QUANDO SE ENTRA NUMA BIBLIOTECA NUNCA SE SAI IGUAL LÁ DENTRO ESTÁ O MUNDO TODO!
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021
A CASA DA POESIA - Poesia de José Jorge Letria
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Biblioteca Escolar - Centro de Estudos de Fátima
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quarta-feira, fevereiro 10, 2021
Ler faz bem
poesia

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021
Poesia de ALICE VIEIRA
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Biblioteca Escolar - Centro de Estudos de Fátima
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segunda-feira, fevereiro 01, 2021
Ler faz bem
divulgação,
poesia

domingo, 31 de maio de 2015
A inventar a felicidade

Ao inventar a felicidade, ela já sabe tudo o que é preciso para se ser casal. Um livro que parte da inocência pueril e toca também a sabedoria dos mais crescidos.
Críticas de imprensa
«Há realmente momentos brilhantes no texto, alguns humorísticos, mas o principal mérito de "O paraíso são os outros" é o singular olhar do seu autor, que consegue a proeza de criar um texto diferente de um dos temas mais abordados da literatura mundial.»
Pedro Justino Alves, Diário Digital
«Um livro que inaugura uma coleção de contos excecional.»
Máxima
Críticas de imprensa
A literatura mudou-lhe a vida. Agora serão os livros dele a revolucionar tantas outras existências. Depois de “A Desumanização”, Valter Hugo Mãe regressa com “O Paraíso São os Outros”, uma obra sem maldade nem idade que, entre o pueril e o sábio, nos fala sobre isso que é o Amor.
Rita Lúcio Martins, Máxima
«Uma espécie de A Educação Sentimental na voz de uma menina.»
«Uma espécie de A Educação Sentimental na voz de uma menina.»
Carlos Vaz Marques, TSF
«Um livro que inaugura uma coleção de contos excecional.»
«Um livro que inaugura uma coleção de contos excecional.»
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Biblioteca Escolar - Centro de Estudos de Fátima
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domingo, maio 31, 2015
Ler faz bem
disponível na biblioteca,
infanto-juvenil,
literatura portuguesa,
poesia,
prazer de ler,
recomendado

terça-feira, 12 de maio de 2015
Toda a obra poética
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Biblioteca Escolar - Centro de Estudos de Fátima
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terça-feira, maio 12, 2015
Ler faz bem
divulgação,
literatura portuguesa,
para ler,
poesia,
promoção de leitura

