dos ignorantes e dos incautos. Porque elas são como festas ou batalhas contínuas e soam canções ou trombetas a cada instante. E há invariavelmente quem discuta com fervor o futuro, quem exija o futuro e seja destemido, merecedor da nossa confiança e da nossa fé.

Adianta pouco manter os livros de capas fechadas. Eles têm memória absoluta. Vão saber esperar até que alguém os abra. Até que alguém se encoraje, esfaime, amadureça, reclame o direito de seguir maior viagem. E vão oferecer tudo, uma e outra vez, generosos e abundantes.          Os livros oferecem o que são, o que sabem, uma e outra vez, sem se esgotarem, sem se aborrecerem de encontrar infinitamente pessoas novas. Os livros gostam de pessoas que nunca pegaram neles, porque têm surpresas para elas e divertem-se com isso9. Os livros divertem-se muito.

As pessoas que se tornam leitoras ficam logo mais espertas, até andam três centímetros mais, altas, efeito de um orgulho saudável de estarem a fazer a coisa certa. Ler livros é uma coisa muito certa. As pessoas percebem isso imediatamente. E os livros não têm vertigens. Eles gostam de pessoas baixas e gostam de pessoas que ficam mais altas.

Depois da leitura de muitos livros pode ficar-se com uma inteligência admirável e a cabeça acende como se tivesse uma lâmpada dentro. É muito engraçado. Às vezes, os leitores são tão obstinados com a leitura que nem se lembram de usar candeeiros de verdade. Tentam ler só com a luz própria dos olhos, colocam o livro perto do nariz como se o estivessem a cheirar. Os leitores mesmo inteligentes aprendem a ler tudo, até aquilo que não é um livro. Leem claramente o humor dos outros, a ansiedade, conseguem ler as tempestades e o silêncio, mesmo que seja um silêncio muito baixinho. Alguns leitores, um dia, podem aprender a escrever. Aprendem a escrever livros. São como pessoas com palavras por fruto, como as árvores que dão maçãs ou laranjas. Pessoas que dão palavras.

Já vi gente a sair de dentro dos livros. Gente atarefada até com mudar o mundo. Saem das histórias e vestem-se à pressa com roupas diversas e vão porta fora a explicar descobertas importantes. Muita gente que vive dentro dos livros tem assuntos importantes. Muita gente que vive dentro dos livros tem assuntos importantes para tratar. Precisamos de estar sempre atentos. Às vezes, compete-nos dar apoio. Alguns livros obrigam-nos a pôr mãos ao trabalho. Mas sem medo. Os trabalhos que temos pela escola dos livros é normalmente um modo de ficarmos felizes.

Todos os são infinitos. Começam no texto e estendem-se pela imaginação. Por isso é que os textos são mais do que gigantescos, são absurdos de um tamanho que nem dá p0ara calcular. Mesmo os conto9s, de pequenos não têm nada. Se os soubermos entender, crescemos também, até nos tornarmos monumentais pessoas. Edifícios humanos de profundo esplendor.

 Devemos sempre lembrar que ler é esperar por melhor.

 In Contos de cães e maus lobos

Valter Hugo Mãe




sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Uma aventura na fábrica de chocolate!

 

Charlie e a fábrica do chocolate

As invenções do Sr. Wonka em matéria de chocolate são absolutamente espantosas. E não só de chocolate, também de outras delícias do fantástico reino das guloseimas..., tudo produzido na sua misteriosa fábrica, pois a verdade é que ninguém jamais viu entrar ou sair alguém de tal fábrica.

Apesar disso, o Charlie espera vir a conseguir entrar em tão apetecível lugar. Mas como será possível?

Autor: Roald Dalh

Editora: Oficina do Livro


Proposta de atividade AQUI

Plano Nacional de Leitura- Leitura oreintada


quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Vamos à bola?

