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domingo, 29 de janeiro de 2017

Viver sem ti

Como seguir em frente depois de se perder a pessoa amada? 
Como construir uma vida que valha a pena ser vivida?
Louisa Clark já não é uma jovem banal a viver uma vida banal. O tempo que passou com Will Traynor transformou-a, sendo agora uma pessoa diferente que tem de enfrentar a vida sem ele. Quando um insólito acidente obriga Lou a regressar a casa dos pais, é impossível não sentir que está de volta ao ponto de partida.
Lou sabe que precisa de um empurrão que a traga de novo à vida. E é assim que acaba por ir parar ao grupo de apoio Seguir em Frente, cujos membros partilham sentimentos, alegrias, frustrações e bolos intragáveis. Serão também eles que a levarão até Sam Fielding - um paramédico que trabalha entre a vida e a morte, e o único homem que talvez seja capaz de a compreender. Mas eis que uma personagem do passado de Will surge de repente e lhe altera todos os planos, lançando-a num futuro muito diferente…. Para Lou Clark, a vida depois de Will Traynor significa reaprender a apaixonar-se, com todos os riscos que isso implica.

Em Viver Sem Ti, Jojo Moyes traz-nos duas famílias, tão reais como a nossa, cujas alegrias e tristezas nos tocarão profundamente ao longo de uma história feita de surpresas.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Viciante -Baratas



Com o zumbido do constante e intenso tráfego rodoviário nos ouvidos, Harry mergulha no submundo de Banguecoque, apinhado de clubes noturnos, templos, antros de ópio e anúncios turísticos, numa investigação que ninguém lhe pediu nem deseja.
Nem ele próprio. E, uma vez mais, é vítima dos seus próprios instintos.

A sua missão: evitar um escândalo. O embaixador norueguês foi encontrado morto num hotel barato, e aparentemente a família dele está a esconder algo importante. Harry, além de preservar o sigilo das investigações, percorre bares, templos budistas e casas de ópio em busca das peças deste quebra-cabeça, mas aparentemente ninguém quer saber do que aconteceu. Quando o detetive põe as mãos num vídeo bombástico de circuito interno de TV, as coisas complicam-se. O homem que lhe entrega a fita desaparece, e outro diplomata é apunhalado. O detetive descobre logo queos grandes políticos podem ter segredos aterradores, e, à medida que se aproxima da verdade, aumenta o risco de ele se tornar a próxima vítima.

Viciante para quem gosta de policiais.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A Filha Desaparecida

por Jane Shemilt (Autor)

As horas passam mas Naomi não aparece. A noite avança e Jenny desespera. A filha adolescente já devia ter voltado da escola, onde participou numa peça de teatro. A vida de Jenny, uma médica casada com um neurocirurgião de sucesso, está prestes a mudar.

Um ano depois da noite fatídica, Naomi continua desaparecida. A polícia procurou em vão e os piores cenários (rapto ou homicídio) parecem hipóteses remotas. A busca obsessiva de Jenny, que não desiste da filha, sugere outra explicação: as pessoas em quem confiava e que julgava conhecer têm escondido segredos – sobretudo a própria Naomi.

A Filha Desaparecida é um bestseller internacional.



 Ler excerto                           

Citações
  • «Prende até à última página.» | My Weekly
  • «Arrebatador.» | Sunday Express
  • «Absolutamente empolgante. A tensão acumulada pela desconfiança e pelo suspense leva a um desenlace devastador.» | Mail On Sunday

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Siddhartha- Leitura recomendada