domingo, 3 de maio de 2015
Mãe
Mãe
Conheço a tua força, mãe, e a tua fragilidade.
Uma e outra têm a tua coragem, o teu alento vital.
Estou contigo mãe, no teu sonho permanente na tua esperança incerta
Estou contigo na tua simplicidade e nos teus gestos generosos.
Vejo-te menina e noiva, vejo-te mãe mulher de trabalho
Sempre frágil e forte. Quantos problemas enfrentaste,
Quantas aflições! Sempre uma força te erguia vertical,
sempre o alento da tua fé, o prodigioso alento
a que se chama Deus. Que existe porque tu o amas,
tu o desejas. Deus alimenta-te e inunda a tua fragilidade.
E assim estás no meio do amor como o centro da rosa.
Essa ânsia de amor de toda a tua vida é uma onda incandescente.
Com o teu amor humano e divino
quero fundir o diamante do fogo universal.
António Ramos Rosa, in 'Antologia Poética'
Uma e outra têm a tua coragem, o teu alento vital.
Estou contigo mãe, no teu sonho permanente na tua esperança incerta
Estou contigo na tua simplicidade e nos teus gestos generosos.
Vejo-te menina e noiva, vejo-te mãe mulher de trabalho
Sempre frágil e forte. Quantos problemas enfrentaste,
Quantas aflições! Sempre uma força te erguia vertical,
sempre o alento da tua fé, o prodigioso alento
a que se chama Deus. Que existe porque tu o amas,
tu o desejas. Deus alimenta-te e inunda a tua fragilidade.
E assim estás no meio do amor como o centro da rosa.
Essa ânsia de amor de toda a tua vida é uma onda incandescente.
Com o teu amor humano e divino
quero fundir o diamante do fogo universal.
António Ramos Rosa, in 'Antologia Poética'
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domingo, maio 03, 2015
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"No sorriso louco das mães" - Feliz dia da Mãe
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domingo, maio 03, 2015
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segunda-feira, 26 de maio de 2014
«Há palavras que nos beijam»
«Há palavras que nos beijam» - TSF
Como se
tivessem boca, Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança
louca.
Palavras
nuas que beijas/Quando a noite perde o rosto, Palavras que se recusam Aos muros
do teu desgosto.
De repente
coloridas Entre palavras sem cor, Esperadas, inesperadas/Como a poesia ou o
amor.
(O nome de
quem se ama/Letra a letra revelado/No mármore distraído, No papel abandonado)
Palavras que
nos transportam Aonde a noite é mais forte, Ao silêncio dos amantes/Abraçados
contra a morte
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segunda-feira, maio 26, 2014
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domingo, 25 de maio de 2014
«Canto Nono»
«Canto Nono» - TSF
Terá chovido
durante cem dias e a água infiltrada/pelas raízes das ervas/chegou à biblioteca
banhando as palavras santas/guardadas no convento.
Quando
tornou o bom tempo, Sajat-Novà o frade mais jovem/levou os livros todos por uma
escada até ao telhado/e abriu-os ao sol para que o ar quente/enxugasse o papel
molhado.
Um mês de
boa estação passou/e o frade de joelhos no claustro/esperava dos livros um
sinal de vida. Uma manhã finalmente as páginas começaram/a ondular ligeiras no
sopro do vento/parecia que tinha chegado um enxame aos telhados/e ele chorava
porque os livros falavam.
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domingo, maio 25, 2014
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sábado, 24 de maio de 2014
«Pastelaria»
«Pastelaria» - TSF
oOjornalista Hugo Neutel lê o poema «Pastelaria», de Mário Cesariny.
Que afinal o
que importa não é haver gente com fome/porque assim como assim ainda há muita
gente que come
oOjornalista Hugo Neutel lê o poema «Pastelaria», de Mário Cesariny.
Afinal o que
importa não é a literatura/nem a crítica de arte nem a câmara escura/Afinal o
que importa não é bem o negócio/nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de
ócio/Afinal o que importa não é ser novo e galante - ele há tanta maneira de
compor uma estante!
Afinal o que
importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício/e cair
verticalmente no vício/Não é verdade rapaz? E amanhã há bola/antes de haver
cinema madame blanche e parola
Que afinal o
que importa é não ter medo/de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de
muita gente: Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o
que importa é por ao alto a gola do peludo/à saída da pastelaria e, lá fora -
ah, lá fora! - rir de tudo
No riso admirável de quem
sabe e gosta/ter lavados e muitos dentes brancos à mostra.
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sábado, maio 24, 2014
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sexta-feira, 23 de maio de 2014
«Sísifo»
«Sísifo» - TSF
Recomeça...
Se puderes, Sem angústia e sem pressa. E os passos que deres, Nesse caminho
duro/Do futuro,/Dá-os em liberdade. Enquanto não alcances/Não descanses. De
nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca
saciado, Vai colhendo/Ilusões sucessivas no pomar/E vendo/Acordado, O logro da
aventura. És homem, não te esqueças! Só é tua a loucura/Onde, com lucidez, te
reconheças.
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sexta-feira, maio 23, 2014
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poesia

