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domingo, 31 de maio de 2015

O longo Inverno

Em 1941, Lina, de quinze anos, prepara-se para ingressar na escola de artes e para tudo o que aquele verão lhe pode proporcionar. No entanto, uma noite, a polícia secreta soviética invade a sua casa, levando-a juntamente com a sua mãe e o irmão mais novo. São enviados para a Sibéria. O pai de Lina é separado da família e conduzido a um campo de concentração. Lina decide arriscar tudo e usa a sua arte como forma de enviar mensagens, na esperança de que estas cheguem ao campo prisional onde o seu pai se encontra e lhe transmitam que a sua família ainda está viva. É uma longa e comovente viagem. Apenas a força, o amor e a esperança fazem com que Lina e a família resistam a cada dia. Mas será isso suficiente para os manter vivos?
Críticas de imprensa
«Este belíssimo romance de Ruta Sepetys revela uma mestria narrativa ímpar. Um livro de uma força emocional impressionante.»
The New York Times

«A prosa fluida de Sepetys conduz o leitor pela devastadora tragédia de um momento histórico que é urgente revelar.»
Kirkus Reviews

«Arrebatador… O Longo Inverno é ao mesmo tempo uma história de sofrimento e de triunfo do espírito humano, a narrativa tão trágica quanto reveladora, elaborada com elegância e sentimento.»
Los Angeles Times

terça-feira, 21 de maio de 2013

Paixão pela literatura

Barcelona, 1957. Daniel Sempere e seu amigo Fermín, os heróis de A sombra do vento, estão de volta à aventura para enfrentar o maior desafio de suas vidas. Já se passa um ano do casamento de Daniel e Bea. Eles agora têm um filho, Julián, e vivem com o pai de Daniel em um apartamento em cima da livraria Sempere e Filhos. Fermín ainda trabalha com eles e está ocupado com os preparativos para seu casamento com Bernarda no ano-novo. No entanto, algo parece incomodá-lo profundamente. Quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere em uma manhã em que Daniel está sozinho na loja. O homem misterioso entra e mostra interesse por um dos itens mais valiosos dos Sempere, uma edição ilustrada de O conde de Montecristo que é mantida trancada sob uma cúpula de vidro. O livro é caríssimo, e o homem parece não ter grande interesse por literatura; mesmo assim, demonstra querer comprá-lo a qualquer custo. O mistério se torna ainda maior depois que o homem sai da loja, deixando no livro a seguinte dedicatória: "Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro". Esta visita é apenas o ponto de partida de uma história de aprisionamento, traição e do retorno de um adversário mortal. Daniel e Fermín terão que compreender o que ocorre diante da ameaça da revelação de um terrível segredo que permanecia enterrado há duas décadas no fundo da memória da cidade. Ao descobrir a verdade, Daniel compreenderá que o destino o arrasta na direção de um confronto inevitável com a maior das sombras: aquela que cresce dentro dele. Transbordando de intriga e emoção, O prisioneiro do céu é um romance em que as narrativas de A sombra do vento e O jogo do anjo convergem e levam o leitor à resolução do enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Um romance sobre a guerra colonial


A vida de José Branco mudou no dia em que entrou naquela aldeia perdida no coração de África e se deparou com o terrível segredo. O médico tinha ido viver na década de 1960 para Moçambique, onde, confrontado com inúmeros problemas sanitários, teve uma ideia revolucionária: criar o Serviço Médico Aéreo.

No seu pequeno avião, José cruza diariamente um vasto território para levar ajuda aos recantos mais longínquos da província. O seu trabalho depressa atrai as atenções e o médico que chega do céu vestido de branco transforma-se numa lenda no mato.

Chamam-lhe o Anjo Branco.

Mas a guerra colonial rebenta e um dia, no decurso de mais uma missão sanitária, José cruza-se com aquele que se vai tornar o mais aterrador segredo de Portugal no Ultramar.