Hermann Hesse (1877-1962, prémio Nobel da Literatura em 1946) escreveu "Siddhartha" em 1922 e desde essa data o livro tornou-se uma espécie de compêndio de vida e manual de aprendizagem espiritual para muitos ocidentais que nele encontraram eco e caminho.
"Siddhartha" insere-se numa linha de pensamento em que o misticismo e o pacifismo andam de mãos dadas e cujo centro se localiza nos preceitos e na espiritualidade (ou ausência dela, como se queira) budistas.
Criado no seio de uma família religiosa, Hesse leu Nietzsche, Dostoievsky e Spengler, tendo aprendido com eles a contar uma história e a insuflar nela o verbo que distingue o simplesmente narrativo do iluminante, uma escrita que vai direita ao íntimo do leitor. Em 1911, viaja até à Índia e aí encontra o cerne da sua espiritualidade, que cruza com o ideário romântico e uma recusa de todo e qualquer dogmatismo. Coincidindo com o despoletar da Primeira Guerra Mundial, uma crise pessoal leva-o ao divã de psicanálise de um discípulo de Carl Gustav Jung, cujas teorias sobre o Inconsciente Colectivo são mais uma pedra que utilizaria para erguer o templo em louvor de religião nenhuma que é "Siddhartha".
Ao longo dos anos, o livro tornou-se, ele próprio, uma religião, sobretudo para os jovens, que nele viam, expresso de forma acessível, simples e condensada, o exemplo de uma conduta que, sendo moral, é ao mesmo tempo transgressora (Siddharta recusa os ensinamentos dos sábios, do próprio Gotama, o Buda, dando ouvidos unicamente à sua própria voz interior).
"Siddhartha" é o caminho de Buda, o caminho para chegar a Buda e o caminho que parte de Buda. Pode ser lido também como uma história, na exacta medida em que todas as vidas contam uma história. É, em última análise, um livro sobre como abandonar todas as paixões para descobrir o amor.
Representa o culminar de uma fase criativa que, no capítulo dos romances e contos, engloba, entre outras, as obras "Demian", "O Último Verão de Klinsor", "Klein e Wagner", "A Cura", "O Lobo das Estepes", "Narciso e Goldmundo" e "Peregrinação ao Oriente". 
fonte: Público- coleção Mil Folhas
Recomendado pelo PNL

domingo, 31 de maio de 2015

Admirável Mundo Novo

Ano 634 d.F. (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade: os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime. Os conceitos de “pai” e “mãe” são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia: acalentando um desejo não natural por solidão, não acha mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer  libertar-se. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo. Extraordinariamente profético, “Admirável mundo novo” é um dos livros mais influentes do século 20.

ler o livro AQUI

OS ÚLTIMOS TREZE




Se estalar os dedos, todos à nossa volta morrem. Sam acorda do pesadelo para enfrentar uma realidade assustadora: o seu pesadelo vai concretizar-se... Após ser sequestrado na sua própria escola e descobrir que os pais não são quem ele pensava, Sam dá por si a ter de fugir do perigo a cada esquina. Nada voltará a ser igual. Com a sua vida e identidade destruídas, Sam depende de uma profecia antiga para se salvar. Encontra-se na última batalha para defender o mundo contra um inimigo que conspira para nos destruir a todos. Apenas ele poderá encontrar… os últimos 13.


terça-feira, 21 de maio de 2013

Paixão pela literatura

Barcelona, 1957. Daniel Sempere e seu amigo Fermín, os heróis de A sombra do vento, estão de volta à aventura para enfrentar o maior desafio de suas vidas. Já se passa um ano do casamento de Daniel e Bea. Eles agora têm um filho, Julián, e vivem com o pai de Daniel em um apartamento em cima da livraria Sempere e Filhos. Fermín ainda trabalha com eles e está ocupado com os preparativos para seu casamento com Bernarda no ano-novo. No entanto, algo parece incomodá-lo profundamente. Quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere em uma manhã em que Daniel está sozinho na loja. O homem misterioso entra e mostra interesse por um dos itens mais valiosos dos Sempere, uma edição ilustrada de O conde de Montecristo que é mantida trancada sob uma cúpula de vidro. O livro é caríssimo, e o homem parece não ter grande interesse por literatura; mesmo assim, demonstra querer comprá-lo a qualquer custo. O mistério se torna ainda maior depois que o homem sai da loja, deixando no livro a seguinte dedicatória: "Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro". Esta visita é apenas o ponto de partida de uma história de aprisionamento, traição e do retorno de um adversário mortal. Daniel e Fermín terão que compreender o que ocorre diante da ameaça da revelação de um terrível segredo que permanecia enterrado há duas décadas no fundo da memória da cidade. Ao descobrir a verdade, Daniel compreenderá que o destino o arrasta na direção de um confronto inevitável com a maior das sombras: aquela que cresce dentro dele. Transbordando de intriga e emoção, O prisioneiro do céu é um romance em que as narrativas de A sombra do vento e O jogo do anjo convergem e levam o leitor à resolução do enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.

