segunda-feira, 16 de julho de 2012

Um livro apaixonante

A hora em que a vida se abre
Três vidas que se abrem num único dia de Junho. Nova Iorque no fim do século XX, um subúrbio de Londres em 1923, Los Angeles em 1949. São as narrativas alternadas de "As Horas", o romance que Michael Cunningham escreveu a partir de Virginia Woolf. Um "best-seller" que ganhou o Pulitzer.

Livro - As HorasAs Horas, prêmio Pulitzer de literatura de 1999, pode ser definido como a saga da consciência de três mulheres – uma real, duas fictícias – em busca de algum tipo de inserção no mundo “normal”, tendo como pano de fundo constante a presença palpável e inquietante da loucura e da morte.A personagem real, espécie de matriz iluminadora de todo o livro, é Virginia Woolf, cujo suicídio, em 1941, é narrado de forma comovente e realista logo nas primeiras páginas. Ela, mais Laura Brown, uma dona de casa angustiada num subúrbio de Los Angeles, em 1949, e Clarissa Vaughn, editora de sucesso na Manhattan de hoje, são as protagonistas deste livro apaixonante. Presenciamos, em capítulos alternados, um dia na vida de cada uma delas. O talento de Cunningham consegue encapsular todo o drama de suas existências. Virginia, num dia normal e suburbano de 1923, esforça-se por manter sob controle os sintomas da loucura e para redigir Mrs. Dalloway, romance que mantém com As horas uma habilidosa simbiose. Laura busca, em vão, ajustar-se ao seu triplo papel de mãe, esposa e dona de casa, confeccionando, ao lado do filho Ritchie, de três anos, um bolo de aniversário para o marido Dan. Acontece que tudo o que Laura mais deseja na vida é solidão e a companhia de Virginia Woolf, sob a forma de seu romance Mrs. Dalloway, que ela lê apaixonadamente. Clarissa, cinqüentona e ex-hippie ainda atraente, bem casada com uma produtora de tevê, compra flores e organiza uma festa em homenagem a Richard, amigo gay e aidético terminal que acaba de ganhar um prêmio literário.O cruzamento surpreendente dessas três histórias, urdido com a mão imaginativa e experiente de Michael Cunningham, vai mergulhar o leitor numa das experiências mais comoventes da literatura contemporânea. Livro de 1998.

Eu e o meu corpo.mov

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A Cave e o Sótão

História construída a partir de uma reportagem feita por um dos autores (Jorge Araújo) em Luanda sobre as crianças que vivem nos esgotos, publicada no semanário "O Independente". O livro apresenta-nos o mundo como sendo uma casa, que tem Cave e Sótão. A Cave são os buracos do esgoto que servem de tecto a Fio Maravilha e a todos os outros meninos que não têm para onde ir. Na mesma linha alegórica, o Sótão é a cidade (que fica por cima do chão e por debaixo do céu). Tem basílicas grandiosas, mesquitas com crescentes dourados, pontes que ligam margens e vidas. E prédios com vista sobre a solidão, onde as pessoas se cruzam nos elevadores, dizem 'bom dia', 'boa tarde' mas não se conhecem. É num deles que vive Nuvem Maria, a menina dos cabelos de ouro. Fio Maravilha descobriu a paixão em Nuvem Maria. Mas era um amor impossível. Na Cave, Nuvem Maria não era desejada; no Sótão, Fio Maravilha não tinha futuro. Até que um dia um brutal terramoto destrói tudo e todos mata. Excepto Fio Maravilha. Impossibilitado de regressar à Cave, vagueia pelo Sótão e descobre, no meio dos escombros, Nuvem Maria. Partem de barco. Felizes para sempre. A narrativa é acompanhada por duas dezenas de ilustrações que, através de imagens, contam a história em paralelo.
Nem Tudo Começa com Um Beijo de Jorge Araújo, Pedro Sousa Pereira

Críticas de imprensa


"Um imaginário inesperado e, no entanto, simples, rico e colorido. Muito diferente e, simultaneamente, muito igual ao mundo que nos rodeia, num livro valorizado por excelentes ilustrações, que perspectivam este universo de forma original."
Susana Nogueira, Julho 2005



"Uma história intensa e com um grande ensinamento de vida, prende, sem grande dificuldade, desde a primeira até à última página. O amor na sua forma mais primária e pura aliado a um grande exemplo de verdadeira amizade e companheirismo. Tudo bons pretextos para perder um par de horas e "saborear" a prosa genial de Jorge Araújo e Pedro Sousa Pereira"
Joana Carvalho, O Comércio do Porto, 12 de Junho de 2005
(fonte: WooK)