Inspirado em factos reais e desfilando uma galeria de personagens digna de uma grande produção, O Anjo Branco afirma-se como o mais pujante romance jamais publicado sobre a Guerra Colonial - e, acima de tudo, sobre os últimos anos da presença portuguesa em África.

O Anjo Branco de José Rodrigues dos Santos

Críticas de imprensa

«José Rodrigues dos Santos mantém o leitor colado à história.»
Corriere della Sera, Itália

«Um estilo de escrita prodigiosamente poético e melódico que enfeitiça o leitor.»
Literaturzirkel Belletristik, Alemanha

«Dos mais inteligentes romances da literatura contemporânea.»
Standart, Bulgária

«As histórias de José Rodrigues dos Santos estão cheias de substância e a sua leitura é galvanizante.»
La Opinión, Espanha

«Escrito com bom humor e uma erudição que resultam numa linguagem fluida.»
Bravo, Brasil
«José Rodrigues dos Santos fascina e informa, ao mesmo tempo que entretém.»
Shelf Awareness , Estados Unidos

«Um romance com profundidade.»
Misdaadromans, Holanda

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

É um romance humano, vívido, de esperança e perda

Julia Glass, vencedora do National Book Award pelo seu romance Three Junes, foi bolseira do Radcliffe Institute for Advanced Study no ano lectivo de 2004-2005. Obteve bolsas do National Endowment for the Arts e da New York Foundation for the Arts, e os seus contos receberam três prémios Nelson Algren e o prémio Tobias Wolff. Nova-iorquina de longa data, vive actualmente com a família no Massachusetts.

Pelo Mundo Fora é um romance humano, vívido, de esperança e perda, loucura e perdão, que revela os mecanismos subtis subjacentes às nossas mais importantes, e por vezes mais frágeis, relações com os outros. Greenie Duquette distribui a sua energia apaixonada entre a padaria que possui em Greenwich Village e o filho de quatro anos, George. O marido, Alan, parece estar afundado numa depressão da meia-idade enquanto Walter, o seu colega de profissão mais chegado, sofre de um desgosto de amor. É exactamente no restaurante de Walter que o governador do Novo México, que está de visita, prova o bolo de coco de Greenie e decide persuadi-la a sair da cidade para ser sua chef. Por razões que vão da ambição ao desespero, ela aceita – e mete-se a caminho para oeste, sem o marido. Esta decisão impulsiva, assim como vários acontecimentos fora do seu controlo, vão mudar o curso da vida de algumas pessoas em redor de Greenie.

O peso dos segredos do Estado

O Prisioneiro da Máscara de Veludo - O Segredo de Estado - Volume IIIDepois da morte do marido — morto em duelo por François de Beaufort — Sylvie, duquesa de Fontsomme, retirou-se para as suas terras para aí educar a sua filha Marie e o pequeno Philippe, cujo nascimento está envolto num segredo que ela preserva cuidadosamente. O jovem rei Luís XIV ordena-lhe que reintegre a Corte em Saint-Jean-de-Luz, onde se realizará o casamento com a Infanta Maria Teresa: Sylvie deve juntar-se às damas da nova rainha.
É no decurso das festas do casamento real que Sylvie vai ter oportunidade de livrar de um grande sarilho um mosqueteiro apaixonado, mas pobre, o que lhe valerá a estima e a amizade do tenente d’Artagnan.
O peso dos segredos de Estado faz-se sentir. Para uma mulher profundamente atingida pelo infortúnio, será que o derradeiro dos segredos trará ainda uma esperança de felicidade?

”Um livro poderoso!”