sábado, 20 de abril de 2013

Dar uma oportunidade ao amor

Durante uma violentíssima tempestade Denise Holton teve um acidente de viação e, enquanto se encontrava sem sentidos o seu filho Kyle, de quatro anos, saíu do carro e acabou por se perder num terreno pantanoso.Foi o bombeiro Taylor McAden que a socorreu e que, depois de uma longa e angustiante noite de buscas o reencontrou. Mãe solteira de uma criança que revelava um inexplicável atraso no desenvolvimento, Denise dedicava-se totalmente ao filho e à sua recuperação não havendo na sua vida espaço para uma relação amorosa. Porém, sensibilizada com a ternura de Taylor para com Kyle e levada pelos seus próprios sentimentos foi deixando que aquele homem se tornasse muito importante nas suas vidas. No entanto, embora apaixonado, a vida de Taylor não era fácil e um terrível segredo impedia-o de conseguir assumir compromissos e acabava invariavelmente por abandonar as mulheres por quem se apaixonava. Só após a morte do seu amigo Mitch num terrível incêndio e a partida da família deste, Taylor se apercebeu de como se sentia sozinho e decidiu que era chegada a altura de seguir os conselhos dos amigos e da própria mãe dando assim uma oportunidade ao amor que sentia por Denise

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Manter viva a esperança do amor

Passado na costa da Carolina do Norte, o mais recente livro de Nicholas Sparks aborda as consequências de diversas escolhas feitas por Travis Parker, um veterinário, e pela sua vizinha Gabrielle Holland, assistente médica. Travis levava uma vida tranquila até Gaby fazer parte dela. E o mesmo se poderá dizer de Gaby que mantinha uma relação de longa data com o namorado até se apaixonar perdidamente por Travis. Que decisão irá ela tomar? Permanecer ao lado do homem que já conhece ou lançar-se numa nova aventura com um desconhecido? Durante a primeira parte do romance acompanhamos o processo de escolha de Gabby, e os efeitos que terá na vida de ambos. A segunda parte da história tem lugar onze anos depois, quando Travis tem de tomar uma decisão de vida ou morte no seguimento de um acidente de viação. Uma Escolha por Amor confronta-nos com a questão mais profunda de todas: até onde iria para manter viva a esperança do amor? Um livro comovente, ao melhor estilo de Nicholas Sparks.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Tudo o que eu tenho

O novo romance do Prémio Nobel de Literatura 2009Roménia no fim da guerra. A população alemã vive com medo. «Eram 3 da madrugada do dia 15 de Janeiro de 1945 quando a patrulha me foi buscar. O frio apertava, estavam -15º C.» O jovem narrador começa assim o seu relato. Tem cinco anos diante de si, dos quais ainda nada sabe. Cinco anos, ao fim dos quais regressa um homem diferente.
Autora:
A laureada com o Nobel da Literatura 2009, Herta Müller, nasceu a 17 de Agosto de 1953 na cidade romena Nitzkydorf, na região de Banat, e vive actualmente em Berlim.
O pai prestou serviço nas Waffen SS, a tropa de elite chefiada por Himmler na II Guerra Mundial. Muitos romeno-alemães foram deportados para a então União Soviética em 1945, incluindo a mãe de Herta que passou cinco anos num campo de trabalho na actual Ucrânia.
De 1973 a 1976, estudou literatura alemã e romena na Universidade de Timisoara, na Roménia, fez parte do Aktionsgrupp Banat, um círculo de jovens germanófonos de oposição ao regime de Ceausescu que defendiam a liberdade de expressão. Depois de terminar os estudos, trabalhou como tradutora numa fábrica de máquinas de 1977 a 1979. Foi despedida por se ter recusado a ser informadora da polícia secreta, o que lhe valeu ser perseguida pela Securitate.
Müller começou a publicar com a colecção de contos Niederungen (1982), censurada na Roménia. Dois anos depois, publicou uma versão não censurada na Alemanha e, no mesmo ano, Drückender Tango, na Roménia. Nestes dois trabalhos, Müller descreve a vida numa pequena aldeia germanófona, marcada pela corrupção, a intolerância e a repressão. A imprensa romena criticou negativamente estes trabalhos que foram muito bem recebidos pela crítica alemã.
Proibida de publicar na Roménia por ter criticado publicamente o regime de Ceausescu, a escritora emigrou em 1987 para a Alemanha com o marido, o poeta Richard Wagner, também nascido naquela região romena.
Desde que, em 1984, foi distinguida com o Prémio Aspekte, Herta Müller tem acumulado galardões sobretudo na Alemanha. Em 1995, recebeu o prémio europeu de literatura Aristeion e foi eleita para a Academia Alemã para Língua e Poesia. Em 1998, recebeu o prémio irlandês IMPAC, no ano seguinte o  Prémio Franz Kafka. Em 2003, o prémio Joseph Breitbach de literatura alemã, em 2004 o prémio de literatura da Fundação Konrad Adenauer e, em 2006, o Prémio Würth de literatura europeia.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Uma experiência avassaladora