O Pintor Debaixo do Lava-Loiças, de Afonso Cruz

Histórias de Molero

Uma obra prima


O Que Diz Molero, publicado pela primeira vez em 1977, constituiu um estrondoso êxito junto da crítica e do público, tendo vendido mais de cem mil exemplares, e foi traduzido para espanhol, búlgaro, romeno e alemão.
Uma nova edição, uma dupla comemoração - os 30 anos da edição da Obra, e os 77 anos do Autor - e uma merecida e sentida homenagem.
O Que Diz Molero de Dinis Machado

Críticas de imprensa
«O Que Diz Molero é um livro que não ganhou uma ruga e que permanece fundamental.» Clara Ferreira Alves
Expresso
«Uma obra-prima.»
António Alçada Baptista, Expresso
«Aos homens de palavras (os que delas vivem e por elas comunicam) O Que Diz Molero soa como música.»
António Mega Ferreira, Expresso




«Teve uma infância estranha», disse Austin. «Em última análise, todas as infâncias o são», disse Mister DeLuxe. «Molero Diz», disse Austin, «que a infância do rapaz foi particularmente estranha, condicionada por questões de ambiente que fizeram dele, simultaneamente, actor e espectador do seu próprio crescimento, lá dentro e um pouco solto, preso ao que o rodeava e desviado, como se um elástico o afastasse do corpo que transportava , muitas vezes, o projectasse brutalmente contra a realidade desse mesmo corpo, e havia então esse cachoar violento do que era e a espuma do que poderia ser, a asa tenra batendo à chuva». (...)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

sábado, 30 de junho de 2012

Viajar pelo género policial

História de um assassino
desiludido com o amor

Luís Sepúlveda é, antes de mais, um exímio contador de histórias. Do conto infantil ("História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar") ao relato de viagem ("Patagónia Express"), passando pelo estilo policial ("Nome de Toureiro") ou pelo romance de contornos clássicos ("O Velho que Lia Romances de Amor"), Sepúlveda é capaz de transformar um leitor desprevenido num refém da sua escrita agradável e fluente, a um tempo simples e inteligente. Em "Diário de um Killer Sentimental", o autor volta a viajar pelo género policial. Um assassino profissional que nunca falha conta a sua própria história.


"Diário de um Killer Sentimental" é o título do livro através do qual Luís Sepúlveda nos dá a conhecer uma versão diferente de um diário, se é que lhe podemos chamar de facto um diário, uma história tão bem contada como só Sepúlveda (e mais um poucos, que, se os contarmos, bem, não ocupam muito mais que duas mãos cheias) sabem contar.
Luís Sepúlveda é um autor chileno, nascido em 1949, que se tornou muito conhecido com o romance "O Velho Que Lia Romances de Amor".
Sepúlveda é descrito como um autor multifacetado, pois os seus livros vão de contos infantis a romances.
"Diário de um Killer Sentimental" é uma novela que, como outras do autor, foi publicada em jornais como "El Mundo" e "El País".

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Três Tristes Tigres, de Guillermo Cabrera Infante

Do livro As Horas

Francisca (1981) um filme baseado em Fanny Owen

Vida e Obra de Agustina Bessa Luís

Uma história verídica



Aquando da saída da sua autobiografia, Agustina Bessa-Luís respondeu, invariavelmente, que, se não fosse romancista, gostaria de fazer ou negócios ou milagres. Entre os dois dons, a romancista optava, com parcimónia, pelo segundo. “Fanny Owen” está longe de ser um milagre. Da escrita, obviamente. Mas, desde que começou a construir o seu mundo romanesco, vários milagres surgiram...


Fanny Owen é uma história verídica passada em 1850 entre José Augusto Pinto de Magalhães ( proprietário da quinta do Loureiro, poeta rapaz triste e desinteressado da vida), Fanny Owen (filha do coronel Owen, auxiliar e conselheiro militar de D. Pedro aquando das lutas liberais) e o próprio Camilo Castelo Branco, com apenas vinte e três anos e , portanto, ainda longe do romancista famoso que viria a ser mais tarde.

Plano Nacional de LeituraLivro recomendado para os 10º, 11º e 12º anos de escolaridade, destinado a leitura autónoma.

Ler é...