Uma das provas mais sólidas de que a cultura, própria de cada povo, é um dos factores mais importantes para a humanidade está na capacidade de memória, de relato e de recolha de experiências dos povos em questão. Tem sido uma região devastada por guerras, internas e externas, por retrocessos naturais e por catástrofes humanas. Todavia, no sudeste asiático e em países como a Malásia, de onde é proveniente este escrito, guardam verdadeiros tesouros culturais.
A contrastar em tudo com as potências militares, com os novos-ricos do ocidente, o oriente vive calmamente e de forma superior. A obra de Rani Manicka apresenta um pouco de tudo na vida comum de um país asiático.
Os sons, os cheiros e os sabores da Malásia do século XX – um mundo sensual e exótico, povoado de mitos e magia, de deuses e fantasmas – unem-se numa sábia combinação de tradição e realismo mágico para contar uma história de riso, perda, amor e traição, que é, no fundo, o relato da vida atribulada de quatro gerações de mulheres.
Lakshmi é uma jovem de apenas catorze anos quando é obrigada a deixar o Ceilão, onde nasceu e viveu até então, para se casar com um homem bastante mais velho. Cinco anos depois, Lakshmi tem já cinco filhos e, não obstante a sua idade, apercebe-se de que terá de ser ela própria a construir o seu futuro. Implacável na sua determinação, tornar-se-á na admirável matriarca da família. Os seus filhos e filhas, com as suas distintas personalidades e percepções da história, vão configurando a saga familiar, que alterna momentos de alegria e dor, como os vividos aquando da cruel invasão japonesa, que deixará indeléveis cicatrizes em todos eles. Nisha, a neta, será quem finalmente irá reconstruir o mosaico da história familiar e o legado de Lakshmi, a Guardiã dos Sonhos, para nos oferecer uma complexa e sensual trama de sentimentos e vivências que atravessa a vida de quatro gerações.


”Um livro poderoso!”
Sunday Mirror


“Rani Manicka é uma genuína contadora de histórias...”
In Style


”Conseguem vislumbrar-se nesta exótica saga familiar os ecos de Memórias de Uma Gueixa.”
The Mirror


“Recheado de mitos, superstições, detalhe social e emoção, este é um daqueles romances viciantes que se desejava que nunca acabasse. Fantástico.”
The Bookseller


A Guardiã dos Sonhos destila o fascínio de um outro mundo. Escrito a partir e do interior desse mundo, mostra uma proximidade autêntica e uma entrega apaixonada.”
The Times


“Um tremendo primeiro romance.”
Asian Review of Books

Uma boa surpresa esta narrativa!


"Sylvie foi encontrada aos quatro anos no meio da floresta, vestida com uma camisa manchada de sangue e agarrando uma boneca contra o peito. A sua família acabara de ser assassinada, possivelmente às ordens do cardeal Richelieu, com o intuito de recuperar umas cartas comprometedoras. Levada para Paris por um dos netos do rei Henrique IV, o príncipe François, a menina cresce no meio da Corte, protegida pelos Vêndome, e aos quinze anos torna-se uma das aias da rainha Ana de Áustria, mulher de Luís XIII. Sem querer, Sylvie irá partilhar o perigoso segredo do nascimento do futuro Luís XIV, e enfrentar forças poderosas como o rei Luís XIII, o sinistro e tenebroso cardeal Richelieu, mas também o sádico assassino da sua mãe. Este é o primeiro volume da trilogia 'Segredo de Estado', a que se seguirão "O Rei do Mercado" e "O Prisioneiro da Máscara de Veludo".

 Através das suas descrições e das suas personagens (algumas delas muito bem construídas) temos uma noção diferente e muito interessante da vida naquela corte francesa e das intrigas que rodeavam a nobreza da época.


Uma boa surpresa nesta narrativa foi o suspense e o mistério que nos fazem querer voltar as páginas a grande velocidade. Descobrir cada elemento da trama de crime e mistério que envolve a história dos personagens principais e acima de tudo chegar ao desfecho.

Romance de mistério e intriga

Salpicado de humor e da mais fina ironia, cheio de “piscadelas de olho” literárias, “Os Impostores” confirmou Santiago Gamboa como um dos nomes cimeiros da nova narrativa latino-americana.