“Um misterioso circo itinerante chega sem aviso e sem ser precedido por anúncios ou publicidade. Um dia, simplesmente aparece. No interior das tendas de lona às listas pretas e brancas vive-se uma experiência absolutamente única e avassaladora. Chama-se Le Cirque des Rêves (O Circo dos Sonhos) e só está aberto à noite.
Mas nos bastidores vive-se uma competição feroz - um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, que foram treinados desde crianças exclusivamente para este fim pelos seus caprichosos mestres. Sem o saberem, este é um jogo onde apenas um pode sobreviver, e o circo não é mais do que o palco de uma incrível batalha de imaginação e determinação. Apesar de tudo, e sem o conseguirem evitar, Celia e Marco mergulham de cabeça no amor - um amor profundo e mágico que faz as luzes tremerem e a divisão aquecer sempre que se aproximam um do outro.
Amor verdadeiro ou não, o jogo tem de continuar e o destino de todos os envolvidos, desde os extraordinários artistas do circo até aos seus mentores, está em causa, assente num equilíbrio tão instável quanto o dos corajosos acrobatas lá no alto.
Escrito numa prosa rica e sedutora, este romance arrebatador é uma dádiva para os sentidos e para o coração. O Circo dos Sonhos é uma obra fascinante que fará com que o mundo real pareça mágico, e o mundo mágico, real.”
Civilização Editora, 2012
“Levanta a tampa e olha para o interior. Além de uma fina espiral de fumo que se escapa, o frasco está vazio. Ao examiná-lo mais de perto, sente o cheiro do fumo da lareira, combinado com uma leva alusão a neve e a castanhas assadas. Intrigado, inala mais profundamente. Chega-lhe o aroma de vinho quente e doces cobertos de açúcar, hortelã-pimenta e fumo de cachimbo. O cheiro revigorante de um abeto. A cera de velas a gotejar. Quase consegue sentir a neve, a animação, a expectativa, o sabor açucarado de um bombom às riscas. É estonteante, maravilhoso e insólito.” (pág. 284)
“O chão debaixo dos seus pés estremece subitamente, tornando-se instável, mas Marco agarra-a pela cintura para a suster de pé.
Ao abrir os olhos, Celia vê que estão no convés de um navio, a meio do oceano.
Só que este navio é construído com livros e as velas são formadas por folhas a esvoaçar, navegando por um mar de tinta completamente negra.
O céu está cheio de pequenas luzes em suspenso, como se fossem estrelas muito compactas e brilhantes como o sol. “ (pág. 313)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Uma Morte Súbita

Para ouvir no programa da TSF . O Livro do Dia

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=2988277

Sinopse: Uma Morte Súbita
é o primeiro livro para adultos de J. K. Rowling. Acolhido com enorme expectativa, este surpreendente romance sobre uma pequena comunidade inglesa aparentemente tranquila, Pagford, começa quando Barry Fairbrother, membro da Associação Comunitária, morre aos quarenta e poucos anos. A pequena cidade fica em estado de choque e aquele lugar vazio torna-se o catalisador da guerra mais complexa que alguma vez ali se viveu. No final, quem sairá vencedor desta luta travada com tanto ardor, duplicidade e revelações inesperadas?

