Mostrar mensagens com a etiqueta prémio nobel. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta prémio nobel. Mostrar todas as mensagens

domingo, 31 de maio de 2015

Para aqueles que ainda não estão familiarizados com a escrita de Modiano – mas também para os habitués -, “A história de Catherine” (Editorial Presença, 2014) será um excelente ponto de partida, indo ao encontro do que foi dito aquando da entrega do prémio: Modiano exerce, com mestria, a arte da memória.

A partir de um olhar para o prédio defronte, onde se situa a escola de bailado da qual é diretora e também professora, Catherine observa uma aluna – sua filha – que, tal como ela em criança, pousava os óculos em cima de uma cadeira antes de começar a aula de bailado. Não era propriamente algo que estivesse escrito nas paredes ou afixado em qualquer painel, mas a regra era bem conhecida por todos: não se deve dançar de óculos.
Recuamos então algumas décadas, deixando Nova Iorque para viajar até Paris e aos tempos de infância de Catherine, passados com o pai – a mãe ficou na América – no Xº bairro de Paris «numa espécie de armazém com um taipal de ferro.» O armazém era o centro de operações do trabalho muito suspeito de seu pai que, quando questionado por Catherine sobre a sua profissão, dizia que o seu trabalho consistia em tratar de pacotes, movendo-os de um lado para outro.
O sócio do pai, o senhor Casterade, era conhecido em segredo como “o chato”, um apologista de dar lições de moral, recitar poesia maçuda – normalmente a sua – e anunciar, com orgulho enquanto folheava o jornal, todas as catástrofes e crimes que os seus olhos descobriam.
Quando a vida se tornava mais monótona ou cansativa, Catherine tirava os óculos e viajava para longe, descobrindo que o mundo podia ser vivido – e encarado – de diferentes formas, criando uma cumplicidade com o pai que lhe propõe  – e ensina a – olhar a vida com humor e otimismo.
Com magníficas ilustrações de Sempé, que tornam esta edição de capa dura num colorido e melancólico álbum de infância – a de Catherine e a do próprio leitor -, Modiano recorda os tempos pelos quais passámos como que dançando num sonho, iluminando uma verdade importante e que, de certa forma, nos confere algum conforto e significado: «Afinal, somos sempre os mesmos, e aquilo que fomos no passado permanece connosco até ao fim.»
via: Deusmelivro

domingo, 8 de abril de 2012

Um fantástico romance épico


Boris Pasternak foi Prémio Nobel de Literatura no ano de  1958 e para isso em muito este fantástico romance épico, publicado precisamente nesse ano,  terá contribuído. 
Esta é a história de Iuri Jivago, médico de formação e poeta,  cuja postura perante o regime soviético lhe trará vários dissabores. Iuri é um homem culto, oriundo do meio burguês,  que luta pelos seus ideais e que se vai apercebendo da forma errada como a revolução se desenrola e das crueldades e injustiças de que os Russos são vítimas impotentes e constantes. A vida amorosa de Iuri vai também sofrer os percalços deste período de terror. Há quem considere que Iuri é um alter-ego de Pasternak dado este também ser um poeta com  problemas com o regime, tendo mesmo sido enviado para um Gulag.
Um excelente retrato dos anos que antecederam e se seguiram à revolução Russa, das esperanças e consequentes desencantos sentidos por uma população ávida de justiça e sucessivamente massacrada.
De notar que este livro apenas foi editado na União Soviética após a abertura proporcionada pela Perestroika e que aquando da atribuição do Prémio Nobel, Boris Pasternak foi impedido de o receber.