«Tríptico»
«Tríptico» - TSF
Não sei como
dizer-te que minha voz te procura/e a atenção começa a florir, quando sucede a
noite/esplêndida e vasta. Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos/se
enchem de um brilho precioso/e estremeces como um pensamento chegado.
Quando, iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado/pelo pressentir de um
tempo distante, e na terra crescida os homens entoam a vindima - eu não sei
como dizer-te que cem ideias, dentro de mim, te procuram. Quando as folhas da
melancolia arrefecem com astros/ao lado do espaço/e o coração é uma semente
inventada/em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia, tu arrebatas os
caminhos da minha solidão/como se toda a casa ardesse pousada na noite.
O jornalista
José Carlos Barreto lê «Tríptico», um poema de
Herberto Helder.
- E então
não sei o que dizer/junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio. Quando as
crianças acordam nas luas espantadas/que às vezes se despenham no meio do tempo
- não sei como dizer-te que a pureza, dentro de mim, te procura. Durante a
primavera inteira aprendo/os trevos, a água sobrenatural, o leve e
abstracto/correr do espaço -
e penso que
vou dizer algo cheio de razão, mas quando a sombra cai da curva sôfrega/dos
meus lábios, sinto que me faltam/um girassol, uma pedra, uma ave -
qualquer/coisa extraordinária. Porque não sei dizer-te sem milagres/que dentro
de mim é o sol, o fruto, a criança, a água, o deus, o leite, a mãe, o amor, que
te procuram.
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sexta-feira, maio 23, 2014
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quinta-feira, 22 de maio de 2014
Minha cabeça estremece - Herberto Hélder // Rodrigo Leão
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quinta-feira, maio 22, 2014
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«O Poema Original»
«O Poema Original» - TSF
Ana Bravo, retirou da prateleira o livro «Resumo», de José Carlos Ary dos Santos, e disse «O Poema Original».
Original é o
poeta/que se origina a si mesmo/que numa sílaba é seta/noutra pasmo ou
cataclismo/o que se atira ao poema/como se fosse ao abismo/e faz um filho às
palavras/na cama do romantismo.
Original é o
poeta/capaz de escrever em sismo.
Original é o poeta/de origem clara e comum/que sendo de toda a parte/não é de lugar algum.
O que gera a própria arte/na força de ser só um/por todos a quem a sorte/faz devorar em jejum.
Original é o poeta/que de todos for só um.
Original é o poeta/expulso do paraíso/por saber compreender/o que é o choro e o riso; aquele que desce à rua/bebe copos quebra nozes/e ferra em quem tem juízo/versos brancos e ferozes.
Original é o poeta/que é gato de sete vozes.
Original é o poeta/que chega ao despudor/de escrever todos os dias/como se fizesse amor.
Esse que despe a poesia/como se fosse mulher/e nela emprenha a alegria/de ser um homem qualquer.
Ana Bravo, retirou da prateleira o livro «Resumo», de José Carlos Ary dos Santos, e disse «O Poema Original».
Original é o poeta/de origem clara e comum/que sendo de toda a parte/não é de lugar algum.
O que gera a própria arte/na força de ser só um/por todos a quem a sorte/faz devorar em jejum.
Original é o poeta/que de todos for só um.
Original é o poeta/expulso do paraíso/por saber compreender/o que é o choro e o riso; aquele que desce à rua/bebe copos quebra nozes/e ferra em quem tem juízo/versos brancos e ferozes.
Original é o poeta/que é gato de sete vozes.
Original é o poeta/que chega ao despudor/de escrever todos os dias/como se fizesse amor.
Esse que despe a poesia/como se fosse mulher/e nela emprenha a alegria/de ser um homem qualquer.
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quinta-feira, maio 22, 2014
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quarta-feira, 21 de maio de 2014
«Fala do velho do Restelo ao astronauta»
«Fala do velho do Restelo ao astronauta» - TSF
A jornalista
Clara Osório folheou o livro «Os poemas possíveis», de José Saramago, e
escolheu o poema «Fala do velho do Restelo ao astronauta» do Prémio Nobel da
Literatura,
Acendemos
cigarros em fogos de napalme/E dizemos amor sem saber o que seja. Mas fizemos
de ti a prova da riqueza, E também da pobreza, e da fome outra vez. E pusemos
em ti sei lá bem que desejo/De mais alto que nós, e melhor e mais puro.
No jornal,
de olhos tensos, soletramos/As vertigens do espaço e maravilhas: Oceanos
salgados que circundam/Ilhas mortas de sede, onde não chove.
Mas o mundo,
astronauta, é boa mesa/Onde come, brincando, só a fome, Só a fome, astronauta,
só a fome, E são brinquedos as bombas de napalme.
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quarta-feira, maio 21, 2014
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terça-feira, 20 de maio de 2014
«Identidade»
«Identidade» - TSF