Distinção:
- Melhor livro de Ficção de 2012 pelo site Goodreads







quinta-feira, 10 de maio de 2012

A verdade nua e crua




O Greg Heffley sempre teve muita pressa em crescer. Mas, agora que vai ficando mais velho, começa a perceber que afinal crescer pode não ter assim tanta piada. Sem poder contar com o apio de Rowley, com quem se zangou no verão, Greg vai ter de enfrentar sozinho problemas como: borbulhas, as paixonetas, as aborrecidas reuniões familiares, os trabalhos de casa que agora tem de fazer com o superexigente pai, a falta de pontaria para a sanita (agora que a mãe obrigou toda a gente lá de casa a fazer xixi sentado!) ou o facto de ter de tomar banho com os colegas nos balneários da escola. É uma selva lá fora, e o Greg vai ter de crescer para sobreviver!
Este livro é o quinto volume da série O Diário de um Banana, que está a ser um extraordinário sucesso entre nós e a nível mundial, com mais de 50 milhões de exemplares vendidos e adaptação ao cinema.
«Um romance hilariante com cartoons… Os leitores não param de rir.» - Publisher’s Weekly
«Chega para lá, Harry Potter… A lista de vendas de coleções de livros juvenis tem novo líder e este não tem nada de “fantasia”.» - All Things Considered, NPR
«Uma das séries juvenis de maior sucesso alguma vez publicadas.» - Washington Post

http://www.booksmile.eu/livros/o-diario-de-um-banana-5-a-verdade-nua-e-crua



terça-feira, 8 de maio de 2012

Paciência não incluída



Primeiro manual de utilizador para pais de adolescentes.


Em publicação desde Julho de 1997, Zits é uma das mais divertidas tiras diárias dos últimos anos, publicada diariamente em centenas de jornais de todo o mundo, entre os quais o Jornal de Notícias.Actuais, divertidas, desconcertantes, certeiras, as tiras diárias têm como pressuposto os inevitáveis choques entre as duas gerações em confronto (e guerrilha permanente): a dos pais de Jeremy e a deste e dos seus amigos. Como principais motivos de choque estão as diferenças de ritmo e de ambições, a (proverbial) incapacidade dos pais para lidarem com as novas tecnologias, a (conhecida) incapacidade do filho para respeitar regras e horários, manter conversas com mais de meia dúzia de monossílabos ou compartilhar problemas e aspirações.
 
                                                                   











Autor(es)
Jerry Scott dedica-se à escrita das tiras Zits e Baby Blues desde quer recebeu o prémio para melhor cartoonista em 2001 atribuído pela National Cartoonists Society. Vive actualmente na Califórnia.
Jim Borgman foi o único cartoonista da receber o NCS's Best Editorial Cartoonist Award cinco vezes assim como o Reuben Award for Outstanding Cartoonist of the Year em 1993. Vive em Cincinnati e desenha para o Cincinnati Enquirer




segunda-feira, 30 de abril de 2012

Uma singela história de amizade

A ascensão e queda de Holly Golightly, uma jovem actriz que parte para a grande cidade, assemelha-se à própria biografia do autor.
"Breakfast at Tiffany's", título original de "A Boneca de Luxo", publicado pela primeira vez em 1958, poderia ter sido escrito hoje. Holly Golightly, a personagem principal, persiste no meio artístico norte-americano, 44 anos depois da publicação do livro. Num dos romances mais apreciados de Truman Capote, o mestre do "novo jornalismo" faz o (auto) retrato da artista provinciana, viciada, boémia e mundana, que procura o luxo e a luxúria sem renegar os valores tradicionais da província.
 É uma singela história de amizade entre um aspirante a escritor e uma estrela feminina que vive, quase inocentemente, num mundo de mentira e deslumbramento. É uma amizade possível, esta, entre dois vizinhos, porque ao escritor não interessa tudo aquilo que interessa a todos os outros homens que andam em redor de Holly Golighly, uma verdadeira boneca que não deixa indiferente aqueles com quem se cruza. Por isso mesmo, pelo manifesto desinteresse carnal que ele manifesta, Holly confia-lhe a sua amizade.
A acção decorre em Nova Iorque entre 1943 e 1944, cidade (ou pelo menos o bairro onde vivem os protagonistas) que Truman Capote descreve e recria com a extrema simplicidade e objectividade da sua escrita jornalística. Não há palavras a mais, nem descrições em excesso, mas não se trata de uma obra crua e seca, porque o que existe neste livro é moderação, o que não impede a composição de retratos coloridos e intensos de personagens e locais.