 

7x11 histórias de futebol

Já imaginaste o que diriam as chuteiras do Eusébio, o apito do árbitro ou a camisola do Pelé se resolvessem falar, contando as suas aventuras? (...) Um documento obrigatório, dir-se-á sem exagero, pois se sobre o futebol, hoje, quase toda a gente dá sentenças, por que motivo não auscultar também a opinião dos outros e menos falados intervenientes no espetáculo, que, por acaso, até têm ação direta no jogo? Quem melhor do que a própria bola, por exemplo, para nos falar do assunto? (...)

Por isso, aqui ficam sete episódios que recordam algumas das maiores proezas da nossa seleção. Da primeira vitória sobre os nossos vizinhos espanhóis aos nossos dias. Numa perspetiva diferente, como já se disse, mas que, tenho a certeza, vais adorar.


Autora: Margarida Fonseca Santos

Editora: Asa




Proposta de atividade AQUI


Plano Nacional de Leitura- Leitura orientada

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Viver uma aventura nos castelos!

 

Uma viagem ao tempo dos castelos

Ana e João são irmãos mas muito diferentes. Ela é uma rapariga ajuizada e sensata, ele bastante disparatado e impulsivo.

Apesar disso entendem-se às mil maravilhas. Nas férias foram passar uns dias à quinta de uma tia na serra do Marão.

Tanto na quinta como na aldeia as pessoas andavam alvoraçadas por causa de um homem com fama de bruxo que se instalara no castelo.

Em vez de ficarem com medo, decidiram ir dar uma espreita e a surpresa não podia ter sido maior: o velho era cientista, chamava-se Orlando e pertencia à AIVET, a fabulosa Associação Internacional de Viagens no Espaço e no Tempo. Tinha uma máquina nas caves e convidou-os para darem um mergulho ao tempo dos castelos. Eles aceitaram sem saber o que os esperava.

Poucos segundos depois já cavalgavam em florestas infestadas de lobos acompanhando uma caçada ao javali. Mas a viagem reserva-lhes muitos outros momentos de perigo e emoção e um encontro inesquecível com o jovem Afonso Henriques em vésperas de se tornar o primeiro rei de Portugal.


Autoras: Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

Editora: Caminho


Proposta de atividade AQUI
Plano Nacional de Leitura- leitura orientada

O Mundo à nossa volta

Poluir não é fixe

Está na altura de traçar um plano. Um plano pelo Planeta!

Todos somos convocados a fazer a diferença nesta grande missão

de salvarmos o Planeta.

Com qual das proposta apresentadas mais te identificas? Apoiá-la-ias?

Queres acrescentar outras ideias?



Tim Allman

il. Nick Shepherd

Booksmile


Plano Nacional de Leitura- Leitura orientada

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

O Mundo à nossa volta

 

A garrafa mágica

No dia em que toda a Terra for um monte de lixo e os Homens

tiverem de dormir em latas velhas, pode ser que eles compreendam

o que estão a fazer-nos…

O livro busca a consciencialização para uma nova atitude e novos comportamentos.

Como é que cada um de nós pode contribuir para fazer a diferença na

proteção dos mares?

Procura conhecer associações que trabalham pela defesa do Planeta.

Que tal dares uma ajuda? HGJG


Sara Rodi

il. João Rodrigues

Dom Quixote


Plano Nacional de Leitura- Leitura orientada


segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

O Mundo à nossa volta

 

Bichos do meu quintal e algumas gotas de chuva

Abanando a cabecinha

em constante movimento,

pareces dizer que sim,

meu querido pombo cinzento.

E se esta suposição tiver algum fundamento,

a quem dizes tu que sim

neste preciso momento?

Este é um livro de poesia sobre animais do meu quintal e outros que tais.

Inspira-te numa das duas ilustrações sem palavras e cria um pequeno

texto poético ou narrativo.

Conhecendo tu a importância da biodiversidade, como poderá cada um de nós

colaborar na sua preservação?

Manuela Castro Neves

il. Maria Bouza

Máquina de Voar

Plano Nacional de Leitura-leitura orientada

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

O Mundo à nossa volta

 

Animais ameaçados

No total, há um número muito elevado de espécies ameaçadas.

A tarefa de salvar todas é descomunal. Talvez seja um esforço

demasiado grande.