Em
"Raiz de Orvalho e Outros Poemas", Mia Couto escreveu «Identidade»,
poema lido pela jornalista Gabriela Batista.
Preciso ser
um outro/para ser eu mesmo
Sou grão de
rocha/Sou o vento que a desgasta
Sou pólen
sem insecto
Sou areia
sustentando/o sexo das árvores
Existo onde
me desconheço/aguardando pelo meu passado/ansiando a esperança do futuro
No mundo que
combato morro/no mundo por que luto nasço
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terça-feira, maio 20, 2014
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segunda-feira, 19 de maio de 2014
«Saudade»
«Saudade» - TSF
A escolha de
Miguel passou pelo poeta Gilberto
Vasconcelos.
Eu tenho
dentro de mim, tenho dentro do peito, uma saudade, que enfim, me esquece o que
tens feito.
Eu tenho
dentro de mim, tenho cá dentro em verdade, aquela saudade, enfim, do que me
deste em saudade.
Esta
saudade, saudade, esta saudade sem fim/como eu a tenho em verdade/bem dentro,
dentro de mim,
é talvez, só
a verdade/que deva sair de mim/em bem estranha saudade.
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segunda-feira, maio 19, 2014
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domingo, 18 de maio de 2014
«Esta Gente»
«Esta Gente» - TSF
Publicado no
livro "Geografia", o poema «Esta Gente», de Sophia de Mello Breyner
Andresen, foi o escolhido pela jornalista Ana Lemos
Esta gente
cujo rosto/Às vezes luminoso/E outras vezes tosco
Ora me
lembra escravos/Ora me lembra reis
Faz renascer
meu gosto/De luta e de combate/Contra o abutre e a cobra/O porco e o milhafre
Pois a gente
que tem/O rosto desenhado/Por paciência e fome/É a gente em quem/Um país
ocupado/Escreve o seu nome
E em frente
desta gente/Ignorada e pisada/Como a pedra do chão/E mais do que a
pedra/Humilhada e calcada
Meu canto se
renova/E recomeço a busca/De um país liberto/De uma vida limpa/E de um tempo
justo
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Biblioteca Escolar - Centro de Estudos de Fátima
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domingo, maio 18, 2014
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sábado, 17 de maio de 2014
«Velhos de Lisboa»
«Velhos de Lisboa» - TSF
Aquele outros
(os coitados!)/imaginam-se poupados/pelo tempo, e às escondidas/partem
p"ra novas sortidas... Muito digno, o reformado/perora, e é respeitado/na
leitaria: "A mulher/é em casa que se quer!" Velhotes com mais
olhinhos/que tu, fazem recadinhos, pedem tabaco ao primeiro/e mostram pouco
dinheiro... E os que juntam capicuas/e fotos de mulheres nuas? E os tontinhos,
os gaiteiros, que usam cravo e põem/cheiros?/(velhos a arrastar a asa/pago bem
e vou a casa)/E a velha que se desleixa/e morre sem uma queixa? E os que armam
aos pardais/Nessas hortas e quintais?/(Quem acerta co"os botões/deste
velho? Venha a cidade/ajudá-lo a abotoar/que não faz nada de mais!)/
Alexandre
O"Neill, «Velhos de Lisboa».
Em suma:
somos os velhos, cheios de cuspo e conselhos, velhos que ninguém atura/a não
ser a literatura/E outros velhos. (os novos/ afirmam-se por maus modos com os
velhos). Senectude/é tempo não é virtude... Decorativos? Talvez... Mas por
dentro "era uma/Vez..." Velhas atrozes, saídas/de túgurios impossíveis,
disparam, raivoso, o dente/contra tudo e toda a gente. Velhinhas de
gargantilha/visitam o neto, a filha, e levam bombons de creme ou palitos
"de la reine". A ler p"lo sistema Braille/Ó meus senhores
escutai! um velho tira dos dedos/profecias e enredos. Outros mijam, fazem
esgares, têm poses e vagares/bem merecidos. Nos jardins, descansam, depois, os
rins.
Velhos, ó
meus queridos/velhos, saltem-me para os joelhos: vamos brincar?
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sábado, maio 17, 2014
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sexta-feira, 16 de maio de 2014
«O Presente Absoluto»
«O Presente Absoluto» - TSF
Ana Catarina Santos o poema «O Presente Absoluto», de António Ramos Rosa.
Duas bocas descobrem o veludo incandescente/e saboreiam o sabor perfeito
de um fruto liso/que é um sumo do universo. Com a sua espuma constante/os
amantes tecem uma abóbada leve de seda e espaço. Vivem num volume cintilante o
presente absoluto.
Corpos encerrados em superfícies delicadas/abrem-se como velas vermelhas e o calor brilha, clareiras acendem-se numa tranquilidade branca, os olhos embriagam-se de miríades de cores/e todos os vocábulos são recentes como o orvalho.
Criam a origem pela origem, num corpo duplo e uno, transformam-se subindo morrendo em verde orgia, inertes renascem de onda em onda radiantes, reconhecem-se no vento que os expande e os dissolve, o mundo é uma brecha, um esplendor, um redemoinho
Ana Catarina Santos o poema «O Presente Absoluto», de António Ramos Rosa.
Corpos encerrados em superfícies delicadas/abrem-se como velas vermelhas e o calor brilha, clareiras acendem-se numa tranquilidade branca, os olhos embriagam-se de miríades de cores/e todos os vocábulos são recentes como o orvalho.
Criam a origem pela origem, num corpo duplo e uno, transformam-se subindo morrendo em verde orgia, inertes renascem de onda em onda radiantes, reconhecem-se no vento que os expande e os dissolve, o mundo é uma brecha, um esplendor, um redemoinho
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sexta-feira, maio 16, 2014
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«Um dia»
«Um dia» - TSF
Um dia,
gastos, voltaremos/A viver livres como os animais/E mesmo tão cansados
floriremos/Irmãos vivos do mar e dos pinhais.
O vento
levará os mil cansaços/Dos gestos agitados irreais/E há-de voltar aos nosso
membros lassos/A leve rapidez dos animais.
Só então
poderemos caminhar/Através do mistério que se embala/No verde dos pinhais na
voz do mar/E em nós germinará a sua fala.
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sexta-feira, maio 16, 2014
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