domingo, 29 de abril de 2012

Romance de comédia social

Como uma viagem a Itália desperta Miss Lucy Honeychurch, inglesinha educada com chá, partidas de ténis e “Beethoven a mais”
É uma Primavera, no princípio do século XX. Ingleses mais ou menos abastados desembarcam em Itália para uma temporada artística, com o seu quê de Giotto e Boticelli. Alojam-se em pensões inglesas, comem entre ingleses, passeiam com ingleses. As solteironas estendem pedaços de gabardine em cima das velhas pedras, para não se constiparem. Continuam a tomar chá. A soprar nas luvas, quando as descalçam. E a acompanhar as jovens solteiras, que não devem, simplesmente não devem, andar sozinhas. O mundo é um quarto com vista. Avista-se. Correndo tudo conforme o esperado, sem riscos, sem história. 
Neste romance de comédia social, Forster ocupa-se de um dos seus temas favoritos: a imaturidade da classe média inglesa, aqui representada por um grupo de turistas expatriados em Florença. Os turistas ingleses são observados com um olhar minuciosamente irónico. A exceção é Lucy Honeychurch, uma jovem fascinada pela exuberância da paisagem humana e que, apesar da sua educação vitoriana, procura agir com naturalidade.
Nas suas relações com a preconceituosa prima Charlotte, os pouco convencionais Emersons e o arrogante noivo, Lucy vê-se dividida entre as atividades sociais e os sobressaltos do coração.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Um livro desesperadamente feliz

Marguerite Duras - o pseudónimo do seu verdadeiro nome, Marguerite Donnadieu - nasceu pouco antes do eclodir da I Guerra Mundial, a 4 de Abril de 1914, em Gia Dinh, na Indochina. Passou a infância e a adolescência nessa antiga colónia francesa, sempre fascinada pela figura da mãe e assombrada pela imagem do irmão mais velho, Pierre.


Dois homens, uma mulher, um desencontro. É o ponto de partida para uma história de amor terrível. Memória infernal daquilo que não acontece.
Dizia Marguerite Duras: “Se não houvesse nem mar nem amor, ninguém escreveria livros.” Ainda bem que os há — porque, se tal não acontecesse, “Olhos Azuis, Cabelo Preto” deixaria de existir e de ficar gravado na memória de quem o lê. 
Olhos Azuis Cabelo Preto é um texto nos limites do confessável. O mais irredutivelmente durasiano que Duras publicou. Por isso mesmo o mais notável: simultaneamente misterioso e de uma terrível clareza.
Ao ler-se, pode sempre pensar-se que é um texto demasiado pessoal para dever ser escrito e que coloca o leitor na posição desconfortável de estar a ler um diário secreto que não lhe diz respeito. No fundo, é precisamente o contrário que acontece; não há aqui nada que seja comum passar-se entre duas pessoas, nenhuns sentimentos e nenhumas declarações vulgares de paixão.
Inevitavelmente, um texto sobre Olhos Azuis Cabelo Preto acaba por resultar periférico. Acontece quando se trata de um livro que se ocupa das duas únicas questões de que vale a pena qualquer livro ocupar-se: o amor e a morte, na sua mais desconfortável estranheza. Quase nunca se consegue dizer que o resto não tem importância sem se ser ao mesmo tempo ridiculamente pretensioso.
Duras consegue, sem pompa nem circunstância, fazer-nos perceber que chegar ao último dia não tem nada de tragicamente muito importante. Como ela diz, daqui por mil anos terão passado, dia por dia, mil anos que esse dia existiu. Daqui a séculos, o último dia será um dia datado, apenas isso. Tornar essa única verdade inteligível de uma forma não dolorosa é a primeira versão da existência deste livro, é a diferença central que o torna um livro desesperadamente feliz. É por isso que deve ser lido... 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Este livro não é, para arrepiar caminho.