U
m jornalista colombiano, a viver há muito em Paris, que desde jovem quis ser escritor; um filólogo alemão decidido a viajar no rasto de um escritor que admira; um peruano, professor de literatura em Austin e escritor fracassado, que está disposto a tudo para se tornar famoso – eis os três impostores que se vêem envolvidos numa complicada trama detectivesca no coração da remota China.
Os três viajam para Pequim, cada um com o seu próprio objectivo, mas sem saberem que afinal esse objectivo é comum: encontrar um famoso manuscrito, que forma parte do corpo central da doutrina de uma sociedade secreta que subsiste na clandestinidade desde que os seus líderes foram mortos.

Qualquer leitor decerto se encanta com este romance de aventuras e caricaturas de Santiago Gamboa, polvilhado de exotismo e riquíssimo em humor. Mas são sobretudo os escritores e os professores universitários quem mais se há-de rir com as cómicas descrições das conversas de romancistas frustrados, seus sonhos e ambições, suas encardidas manobras para a obtenção do êxito que lhes foge.

O pretexto para este fabuloso exercício de ironia é uma rocambolesca intriga policial e de aventuras que envolve um manuscrito chinês desaparecido e leva a Paris e a Pequim, onde haverá tiros, angústia e suspense (e muito sexo à mistura) um catedrático peruano metido a ficcionista, outro escritor, este columbiano, sempre em busca de editor e amaldiçoando essa espécie, e ainda uma burlesca parelha constituída pelo enigmático senhor Petit e o discreto narrador, tudo olhos e ouvidos. Nestas páginas deliciosas de crítica aos intelectuais, aos sul-americanos, às mulheres fatais insaciáveis, o leitor vai viajando também, cruzando os ares, visitando hotéis de luxo, participando em superlativas cenas eróticas e rindo sempre, antegozando o próximo episódio, enterrando os heróis mortos, congratulando-se com a eterna vaidade e os eternos enganos dos vivos.
Urbano Tavares Rodrigues, 2005
 “Há, neste romance, uma mistura saborosa de James Bond e Umberto Eco.”
Avant
“(Gamboa) usa um tom narrativo em que se destaca, pela sua mestria, o manuseamento do humor, da paródia, da ironia; que nos coloca perante uma literatura desembaraçada, de particular vivacidade expressiva, de aparente espontaneidade.”
ABC

Um romance que se lê ao correr da pena


S

erá este romance uma metáfora da nossa passagem pelo purgatório? Será a vida um caminho comezinho ou uma cruzada cheia de pontos e nós, uma espécie de passagem pelo purgatório? A meio das nossas vidas é altura de fazer as contas. Contas que nunca batem certas, seja pela esperança ou pela desilusão, pela tranquilidade ou pela exaltação, seja pela angústia ou pelo conformismo. É isso que vamos fazer pela mão da Clara Pinto Correia. Uma passagem / espionagem ao meio das nossas vidas. Para aqueles que ainda não chegaram se calhar nem a um quarto da vida, leiam e “be prepared”; para os que já lá estão partilhem com a Bárbara e a Vi, com o Francisco e o Zé este percurso interrompido, incompreendido mas infinitamente nosso, de cada um de nós ” ou então pronto, lá se conformam e se calam e, olha, quando elas os deixam vêem a bola na televisão à noite e vão à caça de dia que sempre é melhor que partir a loiça toda.”


Um romance que se lê ao correr da pena, vidas intricadas de solidão e de medo. Medo de deixar fugir a felicidade para o outro canto do mundo e já ser tarde para correr atrás dela… só se for ” bom arriscar o salto, planar, sentir de novo a emoção…é tão bom saber que a morte é falhar, voar de encontro à tua mão” e sobretudo é tão bom (garanta-vos eu, que desconfio que já cheguei a meio do meu caminho) sobreviver e escapar ao purgatório. Só para quem ousa!