Será que não podemos prosseguir com as nossas vidas sem a baleia-azul,

o kakapo ou a rã-arlequim? Na verdade, é provável que possamos,

mas parece-me que o mundo seria um lugar muito mais triste sem eles.


São trinta as espécies em perigo referidas neste álbum, cujos riscos e

condições de sobrevivência ficamos a conhecer.

Conheces outras espécies que se encontrem em vias de extinção?

Que tipo de mundo será o nosso com tantas espécies em vias de extinção?

Pensa sobre isso com os teus colegas.


Plano Nacional de Leitura- Leitura orientada

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Coisas de números

 

Arkádi Avertchenko

il. João Fazenda

Bruaá

Ora, mas como a frase fúnebre “É o meu fim” soava com tanta imponência e soturnidade, Semion Pantalíkin gostava de a proferir por tudo e por nada.

Apesar de ser a disciplina que mais desenvolve o raciocínio, uma boa parte dos alunos

não gosta da Matemática.

Cria um exercício matemático e soluciona-o. Redige o enunciado partilha-o com a turma.

Já tiveste momentos em que chamaste “maldita” à Matemática? Relata-os.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Coisas de números

Pequeno Livro da Desmatemática

Numa certa conta havia

um zero dado à poesia

que tinha um sonho secreto:

fugir para o alfabeto.

Este é um livro de versos e de histórias que brinca com as palavras e com os números,

fazendo deles verdadeiros personagens. E tu? Serias capaz de imaginar, como fez o

autor, uma história divertida em que as personagens sejam algarismos?

Inspirados nos poemas de Manuel António Pina, cria uma quadra relacionada com

números e operações matemáticas.

Plano Nacional de Leitura
 

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

A Arte também se Lê

 

Vincent Van Gogh e as cores do vento

“Nos quadros dos mestres há uma pedra preciosa:

a alma humana e o que eu quero, com a minha pintura, é tocar o coração

das pessoas.


Algum dos quadros reproduzidos no livro tocou o teu coração?

Os artistas são, em regra, seres humanos inquietos e questionadores.

Tendo por base o que leste sobre a vida de Van Gogh, concordas com esta afirmação?

Para além do talento, para se ser bom naquilo que se faz são necessárias

outras características.

Reuniria Van Gogh essas características?


Plano Nacional de Leitura




domingo, 2 de janeiro de 2022

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Para ler nas FÉRIAS! Revista Fábulas

E se…?, de Randall Munroe (Saída de Emergência)
Sinopse: Milhões de pessoas visitam XKCD.com todas as semanas para ler a vinheta de Randall Munroe. As suas figuras simples e desenhos minimalistas sobre ciência, tecnologia, amor e o sentido da vida têm uma vasta legião de seguidores. Fãs de XKCD colocam a Munroe imensas questões bizarras. E se tentasses bater uma bola de basebol lançada a 90% da velocidade da luz? Se houvesse um apocalipse robótico, quanto tempo duraria a Humanidade na Terra? Na busca de respostas, Munroe opera simulações de computador, analisa dossiês de pesquisa militar confidencial, resolve equações diferenciais e consulta operadores de reatores nucleares. As suas respostas são obras de arte de perspicácia e humor e normalmente preveem a absoluta aniquilação da Humanidade ou uma explosão inimaginável que arrase tudo! E se…? é leitura obrigatória para todos aqueles que adoram os grandes enigmas da vida, da ciência e, claro, perguntas tão absurdas quão divertidas.
Sugestão: Este é um livro hilariante com as suas respostas de humor refinado. Recomendado para todos os leitores, mas em especial para aqueles jovens que dispensam grandes leituras, principalmente quando o tempo convida a outras atividades mais dinâmicas. Mas o dinamismo presente nas páginas deste livro vai fazer valer a pena levá-lo connosco para a beira da piscina ou para o parque. Porque a cada resposta que lemos, queremos saber qual será a pergunta seguinte, sendo impossível parar de ler até chegarmos ao final.
 
Mais sugestões na fonte
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