segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A cidade de contos de fadas nas montanhas não é bem o que parece


Ú
nico sobrevivente de um desastre de avião, Anders vê-se encurralado numa sinistra cidade em ruínas, feita de pedra e metal inerte e sem sinais de vida. Em busca do terrível segredo deste mundo bizarro regido por regras cruéis, Anders enfrenta as mais estranhas criaturas. Os homens-animais do outro lado da cidade acolheram-no contra vontade, tratando-o com desconfiança e cheios de ódio.



Os sentimentos de Anders por Katt, a enigmática rapariga-gato, são cada vez mais intensos. Igualmente forte é a vontade de fugir… mas a tentativa de fuga termina diante de uma misteriosa muralha no meio da planície gelada. Aí caem nas mãos do Elder Culain e do seu centauro, que os conduz através da Planície da Morte até à cidade dos Elder, a lendária Tiernan. Em pouco tempo, Anders apercebe-se que a cidade de contos de fadas nas montanhas não é bem o que parece. Desesperado, equaciona planos de fuga, mas os muros de Tiernan são intransponíveis. O pesadelo continua…

Numa escrita que flui, poderosa e rica


M

atilde tinha uns olhos escuros, brilhantes, profundos como a noite. O cabelo, da cor das Deusas do Olimpo. As asas, de ouro, bordadas a fios de seda. Os pensamentos, povoados de sonhos. O desejo, incandescente, de voar, de rasgar, horizontes cada vez mais altos. Matilde, como Ícaro, era dotada de asas, e como Ícaro, por inusitada coragem, experimentou a dor de chegar perto do sol. Do mesmo Sol que dá a vida, e que a tira. Viveria tudo outra vez. Exactamente da mesma forma. Não trocaria o que viveu com Vladimir Krapov por nenhuma outra existência do fogo que sempre queima as asas que ousam desafiar as leis do universo e da vida. A sua luz era tão intensa que Matilde duvidava não ser ela própria criação daquele moscovita de quarenta e cinco anos que um dia lhe arrebatou a alma. Este novo romance de Joana Miranda oferece-nos momentos de puro deleite, numa escrita que flui, poderosa e rica que já nos tinha sido dada a apreciar nas suas obras anteriores – A Outra Metade da Laranja, Sem Lágrimas Nem Risos e O Espelho da Lua.



entrevista

Não se Escolhe Quem se Ama
Uma personagem que aparece e me pede uma história

P –- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Não se Escolhe Quem se Ama»?
R – Este livro representa mais um passo num percurso, um esboço, uma tentativa, uma procura de sentido num caminho, num trajecto sem ponto de chegada definido, trajecto longo, pouco linear, tecido entre vacilações, hesitações e medos. Mas que espero progressivamente mais iluminado.

P – Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R - Como Mia Couto dizia numa entrevista a Maria João Avillez “Há uma personagem que aparece e me pede uma história”. Um dia acordei com Matilde no meu pensamento e não descansei enquanto não lhe arranjei uma história. A ideia de base é a de que a vida nem sempre corre como desejámos e sonhámos. Existem muitas surpresas más pelo caminho e a sabedoria reside no ser capaz de ultrapassar os obstáculos e de os converter em coisas boas, em encontrar um equilíbrio e um sentido subjacente ao caos aparente.

P – Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R - Depois do luto que se segue a cada novo livro, mergulho num novo livro. De que género, deixo por desvendar.

 __________
Joana Miranda, Não se Escolhe Quem se Ama
Editorial Presença

21 Histórias que nos falam quase sempre de mulheres…

 Tal como a avó da história que dá título ao presente livro, que arrecadava os seus linhos em armários esquecidos e os perfumava com maçãs, também Rosa Lobato de Faria pegou em textos guardados na gaveta, sacudiu-lhes algum perfume de nostalgia e decidiu juntá-los em volume, par a gáudio dos seus numerosos e fiéis leitores. São vinte e uma histórias, que nos falam quase sempre de mulheres: dos seus amores, das suas traições, da sua perseverança, do seu combate por uma dignidade negada e reprimida. Mas que nos falam também dos homens que estão a seu lado, da vida dos casais, da sexualidade, da paixão e do ciúme, de Deus e da morte.
 