«As personagens dos meus livros são mais loucas do que eu»

 É um dos mais marcantes romances da autora. Lygia Fagundes Telles, uma das grandes figuras femininas das letras brasileiras foi distinguida em 2005 com o Prémio Camões.
As Horas Nuas (1989) é uma história em torno de uma mulher, uma actriz que conheceu a glória e que, sentindo-se envelhecer entra numa profunda crise pessoal. Num luxuoso apartamento em São Paulo, bebe e monologa. Tendo perdido o marido e o amante, mãe de uma filha que não compreende, resta-lhe a empregada que cuida dela, Dionísia, e o gato Rahul, chave importantíssima desta narrativa, com memórias incompletas das suas vidas anteriores e testemunha silenciosa da intimidade e da solidão dos outros. Há ainda Ananta, a enigmática e esfíngica figura da psicanalista, cujo sistemático silêncio a confronta implacavelmente com as suas inquietações. Rosa representa, apenas para si própria, as suas memórias, contando-as e recontando-as sempre de ângulos ligeiramente diferentes, que fazem que nunca se sobreponham, e assim vão impregnando a banalidade do quotidiano e o desarrazoado do delírio de uma magia transfiguradora.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A Bíblia de Barro

Traficantes de arte que chegam a extremos inimagináveis para conseguirem peças raras, agências internacionais de assassinos contratados, o mundo da arqueologia e os seus segredos…
Tendo como pano de fundo a iminente invasão do Iraque pelos Americanos, a autora de “A irmandade do Santo Sudário”, um grande êxito internacional, constrói esta empolgante engrenagem narrativa que remota à origem dos tempos e mantém o leitor em suspenso até à última página.
Thriller de alta tensão, romance histórico, retrato impiedoso das misérias humanas e dos baixos interesses que movem o mundo… Tudo vem confluir nesta trama povoada de personagens inquietantes, num quebra-cabeças que tem como ponto de partida um episódio-chave da Bíblia, o Génesis.
As duas placas de barro encontradas junto da antiga cidade de Ur serão realmente a transcrição do relato feito pelo patriarca Abraão sobre a Criação do Mundo? Se assim for, a descoberta será um dos maiores feitos arqueológicos de sempre. Mas, haverá tempo para encontrar as restantes placas antes da invasão do Iraque?
Uma espiral de intriga, violência e perigo nos tempos actuais.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sedutor, esquivo e sempre irresistível



O mais recente romance de Sveva Casati Modignani

Mister Gregory é o primeiro romance da autora a ter um homem como protagonista

A Porto Editora publicou  Mister Gregory, o mais recente romance de Sveva Casati Modignani que, pela primeira vez, tem um homem como protagonista.
Mister Gregory relata a vida de Gregorio, um homem complexo, terno e fiel aos seus princípios, sedutor, esquivo e sempre irresistível, que consegue alcançar o sucesso e reconhecimento, até ao momento em que faz uma jogada em falso e tudo se desmorona. Contudo, um encontro inesperado oferece-lhe uma segunda oportunidade e Gregorio assume novamente as rédeas da sua vida.
Um livro cheio de realismo, paixão e emoções, que mostra uma nova faceta da escritora italiana de sucesso, e promete surpreender os seus leitores.

Sobre a obra:
Aos oitenta e cinco anos, Gregorio Caccialupi passa em revista uma vida intensa marcada por contrariedades e vitórias. Para trás ficam as recordações de uma infância pobre na Itália dos anos 1930 e uma decisão que mudou para sempre a sua vida – emigrar para a América em busca de um futuro melhor.
Ambicioso e determinado, coleciona sucesso atrás de sucesso e uma série de mulheres procuram conquistar o seu coração - Florencia, o seu primeiro amor, Nostalgia, com quem se casou, e Erminia, a sua derradeira paixão. Com o decorrer do tempo, Gregorio Caccialupi torna-se Mister Gregory, dono de uma importante cadeia de hotéis, um homem rico e influente. Porém, um investimento mal calculado leva-o à ruína.
Conformado com a sua vida discreta num lar de idosos, está longe de saber que um encontro inesperado lhe trará uma revelação surpreendente e a possibilidade de retomar as rédeas do seu destino.