sexta-feira, 30 de março de 2012

A dignidade humana

As Vinhas da Ira é um romance sobre a dignidade humana em condições desesperadas. Entre 1930 e 1939, as grandes planícies do Texas e do Oklahoma foram assoladas por centenas de tempestades de poeira que causaram um desastre ecológico sem precedentes, agravaram os efeitos da Grande Depressão, deixaram cerca de meio milhão de americanos sem casa, e provocaram o êxodo de muitos deles para Oeste, nomeadamente para a Califórnia, em busca de trabalho. Quando os Joad perdem a quinta de que eram rendeiros no Oklahoma, juntam-se a milhares de outros que ao longo das estradas se dirigem para Oeste, no sonho de conseguirem uma terra que possam considerar sua. E noite após noite, eles e os seus companheiros de desdita reinventam toda uma sociedade: escolhem-se líderes, redefinem-se códigos implícitos de generosidade, irrompem acessos de violência, de desejo brutal, de raiva assassina.

Este é daqueles livros dos quais já quase toda a gente ouviu falar, sendo considerado um dos mais importantes de sempre da literatura norte-americana. John Steinbeck, natural da Califórnia, decidiu escrever este livro partindo de uma série de artigos sobre os trabalhadores agrícolas oriundos do Oeste e Centro do país, que durante a altura da
Grande Depressão rumaram à Califórnia em busca do trabalho que o seu local de origem já não lhes garantia. Steinbeck desejava com este livro chamar a atenção para os culpados da grave crise que deflagrou no seu país.
Grande parte do enredo segue a história da família Joad, que se vê obrigada a abandonar a sua casa em Oklahoma devido às tempestades de areia que assolaram a região nos anos 30 e que pioraram ainda mais a situação precária em que já viviam. Sem outra alternativa, rumam à Califórnia em busca de trabalho e da sua sobrevivência, numa viagem em que a esperança num futuro melhor era o que não podiam deixar fugir.
A família Joad é numerosa: pai, mãe, 6 filhos, tio, dois avós e ainda o marido de uma das filhas, que por sinal está grávida. Todas estas pessoas, mais um ex-pregador que se junta à família, rumam à Califórnia num camião que ameaça avariar a qualquer momento, cheio de pessoas e dos pertences da vida que deixaram para trás. Acompanhamos as peripécias da viagem da família, a sua chegada à Califórnia e a consequente luta por encontrar um sítio onde morar e trabalhar.
A personagem principal é Tom Joad, o filho. Depois de passar alguns anos na prisão por ter assassinado um homem, regressa a casa mesmo a tempo de acompanhar a família na viagem. Apesar do seu passado recente, Tom é um jovem que demonstra ter dentro de si uma revolta crescente quanto às condições de vida das classes mais pobres. Mas a personagem que realmente me cativou foi a Mãe. Uma mulher do campo, trabalhadora, fruto do seu tempo, mas com uma sabedoria simples e tocante.

Um dos mais aclamados romances da atualidade

"Publicado originalmente em 1954, O Deus das Moscas de William Golding é um dos mais perturbadores e aclamados romances da actualidade.
Um avião despenha-se numa ilha deserta, e os únicos sobreviventes são um grupo de rapazes. Inicialmente, desfrutando da liberdade total e festejando a ausência de adultos, unem forças, cooperando na procura de alimentos, na construção de abrigos e na manutenção de sinais de fogo. A supervisioná-los está Ralph, um jovem ponderado, e o seu amigo gorducho e esperto, Piggy. Apesar de Ralph tentar impor a ordem e delegar responsabilidades, muitos dos rapazes preferem celebrar a ausência de adultos nadando, brincando ou caçando a grande população de porcos selvagens que habita a ilha. O mais feroz adversário de Ralph é Jack, o líder dos caçadores, que consegue arrastar consigo a maioria dos rapazes. No entanto, à medida que o tempo passa, o frágil sentido de ordem desmorona-se. Os seus medos alcançam um significado sinistro e primitivo, até Ralph descobrir que ele e Piggy se tornaram nos alvos de caça dos restantes rapazes, embriagados pela sensação aparente de poder."

quinta-feira, 15 de março de 2012

Escrito ao ritmo das emoções, somos levados ao universo da infância

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Mensagens populares