Poucos romances, em todo o século XX, nos mostraram tão intensamente como a literatura podia ser ainda uma coisa nova e viva.
Podemos começar pelo que este livro não é, para arrepiar caminho. E para isso, tomemos de empréstimo o que dele disse Jorge Luis Borges: "Não há argumento, não há conversa, não há acção." Era um cumprimento. E Virginia Woolf estaria de acordo. Assim, solto da ganga romanesca e dentro da cabeça que pulsa, o quis ela, desde o princípio. 
Bernard, Neville, Louis, Jinny, Susan, Rhoda. Seis personagens, seis vozes que falam, não umas com as outras, não para fora, mas dentro de si - há ainda uma sétima personagem, Percival, que a todos fascina, mas que nunca escutaremos.
Cada fala destas seis personagens (seis faces de um rosto único?) é a torrente caótica e fabulosa de imagens e palavras que se forma dentro da cabeça em minutos, em segundos. São eles - as suas vozes, sempre em discurso directo - que nos levam através do seu percurso, da infância à maturidade, em nove etapas. O livro percorre, nessas etapas, o tempo da vida humana.
Mas há um outro tempo, paralelo, sem personagens, sem fala, antes de cada etapa: uma descrição da viagem que o sol faz ao longo de um dia, e do efeito desse movimento numa paisagem com mar. As ondas quebram-se assim, sincopadamente, tal como bate o coração.


Virgínia Woolf

Escritora inglesa nascida a 25 de janeiro de 1882, no seio de uma família da alta sociedade londrina, e falecida a 28 de março de 1941. O pai, Sir Leslie Stephen, era crítico literário. Virginia Stephen, nome de solteira, passou a infância numa mansão londrina com os três irmãos e tratada por sete criados, convivendo com personalidades como Henry James e Thomas Hardy. Virginia tinha 13 anos quando a mãe morreu e 22 quando chegou a vez do pai falecer. Os quatro irmãos foram então viver para Bloomsbury, um bairro londrino da classe média-alta. A irmã mais velha, Vanessa, de 25 anos, tomou conta dos restantes três.
Em sua casa foi formado o Grupo de Bloomsbury, onde se reuniam regularmente personalidades como os poetas T. S. Elliot e Clive Bell, o escritor E.M. Forster entre outros artistas e intelectuais. Os quatro irmãos, entretanto, viajaram pela Grécia e Turquia, mas pouco depois do regresso morreu Tholby, em novembro de 1906. Virginia sofreu a primeira de muitas grandes depressões. Casou em 1912 com o crítico literário Leonard Woolf, que viria a ser o seu companheiro de toda a vida.
The Voyage Out, de 1915, marca o início da sua carreira de romancista, mas só dez anos depois, com Mrs Dalloway, considerado o seu primeiro grande romance modernista, chegou o reconhecimento como escritora reputada. Orlando, obra de 1928, confirmou as qualidades de Virgina Woolf. Esta obra tem um protagonista andrógino, inspirado na sua amiga Vita Sackville-West, com quem manteve uma longa relação íntima. Após obras como A Room of One's Own (Um Quarto Que Seja Seu), onde defende a independência das mulheres, The Waves (As Ondas) e The Years (Os Anos), em 1938 lançou um romance polémico, Three Guineas (Os Três Guineus), na sequência da morte de um sobrinho na Guerra Civil espanhola. Neste livro, Virginia Woolf defende que a guerra é a expressão do instinto sexual masculino. A 28 de março de 1941, pouco depois de ter lançado Between the Acts, Virginia Woolf suicidou-se, atirando-se a um rio com os bolsos cheios de pedras. Foi a segunda tentativa em poucos dias, interrompendo assim uma carreira marcada pela obtenção de diversos prémios literários, dos quais, contudo, só aceitou um, o Fémina, de França.
Paralelamente à atividade de escritora, Virginia, em conjunto com o marido, fundou e manteve uma editora, destinada a publicar textos experimentais, textos de amigos e traduções de russo. Intitulada Hobart Press, a editora funcionava em moldes caseiros, depois de em 1917 Leonard ter oferecido à esposa uma pequena tipografia.