Prosseguindo uma trajectória ficcional iniciada com O Pranto de Lúcifer (1995) e continuada até ao presente com uma regularidade e uma qualidade indiscutíveis, Rosa Lobato de Faria confirma em “Os Linhos da Avó” a sua vocação de contadora de histórias, arrancadas todas elas à realidade mais profunda da vida. 
Tal como a avó da história que dá título ao presente livros, que arrecadava os seus linhos em armários esquecidos e os perfumava com maçãs, também Rosa Lobato de Faria pegou em textos guardados na gaveta, sacudiu-lhes algum perfume de nostalgia e decidiu juntá-los em volume, para gáudio dos seus numerosos e fiéis leitores.
 p

O livro reúne emoção, mistério

                                               
 É incrível como o Santo Sudário ainda é capaz de provocar tantas indagações em torno de sua existência e veracidade. Relíquia venerada pelos cristãos, a peça é tema deste primeiro romance da jornalista espanhola Júlia Navarro.


A acção do livro começa na Catedral de Turim, na Itália, onde está guardado o Santo Sudário. Ali, acontecem uma série de incêndios e acidentes considerados suspeitos. Um grupo de policiais e historiadores da arte passam a investigar as ocorrências, partindo de uma única pista: os suspeitos são mudos porque têm as línguas cortadas e não podem ser identificados porque têm as digitais queimadas. São os herdeiros directos da primeira comunidade cristã, fundada em torno do Santo Sudário em Edesa, hoje a cidade turca de Urfa. Com a investigação, desenrola-se uma trama que vem dos primeiros tempos após a morte de Cristo e chega até hoje, envolvendo imperadores, cavaleiros templários medievais até poderosos homens de negócios, cardeais e altos representantes da Igreja.
Paralelamente às investigações, o leitor acompanha o percurso, ao longo dos séculos, do tecido fino e macio de linho, preparado por José de Arimatéia para ser a última roupa de Jesus. Recolhido no túmulo vazio em Jerusalém, o sudário é levado para um pequeno povoado, onde produz efeitos milagrosos. Fervorosos cristãos decidem então proteger o sudário, sem medir sacrifícios, até os dias de hoje.
Uma das poucas provas que restaram da passagem de Jesus entre a humanidade, o Santo Sudário virou lenda, foi alvo de muitas cobiças e até hoje inspira certezas da fé e dúvidas provocadas por avaliações científicas. Misturando ficção e factos da história, o livro surpreende a cada página e tem atraído grande número de leitores.

«As personagens dos meus livros são mais loucas do que eu»

 É um dos mais marcantes romances da autora. Lygia Fagundes Telles, uma das grandes figuras femininas das letras brasileiras foi distinguida em 2005 com o Prémio Camões.
As Horas Nuas (1989) é uma história em torno de uma mulher, uma actriz que conheceu a glória e que, sentindo-se envelhecer entra numa profunda crise pessoal. Num luxuoso apartamento em São Paulo, bebe e monologa. Tendo perdido o marido e o amante, mãe de uma filha que não compreende, resta-lhe a empregada que cuida dela, Dionísia, e o gato Rahul, chave importantíssima desta narrativa, com memórias incompletas das suas vidas anteriores e testemunha silenciosa da intimidade e da solidão dos outros. Há ainda Ananta, a enigmática e esfíngica figura da psicanalista, cujo sistemático silêncio a confronta implacavelmente com as suas inquietações. Rosa representa, apenas para si própria, as suas memórias, contando-as e recontando-as sempre de ângulos ligeiramente diferentes, que fazem que nunca se sobreponham, e assim vão impregnando a banalidade do quotidiano e o desarrazoado do delírio de uma magia transfiguradora.

