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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Para quê Tudo Isto? Biografia de Manuel António Pina

 

Manuel António Pina: a vida como se fosse um livro, literatura



" Da autoria de Álvaro Magalhães, talentoso escritor que muito bem conheceu Manuel António Pina, Para Quê Tudo Isto? é a biografia do criador, que, ao longo de trinta anos, ergueu uma das maiores e mais originais obras literárias do seu tempo. Mas também nos dá a ler a sua personalidade singular e cativante, o que inclui a arte de faltar a obrigações, ou, pelo menos, chegar atrasado, a disponibilidade para a brincadeira e o riso, o humor desconcertante, a genuína bondade, o talento supremo para a conversa, o lado irascível e furioso ou o insaciável desejo de infância, que correspondia a uma necessidade de recuperação do estado puro do mundo. Sem esquecer as suas facetas mais ignoradas, como as de professor, advogado, guionista, publicitário, ator de teatro, praticante de artes marciais, revolucionário, adepto de futebol ou jogador de póquer."

Álvaro Magalhães 
Contraponto Editores

Sugestão PNL

domingo, 31 de maio de 2015

A inventar a felicidade

O amor constrói. Gostarmos de alguém, mesmo quando estamos parados durante o tempo de dormir, é como fazer prédios ou cozinhar para mesas de mil lugares.O paraíso são os outros é a história que nos conta uma menina que observa como são os casais. Casais de pessoas e casais de animais. Uma menina a quem o amor intriga e fascina. Ao imaginar a vida dos outros, sonha com a sua pessoa desconhecida que um dia há de amar. Pode até ser o Miguel ou não - há tanta gente maravilhosa!
Ao inventar a felicidade, ela já sabe tudo o que é preciso para se ser casal. Um livro que parte da inocência pueril e toca também a sabedoria dos mais crescidos.
Críticas de imprensa
«Há realmente momentos brilhantes no texto, alguns humorísticos, mas o principal mérito de "O paraíso são os outros" é o singular olhar do seu autor, que consegue a proeza de criar um texto diferente de um dos temas mais abordados da literatura mundial.»
Pedro Justino Alves, Diário Digital

«Um livro que inaugura uma coleção de contos excecional.»
Máxima

O paraíso são os outros de valter hugo mãe                    
Críticas de imprensa
A literatura mudou-lhe a vida. Agora serão os livros dele a revolucionar tantas outras existências. Depois de “A Desumanização”, Valter Hugo Mãe regressa com “O Paraíso São os Outros”, uma obra sem maldade nem idade que, entre o pueril e o sábio, nos fala sobre isso que é o Amor.
Rita Lúcio Martins, Máxima
«Uma espécie de A Educação Sentimental na voz de uma menina.»
Carlos Vaz Marques, TSF
«Um livro que inaugura uma coleção de contos excecional.»

domingo, 21 de abril de 2013

Para que se goste de Portugal a sério

Contar Portugal aos mais pequenos é um desafio de peso, sobretudo porque se trata de um exercício de memória projectado para o futuro e de lançar à terra uma semente que pode levar, os que ainda há pouco chegaram, a conviver com os conceitos de «pátria», «saudade», «povo», «passado» e «destino».
José Jorge Letria, no texto, e Henrique Cayatte, nas ilustrações, aceitaram esse desafio e dele nasceu O Meu Primeiro Portugal, livro de afectos partilhados, de memórias sensíveis e de sonhos que nunca prescreveram. Este é um livro para crianças de que os mais crescidos também podem e devem gostar. Este é um livro onde se fala do passado com os olhos postos no futuro. Este é um livro onde se fala do orgulho de se pertencer a uma pátria com muita História, com muitas histórias para contar, de uma pátria que andou nas errâncias do mundo sem nunca perder o desejo de regressar às fontes e à raiz. O Meu Primeiro Portugal, tendo em fundo o Hino Nacional, é um livro pensado e feito para que se goste a sério de Portugal. Porque ele merece. Porque todos nós merecemos. E não há amor como o primeiro