In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011

terça-feira, 24 de abril de 2012

A obra imortal

A obra imortal de Primo Levi, um judeu italiano que sobreviveu a Auschwitz para escrever o mais humano e comovente testemunho do Holocusto.
Num sábado, dia 11 de Abril de 1987, por volta das 10 horas da manhã, a porteira de um sólido edifício cinzento do século XIX situado no Corso Rei Umberto de Turim tocou à porta do 3º andar para, como todos os dias, entregar o correio. Primo Levi abriu-lhe a porta, sorriu, recebeu o correio, agradeceu e reentrou. Poucos minutos depois o seu corpo estatelava-se no fundo da escada, ao lado do elevador. Morreu instantaneamente, como revelou a autópsia, que não detectou no seu corpo qualquer sinal de violência. 

Na noite de 13 de Dezembro de 1943, Primo Levi, um jovem químico membro da resistência, é detido pelas forças alemãs. Tendo confessado a sua ascendência judaica, é deportado para Auschwitz em Fevereiro do ano seguinte; aí permanecerá até finais de Janeiro de 1945, quando o campo é finalmente libertado.
Da experiência no campo nasce o escritor que neste livro relata, sem nunca ceder à tentação do melodrama e mantendo-se sempre dentro dos limites da mais rigorosa objectividade, a vida no Lager e a luta pela sobrevivência num meio em que o homem já nada conta.
Se Isto é um Homem tornou-se rapidamente um clássico da literatura italiana e é, sem qualquer dúvida, um dos livros mais importantes da vastíssima produção literária sobre as perseguições nazis aos judeus. 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Uma obra-prima do romance do século XX

Sátira política, fantástica e lírica, "Margarita e o Mestre" esteve proibida na URSS durante quase 30 anos. Uma obra-prima do romance do século XX


Romance escrito por Mikhail Bulgakov durante a década de 30, e publicado pela primeira vez em duas partes, na revista mensal Moskva.
Quando a primeira parte apareceu, em novembro de 1966, os cento e cinquenta mil exemplares da tiragem da revista esgotaram-se numa questão de horas e, nas semanas seguintes, foram mantidos grupos de discussão, passando a ser comum na vida quotidiana de Moscovo o emprego de citações, tornadas proverbiais, da obra de Bulgakov.
A segunda parte seria publicada na edição de janeiro de 1967 da mesma revista, tendo sido acolhida com o mesmo entusiasmo. Bulgakov não era um escritor desconhecido, tendo brindado o público russo com várias peças de teatro e alguns romances antes da sua morte, ocorrida em 1940.
A feitura de Margarita e o Mestre aconteceu quase em segredo absoluto. Bulgakov tinha sido praticamente interdito de escrever pelas autoridades soviéticas, e o conteúdo da obra emergente poderia ter causado ao escritor, em caso de descoberta, inúmeros dissabores, senão mesmo a morte. O facto de Bulgakov ter sido escamoteado dos prelos contribuiu também para a surpresa geral suscitada pela publicação do romance, possível apenas após a morte de Estaline.
Utilizando os moldes de Fausto, Margarita e o Mestre é uma enorme sátira, não aos costumes da intelectualidade de Moscovo, como também do próprio regime estalinista. A ação decorre em Moscovo e em Jerusalém, chamada na obra de "Yershalaim". As personagens principais são Woland, uma personificação do demónio, o seu acólito, um poeta de nome Ivan Sem-Abrigo, Pôncio Pilatos, um escritor sem nome conhecido como o "Mestre" e Margarita. Contrariamente às versões tradicionais do 'Fausto', Margarita revela-se, no romance de Bulgakov, como sendo uma poderosa feiticeira que, em última análise, é responsável pela salvação do mestre.
Cristão convicto, Bulgakov revolta-se contra a imagem de Jesus Cristo apresentada pela propaganda soviética, pelo que a obra pode ser vista, tanto como uma clara parábola, em que Woland, o diabo, é Estaline, como também uma autobiografia simbólica, sendo Margarita a terceira mulher do autor, Yelena Sergeyevna Bulgakova, que havia recentemente desposado.
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