Ler é…
…aprender a conhecer coisas novas.  (André João)
… conhecer os sentimentos dos outros.  (Guilherme)
… sentir o mundo nas mãos.  (João pedro)
… viajar parado.  (Bruno Cesário)
… divertir-me com as palavras.  (Mariana)
… relaxar nas letras.  (Justino).
… viver aventuras.  (Sávio)
… morar no mundo da imaginação.  (Diogo)
… essencial na minha vida.  (Beatriz)
… conhecer o que desconheço.  (Tiago Aquino)
… ter personagens como amigos.  (Margarida Silva)
… entrar dentro de uma história.  (Maria Cunha)
… velejar nas palavras.  (Tiago Vicente)
… brincar às escondidas com as palavras.  ((Rodrigo)
… mergulhar num mar de sonho e de magia. (Jolivan)
… voar nas asas da imaginação.  (Bruno Rodrigues)
… saltar de palavra em palavra.  ( Diogo F)
… sentir nas mãos outras vidas. (Alexandre)
… saborear uma sopa de letras.  (Leandra)
… viver. (André José)
… simplesmente sonhar.  (Margarida F)
… aprender com a vida dos outros. (Lucas)
… sentir emoções.  (Ricardo)
… sentir que alguém nos segreda ao ouvido. (Ana)
… desfrutar de momentos muito bons. (Maud)


quinta-feira, 28 de junho de 2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Little Things acontecem no nosso planeta

Imaginação

"A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro."

Albert Einstein



quarta-feira, 20 de junho de 2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

Era uma vez um conto

"Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: “Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…” poeta mexicano Francisco Hinojosa, no Dia Mundial do Livro.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Desejos


Para os que já preparam os exames, muito empenho e coragem pois só assim o sucesso é garantido! Bons resultados e Boa sorte!

Teodora e a Cidade de Ouro, de Luísa Fortes da Cunha

sábado, 9 de junho de 2012

Uma escrita sui generis

Kafka é uma das figuras que dominam ainda hoje os caminhos da literatura contemporânea. Os seus tempos, a solidão, o confronto com forças cujo controlo escapa aos personagens, situações labirínticas geradoras de obsessão ou culpa, são emblemáticos e particularmente significativos neste fim de século. «A Metamorfose», um dos seus livros mais poderosamente capazes de exprimir a angústia e o estranhamento, tem suscitado múltiplas leituras sem jamais esgotar a sua legibilidade.




Uma manhã, ao acordar para o trabalho, Gregor vê que se transformou num inseto horrível com um "dorso duro e inúmeras patas". A princípio, as suas preocupações passam por pensamentos práticos relacionados com a sua metamorfose.
Depois, as preocupações passam para um estado mais psicológico e até mesmo sentimental. Gregor sente-se magoado pela repulsa dos pais perante a sua metamorfose. Apenas a irmã se digna a levar-lhe a alimentação, mas mesmo assim a repulsa e o medo também começam a se manifestar. A metamorfose de Gregor vai além da modificação física. É sobretudo uma alteração de comportamentos, atitudes, sentimentos e opiniões.
Gregor passa a analisar as coisas que o rodeiam com muito mais atenção. Outra metamorfose ocorre no seio familiar: o pai volta a trabalhar, a irmã (Grete) também arranja um emprego e passam a alugar quartos na própria casa onde habitam. As atitudes dos pais perante o filho retratam ao leitor a ideia que este era apenas o "sustento" da casa. A metamorfose de Kafka não conta apenas a história de um homem que se transformou num inseto. É sobretudo uma história de alerta à sociedade e aos comportamentos humanos. Nesta história, Kafka presenteia-nos com a sua escrita sui generis, retratando o desespero do homem perante o absurdo do mundo.
Interessante perceber que em nenhum momento da obra Gregor se dá conta realmente que se transformou num inseto. Apenas observa seus novos membros, órgãos e hábitos, mas com o tempo se acomoda na nova condição sem realmente entender no que se tornara.

Semana CEF 2012-Leandro, Rei da Heliria-1/12.flv

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Um livro sobre a condição humana

Uma saga que irresistivelmente arrasta o leitor ao longo de cinco mundos, vividos e pensados através da obsessiva buscada felicidade que move os seus protagonistas. Concebida polifonicamente como a descrição dos vários modos de viver a amargura que medeia entre o abandono da terra e o retorno ao domínio do que é familiar, esta peregrinação possível em tempos de escassez de aventura é a definitiva lição de que o regresso se não limita a perfazer o círculo e constitui uma visão fascinante do Portugal que todos, de uma maneira ou de outra,conhecemos.
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