PNL- Livro recomendado para apoio a projectos relacionados com História de Portugal nos 3º, 4º, 5º e 6º anos de escolaridade.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Dois investigadores que não desistem

  Duarte e Marta encontram-se à saída de um concerto noturno de rock, próximo do Pavilhão de Portugal, e, quando reparam num vulto masculino que se movimenta sobre a cobertura do edifício, decidem investigar o que se passa. Começam assim uma movimentada aventura, e há um mistério que têm de resolver em menos de 24 horas. Será que vão conseguir?

sábado, 28 de abril de 2012

Mário de Carvalho é um escritor único

Advertência:
Este livro contém particularidades irritantes para os mais acostumados. Ainda mais para os menos. Tem caricaturas. Humores. Derivações. E alguns anacolutos.


Se o leitor acha que um livro que nos faz rir às gargalhadas não pode ser um excelente romance, leia este
“Era Bom que Trocássemos Umas Ideias sobre o Assunto” (1995), de Mário de Carvalho, é, provavelmente, o romance mais divertido da ficção portuguesa contemporânea. É também outras coisas, mas bastaria esta para justificar a leitura. Fazer rir apenas com palavras escritas é bastante mais difícil do que se poderá imaginar.
  
"Era Bom Que Trocássemos Umas Ideias Sobre o Assunto" conta-nos as aventuras e desventuras, mais as segundas do que as primeiras, de um homem que quer aderir ao PCP e que não consegue. E, também, as aventuras e desventuras, mais as primeiras do que as segundas, de uma jovem de ignorância exemplar que quer ser jornalista. E que consegue.

Grande parte da genialidade deste romance reside no facto de Mário de Carvalho expor de forma bem-humorada uma visão extremamente pessimista da realidade: o saber é desprezado em benefício da imagem, as ideologias são submetidas às conveniências, aos interesses pessoais, o mérito é substituído pelo arrivismo oportunista. Exemplo maior deste profundo lamento é a crítica irónica mas mordaz ao Partido Comunista (o livro foi publicado em 1995) onde o ingénuo Joel quer inscrever-se mas depara com os maiores obstáculos, devido ao elitismo ideológico e à sua fiel guarda-costas, a burocracia.
Mário de Carvalho é um escritor único. Ainda por explicar está o facto de não ser normalmente incluído entre os grandes nomes da literatura portuguesa contemporânea. Talvez porque Mário de Carvalho não gostasse de vir a ser homem de Panteões; talvez porque nunca tivesse desejado ser escritor de guiões de telenovelas disfarçados de romances de 500 páginas; talvez porque os nossos sorumbáticos, sisudos, sonolentos e cinzentos críticos literários não gostem de quem sorri escrevendo. Talvez os nossos Torquemadas da literatura não apreciem o riso. Afinal de contas esse é uma das grandes marcas da nossa História: o riso é a antecâmara do pecado. É sempre preferível a serenidade, a paz do estar bem com todos.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Uma bela metáfora

O relato de uma época, onde a paisagem física e social é pintada com as palavras que mergulham na memória, impregnada de nostalgia. A fotografia de uma realidade social, enquadrada no cenário de guerra colonial na belíssima costa moçambicana.

O Prólogo, onde a Autora dá voz a Eva Lopo, começa por descrever a faustosa cerimónia da festa de casamento de Evita e Luís Alex, da qual sobressai a exuberância patente na profusão dos frutos exóticos e mariscos; destaque também par a outra cena, o reverso da medalha, ou o outro lado do paraíso, onde a matança dos flamingos, que constitui uma metáfora a representar a embriaguez que leva ao desejo compulsivo de matar de onde se depreende parecer fácil cruzar o limite de “matar para não morrer” e exercitar, a partir dali, o prazer de apertar o gatilho para “fazer o gosto ao dedo”. Lídia Jorge consegue mostra de uma forma crua e simultaneamente bela que a facilidade com que se dizima um bando de flamingos da cor da alvorada é a mesma com que se procede à chacina de um grupo de rebeldes locais. Trata-se de uma metáfora de coragem e integridade que nem sempre se consegue reconhecer de imediato: o bando de flamingos não se desfaz facilmente, mantendo a formação em direcção ao objectivo, apesar daqueles que ficam para trás e se afundam no pântano, caídos perante as balas do inimigo…