Uma escrita simultaneamente lúcida e divertida





Bridget Jones, trinta e tal anos, atraente, alegre, independente e insegura, confusa, atormentada pela pergunta que a persegue como uma sombra impiedosa: «Afinal, Bridget, porque é que ainda não casaste?». Eterna optimista, inicia, com a entrada de um novo ano, uma batalha titânica pelo auto-aperfeiçoamento, cheia de boas intenções e dos maus hábitos que a levam, fatidicamente, a falhar os objectivos. Através de um diário hilariante, tornamo-nos íntimos do quotidiano caótico desta mulher irreverente que depressa esquece as suas mágoas no Café Rouge, na companhia dos amigos e de algumas garrafas de Chardonnay. Uma criação de génio cómico, irónica e comovente onde confluem a força da escrita confessional e a frescura de uma auto-observação autêntica. Desde Emma, de Jane Austen, que a Inglaterra não se rendia ao fascínio de uma personagem feminina. Fielding conseguiu, com esta heroína brilhante, desastrada e adorável, repetir o fenómeno. Um bestseller editado em cerca de vinte países, galardoado com o British Book Award de 1998.



Histórias maliciosas, divertidas, por vezes provocadoras

                                                                
Este é o primeiro livro de contos da autora, que nos oferece uma panóplia de situações extravagantes, misteriosas e inesperadas. São mais de vinte histórias povoadas de personagens tão insólitas como lobisomens, bruxas de província, simpáticas velhinhas e fabricantes de adereços eróticos. Aceitem o convite e “Let`s dance” com a inglesa que, com o romance Chocolate, já tinha conquistado muita gente.

As sarcásticas histórias de Danças & Contradanças podem ser resumidas em duas palavras: malévolas e maliciosas. Como em muitos dos seus romances, Joanne Harris consegue combinar de uma forma única situações e personagens comuns - e até banais - com o extraordinário e o inesperado. Mais do que nunca, a autora dá largas à sua imaginação e apresenta-nos uma exuberante e prodigiosa caixa de Pandora que contém tudo quanto é extravagante, estranho, misterioso e perverso. De bruxas suburbanas a velhinhas provocadoras, monstros envelhecidos, vencedores da lotaria suicidas, lobisomens, mulheres-golfinho e fabricantes de adereços eróticos, estas são vinte e duas histórias onde o fantástico anda de mãos dadas com o mundano, o amargo com o doce, e onde o belo, o grotesco, o sedutor e o perturbador estão sempre a um passo de distância. Escolham o vosso par, por favor. Danças & Contradanças é o primeiro livro de contos de Joanne Harris, que, com a mestria a que já nos habituou, consegue deliciar, surpreender, entreter e horrorizar em igual medida. Suficientemente longas para aguçar o apetite, e breves a ponto de serem lidas num piscar de olhos, estas são histórias maliciosas, divertidas, por vezes provocadoras, mas sempre pessoais e capazes de revelar uma faceta de Joanne Harris até agora desconhecida dos seus leitores.

O Código Da Vinci

O Código Da Vinci é ao mesmo tempo dinâmico, inteligente


     Um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton.
Momentos antes de morrer, Saunière deixa uma mensagem cifrada que apenas a criptógrafa  Sophie Neveu e Robert Langdon, um simbolista,  podem desvendar. Eles tornam-se suspeitos e detectives enquanto tentam decifrar um intricado quebra-cabeças que lhes pode revelar um segredo milenar.
  Apenas alguns passos à frente das autoridades e do perigoso assassino, Sophie e Robert vão à procura de pistas ocultas nas obras de Da Vinci e debruçam-se sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental - da natureza do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal. Mesclando os ingredientes de um envolvente suspense com informações sobre obras de arte, documentos e rituais secretos, Dan Brown consagrou-se como um dos autores mais brilhantes da actualidade.
   Um código intrigante oculto nas obras de Leonardo da Vinci. Uma corrida desesperada através de catedrais e castelos da Europa. Uma verdade espantosa escondida durante séculos e por fim desvendada.
  Em Paris a trabalho, Robert Langdon, um simbologista de Harvard, recebe um telefonema urgente tarde da noite. O curador do Louvre foi encontrado assassinado dentro do museu com uma misteriosa mensagem cifrada ao lado do corpo.
À medida que Langdon e uma talentosa criptógrafa francesa, Sophie Neveu, vão decifrando uma por uma as estranhas charadas que se apresentam, surpreendem-se ao descobrir pistas ocultas nas obras de Da Vinci - visíveis a todos porém engenhosamente disfarçadas pelo pintor.
A trama está armada quando Langdon se depara com um dado estarrecedor: o curador morto estava ligado ao Priorado de Sião - uma sociedade secreta verdadeira que já teve como membros Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Da Vinci, entre outros.
Langdon percebe que estão no encalço de um espantoso segredo histórico que, ao longo dos séculos, se mostrou ao mesmo tempo esclarecedor e perigoso. Numa corrida frenética através de Paris e Londres, Langdon e Sophie vêem-se medindo forças com um oponente poderoso e desconhecido que parece prever cada um de seus passos. A menos que decifrem o complicado quebra-cabeças, os segredos do Priorado - e uma antiga verdade altamente perturbadora - estarão perdidos para sempre.
Rompendo com o padrão das histórias de suspense tradicionais, O Código Da  Vinci é ao mesmo tempo dinâmico, inteligente e entremeado de detalhes e pesquisas notáveis. Das primeiras páginas à imprevisível conclusão, o celebrado autor Dan Brown revela-se um mestre do género.