Sobre autor:
Reconhecida como a signora do bestseller italiano, com 11 milhões de exemplares vendidos, Sveva Casati Modignani está traduzida em 17 países e é hoje uma das autoras mais populares em Portugal. No catálogo da Porto Editora figuram já os seus romances Feminino Singular, Baunilha e Chocolate, O Jogo da Verdade, Desesperadamente Giulia, O Esplendor da Vida e A Siciliana.

Do fundo do coração


Em Uma Última Noite, uma antropóloga profissional é contratada para auxiliar na pesquisa de um romancista, mas a sua incursão na vida luxuosa de Jordan Taylor acabará por ser bem mais que um contacto profissional. De longe a melhor novela deste livro, a história é envolvente desde o início, apesar de um ou outro momento forçado. Escrito de forma cativante, é particularmente interessante a questão do crescimento de Alison e das suas carências. Na verdade, esta figura secundária, mas marcante pela inocência, acaba por ser o ponto alto de toda a narrativa. Ainda de referir a abordagem aos contrastes da vida em sociedade, a força emocional de alguns momentos e o tom divertido que fazem desta história uma leitura leve e cativante.
Uma Questão de Escolha apresenta a história de James Sladerman, polícia com aspirações a escritor, e de como este é enviado para proteger uma mulher cuja loja está, sem que ela o saiba, sob investigação policial. O ritmo é mais pausado que no conto anterior, já que autora se demora um pouco na caracterização do que motiva as personagens. Mais uma vez, há alguns momentos que parecem um pouco forçados (principalmente no início), mas a linha geral da história é cativante. Também é interessante a abordagem à questão do contrabando, que contribui bastante para o interesse da narrativa, já que o protagonista masculino (brusco, fechado e um pouco arrogante) não é propriamente uma figura muito empática. Uma história envolvente, ainda assim.
Por último, Fins e Recomeços trata de como os atritos de dois jornalistas em luta pela mesma história acabam por dar forma a uma atracção que há muito se insinuava. Mais uma vez, o protagonista masculino (incapaz de aceitar um não) não é do género que inspira empatia, mas a história é interessante, principalmente pelo ambiente em que decorre. Há, talvez, algum exagero na rapidez com que os protagonistas passam da agressividade ao desejo (principalmente tendo em conta a imperiosa necessidade de dominância de Thorpe), mas as coisas equilibram-se com o evoluir do enredo e o balanço final é positivo.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

É um romance admirável

 Este mais recente romance de Theresa Shedel traz-nos de novo ao convívio da família Breça de Miranda - conhecida de todos os que leram A Morte de Uma Senhora-, aos seus afectos e desafectos, às suas singularidades, às suas personagens únicas e cativantes. E é uma personagem muito em particular – o Beto, um garoto de dez anos, sobrinho-neto da tia Margarida da Quinta do Capitão, que vem pôr em alvoroço todo o universo dos Breça de Miranda, desafiando as posições e atitudes mais conservadoras dos seus, ainda incrédulos, parentes. Na verdade, naquele famigerado Verão em que tudo aconteceu, ninguém queria acreditar que o filho da Clara e do Afonso tinha desaparecido, e a frase «o Beto fugiu», repetida, entre o pânico e a perplexidade, pelos vários Breça de Miranda, iria marcar tão-somente o início de toda uma série de acontecimentos absolutamente inéditos, situados algures entre o rocambolesco e o surrealista, que viriam a abalar aquela família. Mas o grande responsável foi o Verão, e mais precisamente o mês de Agosto, verdadeira caixa de Pandora sempre pronta a libertar sabe Deus que vaga alterosa de insuspeitadas paixões e arrebatamentos…Uma Família Diferente é um romance admirável que revela um delicioso e sofisticado sentido de humor.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

“Um equilíbrio perfeito de suspense, procedimentos policiais do futuro e romance”