sexta-feira, 30 de março de 2012

O Ano da morte de Ricardo Reis

Ricardo Reis revisitado
Marisa Torres da Silva
A reconstrução da identidade imaginária de um dos heterónimos do poeta Fernando Pessoa constitui o mote do livro "O Ano da Morte de Ricardo Reis" (1984), um dos melhores romances de José Saramago, dois anos depois da publicação de "Memorial do Convento". Ricardo Reis, tal como o título o deixa prever, é a personagem central do livro, mas também Fernando Pessoa, o seu criador, ocupa um lugar preponderante na acção, a qual se situa historicamente nos anos 30, época de plena consolidação da ditadura salazarista.
Partindo das pistas biográficas de Ricardo Reis registadas pelo próprio Pessoa - um médico que se expatriara desde 1919 no Brasil, por motivos políticos -, Saramago imagina a personagem no seu regresso a Portugal em Dezembro de 1935, descrevendo o seu quotidiano nos nove meses anteriores à sua morte. Ricardo Reis chega a Lisboa, aluga um quarto de hotel e depois um apartamento, envolve-se com duas mulheres, Lídia e Marcenda, é seguido pela polícia, além de receber sucessivas visitas do falecido Fernando Pessoa, o que contribui para acentuar o ambiente de irrealidade da acção.
Em "O Ano da Morte de Ricardo Reis", a escrita de Saramago possui uma forte marca de intertextualidade, sendo que os nomes de Marcenda e Lídia derivam ambos das "Odes de Ricardo Reis" de Pessoa, além do facto de o romance de Saramago se construir em torno da personagem inventada pelo poeta, reconstruída através do diálogo com o seu criador. Também as referências a Luís de Camões são constantes ao longo da obra, bem como a presença do escritor argentino de ascendência portuguesa Jorge Luis Borges. Toda esta multi-referencialidade que perpassa pelo livro transforma "O Ano da Morte de Ricardo Reis" num romance que se transcende a si próprio, posicionando-o numa tradição literária simultaneamente clássica e moderna, portuguesa e internacional.

segunda-feira, 12 de março de 2012

A vida fê-lo herói, e a morte o sagrou Rei!


O assassínio do Presidente da República Sidónio Pais, ocorrido em 1918, é um mistério. Apesar de a polícia ter prendido um suspeito, este nunca foi julgado. A tragédia ocorreu quando Lisboa estava a braços com a pneumónica, a mais mortífera epidemia que atravessou o séc. XX e, ainda, na ressaca da Primeira Guerra Mundial. A cidade estava exaurida de fome e sofrimento. É neste ambiente magoado e receoso que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio em Dezembro de 1918.
Francisco Moita Flores constrói um romance de amor e morte. Fundamentado em documentos da época, reconstrói o homicídio do Presidente-Rei, utilizando as técnicas forenses e que, de certa forma, continuam a ser reproduzidas em séries televisivas de grande divulgação sobre as virtualidades da polícia científica.
Os resultados são inesperados e (Morro Bem. Salvem a Pátria?) é um verdadeiro confronto com esse tempo e as verdades históricas que ao longo de décadas foram divulgadas, onde o leitor percorre os medos e as esperanças mais fascinantes dessa Lisboa republicana que despertava para a cidade que hoje vivemos. E sendo polémico, é terno, protagonizado por personagens que poucos escritores sabem criar. Considerado um dos mestres da técnica de diálogo, Moita Flores provoca no leitor as mais desencontradas emoções que vão da gargalhada hilariante ao intenso sofrimento. Um romance que vem da História. Uma história única para um belo romance.
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