Chocolate

Uma bela história de uma mulher

  Chocolate, de Joanne Harris, conta uma bela história de uma mulher determinada que enfrenta preconceitos resistência para chegar onde quer. Faz isso não apenas com força de vontade, mas usa também uma boa dose do famoso preparado de cacau.  Com bombons, trufas, balas, licores e outras delícias de chocholate Vianne Rocher vai conquistando Lansquenet, uma cidadezinha no interior da França e, assim, seduzindo os moradores - principalmente um cigano charmoso.
Este primeiro romance de Joanne Harris revela uma qualidade apreciável. Vive do confronto entre o cristianismo e a cartomancia, entre uma igreja e uma chocolataria, entre um padre acompanhado por um rebanho sem ideias próprias e a dona da chocolataria com uma visão do mundo refrescante e original.
Joanne Harris caracteriza de forma primorosa uma vila francesa que bem poderia ser portuguesa, com um provincianismo tacanho que podemos observar em várias vilas e até cidades do nosso “rico” Portugal.

O gosto de contar estórias

                A Substância do Amor é um livro fácil de devorar. Pequenas histórias de duas ou três páginas tornam-se um delicioso refresco para estes dias de calor.
 Para quem não tem muito tempo ou paciência para uma longa obra, este é o livro ideal. Vai-se devorando aos poucos. As histórias aparecem sobre a forma de crónicas suaves, de fácil consumo. o género permite mesmo certas liberdades assemelhando-se a apontamentos do escritor, um bloco de notas que se expõe ao entendimento dos autores. Estas notas que se vão tomando ao longo dos dias, parecem ter em vista uma continuação, uma futura obra, talvez.
O gosto de contar estórias torna-se inseparável do narrador que o dá a entender ao leitor.
O próprio autor dá de si, tocando por vezes o auto-biográfico. Fala dos seus sentidos e questiona o que está imposto como sendo o correcto, o acertado.
As crónicas deste "A Substância de Amor e Outras Crónicas", de José Eduardo Agualusa (edição das Publicações Dom Quixote) estão publicadas neste volume sobre a designação de "Ficções", passando também pelas "inquietações" e muito pelas "paixões".
José Eduardo Agualusa fala também de si mesmo quando escreve sobre outro (Mia Couto) :
"E não há nada de politicamente mais incorrecto, mais difícil de explicar, que um africano branco. Escritor, ainda por cima." Ou então: "Quem pode imaginar tamanha solidão? Eu posso (os expatriados podem)".
Este livro está cheio de humor negro, de ironia mordaz, de observações perspicazes sobre o estado do mundo que nos rodeia (ou seja, sobre nós próprios).Substância do Amor é um livro fácil de devorar. Pequenas histórias de duas ou três páginas tornam-se um delicioso refresco para estes dias de calor.
 Para quem não tem muito tempo ou paciência para uma longa obra, este é o livro ideal. Vai-se devorando aos poucos. As histórias aparecem sobre a forma de crónicas suaves, de fácil consumo. o género permite mesmo certas liberdades assemelhando-se a apontamentos do escritor, um bloco de notas que se expõe ao entendimento dos autores. Estas notas que se vão tomando ao longo dos dias, parecem ter em vista uma continuação, uma futura obra, talvez.
O gosto de contar estórias torna-se inseparável do narrador que o dá a entender ao leitor.
O próprio autor dá de si, tocando por vezes o auto-biográfico. Fala dos seus sentidos e questiona o que está imposto como sendo o correcto, o acertado.
As crónicas deste "A Substância de Amor e Outras Crónicas", de José Eduardo Agualusa (edição das Publicações Dom Quixote) estão publicadas neste volume sobre a designação de "Ficções", passando também pelas "inquietações" e muito pelas "paixões".
José Eduardo Agualusa fala também de si mesmo quando escreve sobre outro (Mia Couto) :
"E não há nada de politicamente mais incorrecto, mais difícil de explicar, que um africano branco. Escritor, ainda por cima." Ou então: "Quem pode imaginar tamanha solidão? Eu posso (os expatriados podem)".
Este livro está cheio de humor negro, de ironia mordaz, de observações perspicazes sobre o estado do mundo que nos rodeia (ou seja, sobre nós próprios).