“Nas ruas sombrias de Nova Iorque, um sem-abrigo é encontrado assassinado, o seu coração removido com uma precisão cirúrgica. A sua morte está prestes a ser descartada como inexplicável, até ao momento em que a Tenente Eve Dallas se encarrega da investigação. Ao descobrir crimes semelhantes em várias cidades (e todos eles misteriosamente arquivados), Dallas sabe que enfrenta um assassino cruel o suficiente para atacar as vítimas mais fracas da sociedade e poderoso o suficiente para ocultar o seu rasto de crime.
Mas no meio de um intenso jogo de gato e rato com o assassino, o trabalho de Dallas é subitamente posto em causa quando o seu nome é associado à morte de um colega polícia. Agora tem as mãos atadas entre a sua sede por justiça e a luta para restaurar a reputação e manter a sua carreira…”

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Maduro e fascinante

No dia em que se ia casar, Nicolau Manuel foi levado pela Guarda para um interrogatório e já não voltou. Viveu, assim, quase toda a vida na urgência de contar a verdade a Graça dos Penedo, a noiva que mais tarde lhe seria arrebatada pelo alfaiate que lhe fizera o fato do casamento. Porém, sempre que se abria uma possibilidade, uma ameaça desviava-o dramaticamente do seu destino – e agora, meio século volvido, está velho de mais para querer mudar as coisas, gastando os dias com telenovelas. De tanto ter ouvido ao avô a sua história rocambolesca, Valdemar – um rapaz violento e obeso apaixonado pela vizinha anoréctica – não desistiu, mesmo assim, de fazer justiça por ele. E, ao encontrar casualmente a notícia da morte do alfaiate, sabe que chegou a hora de ir falar com a viúva: até porque essa será a única forma de resgatar Nicolau Manuel da modorra em que se deixou afundar. Alternando a narrativa dos sucessivos infortúnios de Nicolau Manuel – que é também a história de Portugal sob a ditadura, com os seus enganos, perseguições e injustiças – com a de um adolescente que mantém um diário com numerosas passagens rasuradas como instrumento de luta contra o mundo -, Deixem Falar as Pedras é um romance maduro e fascinante sobre a transmissão das memórias de geração em geração, nunca isenta de cortes e acrescentos que fazem da verdade não o que aconteceu, mas o que recordamos.

Uma leitura fascinante

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

É o mais recente romance de Nora Roberts

Na pequena cidade de Innocence, no Mississípi, os dias são compridos, as noites perfumadas e os segredos difíceis de preservar. Mas quando um assassino brutal ceifa as vidas das mulheres mais bonitas do local, amigos e vizinhos são obrigados a perguntar-se se se trata de um estranho à espreita no pântano... ou de alguém mesmo ali ao lado.
Esgotada por uma carreira frenética como violinista, Caroline Waverly chega a Innocence na esperança de que a casa da sua falecida avó lhe providencie a tranquilidade de que tanto precisa. Mas Innocence tem algo mais para lhe oferecer: o bonito e encantador Tucker Longstreet. Tucker é conhecido pelos seus romances curtos e superficiais. Mas quando vê Caroline sente que ela é diferente de todas as mulheres que conheceu. A reservada violinista também sente uma excitação inesperada ao pé dele, mas quando descobre a terceira vítima nas águas pantanosas por trás da sua casa e Tucker é considerado o principal suspeito, o seu caso de Verão pode transformar-se num caso de… vida ou morte.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Promete ser um caso sério!


 Vencedor do Man Booker Prize 2010
No panorama literário português, o dia 24 de março ficou marcado pela publicação, por parte da Porto Editora, do livro vencedor do Man Booker Prize 2010: A Questão Finkler, de Howard Jacobson.
Divertido, furioso, implacável, este extraordinário romance apresenta aos portugueses um dos mais brilhantes escritores da atualidade.
A Questão Finkler, de Howard Jacobson, com tradução de Alcinda Marinho e capa de Alex Gozblau, é o terceiro de quatro livros ligados ao Man Booker Prize – um dos mais prestigiados galardões literários – que a Porto Editora publica em 2011, depois de Transgressão, de Rose Tremain, e Hotel Majestic, de G. J. Farrell. Room, de Emma Donoghue, será o próximo.

Sobre a obra:
Julian Treslove está em plena crise de identidade. Ele não tem uma opinião muito concreta sobre a circuncisão, o conflito entre Israel e a Palestina, ou os monumentos ao Holocausto - na verdade, sobre todo e qualquer aspeto da cultura judaica dos nossos dias. Mas o verdadeiro problema com a identidade de Julian é não ser judeu - não que esse pequeno pormenor o impeça de viver obcecado com o judaísmo.
No início do livro Julian, de 49 anos, acaba de sair de um jantar com o seu colega dos tempos de escola Sam Finkler e do antigo professor de ambos, Libor Sevcik. Sam e Libor, ambos judeus, perderam recentemente as suas esposas. O passado de Julian com as mulheres é um pouco diferente: nunca se casou e tem dois filhos adultos que sempre ignorou. No meio dos seus devaneios, enquanto regressa a casa, acaba por ser assaltado por uma mulher que, ao partir, lhe chama Judeu - ou pelo menos foi isso que lhe pareceu ouvir. A partir desse momento, o seu sentido de identidade começará a transformar-se radicalmente.

Sobre autor:
Howard Jacobson (Manchester, 1945) é um escritor britânico de origem judaica. Considerado pela crítica como “o Philip Roth inglês” por os seus romances se centrarem nas relações e comportamentos da sociedade judaica britânica, prefere, de forma irónica, ser conhecido como “Jane Austen judeu”.
Paralelamente à escrita, foi professor de Inglês no Wolverhampton Polytechnic do West Midlands e no Selwyn College, bem como na Universidade de Sidney. Participou igualmente em diversos programas televisivos no canal britânico Channel 4.
A Questão Finkler, vencedor do Man Booker Prize 2010, é o primeiro livro do autor a ser publicado em Portugal.

Imprensa:
Jacobson brilha sobretudo pelo modo como constrói as suas personagens, pelo desconcertante sentido de humor e pela sofisticação do estilo.
José Mário Silva, Expresso

É hilariante, magistral e, embora já tenham colado um rótulo ao senhor – o Philip Roth inglês – parece-me que ele se valerá a si próprio.
Helena Vasconcelos

Apesar do enredo parecer sisudo, Jacobson conduz o romance com espalhafatosa comicidade.
Luís Leal Miranda, jornal i

Exuberantemente cómico.

terça-feira, 7 de junho de 2011

«O melhor é deliciar-se, sem pressa de aprofundar»

Uma borboleta numa espingarda está a fazer pouco dela. A sua pontaria é gozada pelo voo quebrantado que, caia onde cair, traz consigo o centro atingido. Onde pousa a borboleta, ali é o centro. O homem sacudiu-a com um movimento lento e um sopro para a mandar embora.
A mãe tinha sido abatida pelo caçador. Nas suas narinas de cria entranhou-se o cheiro a homem e a pólvora. Órfão juntamente com a irmã, sem um grupo por perto, aprendeu sozinho. Cresceu acima do normal para os machos da sua espécie. A irmã foi apanhada pela águia num dia de inverno e de nuvens. Pressentiu-a suspensa sobre eles, isolados num pasto a sul, onde resistia alguma erva amarelecida. A irmã pressentia a águia mesmo sem a sua sombra na terra, de céu fechado.

Para um dos dois, não havia salvação. A irmã lançou-se a correr na direcção da águia, e foi apanhada. Uma vez sozinho, cresceu sem freios nem companhia. Quando se sentiu pronto, foi ao encontro do primeiro grupo, desafiou o macho dominante e venceu. Tornou-se rei num dia e em duelo.
O Peso da Borboleta de Erri de Luca

Críticas de imprensa
«Um livro tão delicado quanto forte.»
Avvenire

«Um duelo poético como Moby Dick.»
La Repubblica

«O melhor é deliciar-se, sem pressa de aprofundar, a pequena epopeia deste conto, silencioso e estridente, como sabe ser uma paisagem de montanha intocada pelo homem.»
Corriere della Sera

«Um conto repleto de pura poesia, talvez já escutada, e imerso na natureza.»
Il Salvagente




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