Uma verdadeira revolução de mentalidades...

     Neste seu primeiro romance, o psiquiatra Augusto Cury narra a trajectória de Marco Polo – não o navegador e aventureiro veneziano do século XIII, mas um jovem que embarca na grande aventura que é a vida. Marco Polo é um estudante de Medicina, um espírito livre cheio de sonhos e expectativas. Ao entrar para a faculdade, é confrontado com uma dura realidade: a da insensibilidade e frieza dos seus professores, que não percebem que cada paciente é, mais do que um conjunto de sintomas, um ser humano com uma história complexa e única de perdas e desilusões. Indignado, o jovem desafia profissionais de renome internacional para provar que os pacientes com perturbações psíquicas precisam de mais que remédios e diálogo – precisam de ser tratados como pessoas, como iguais. Numa luta constante contra a discriminação, Marco Polo vai provocando uma verdadeira revolução de mentalidades...

Uma escrita de grande qualidade criativa

                          Este thriller de grande suspense intelectual conta a história de quatro finalistas da Universidade de Princeton que descobrem alguns dos segredos que poderão ajudar a desvendar o Hypnerotomachia Poliphili, um texto do século XV escrito em várias línguas por um padre romano no ano de 1499. Os estudantes vão compreendendo a mensagem codificada em labirintos linguísticos e matemáticos que estão por detrás de dissertações sobre arte, zoologia, erotismo e fé, capazes de descodificar segredos de obras da época Renascentista. No entanto, ao aperceberem-se da magnitude da descoberta que estão prestes a fazer e que poderá tornar-se no maior achado histórico de sempre, descobrem também que há mais quem conheça o valor do tesouro em questão e que esteja disposto a matar pela sua posse.

A Regra de Quatro divide-se em dois momentos cruciais. Um primeiro, em que os leitores têm de decifrar cinco enigmas sequenciados de diferentes áreas do saber. E um segundo momento em que a mensagem está codificada nos quatro pontos cardiais que representam as coordenadas geográficas para chegar à cripta, procurada por muitos, onde se encontram peças de arte de valor incalculável. Através de uma escrita de grande qualidade criativa, o leitor fica envolvido num ambiente de genialidade, loucura, traição e assassínio, dominado por um magnetismo apenas comparável ao do próprio Hypnerotomachia Poliphili.


 Comentários

"Amei esse livro! Um dos melhores que já li na minha vida. Tocante, fala sobre enigmas, amizade, amor, família e identidade. O Final é belo e confesso que fiquei com lágrimas nos olhos. Há tempos não lia algo escrito de forma tão sensível e inteligente. Registo aqui que Paul se tornou desde já um dos meus personagens preferidos da literatura."
Andrea
"Incrivelmente viciante! Aconselho! O final é sempre o mais comentado. Mas gostei por ser inesperado embora rápido e consequentemente difícil de «digerir». Leiam sem dúvida!"
Íris 
"Acabei agora de ler este livro, depois de quatro dias de leitura incessante! É um livro muito bom ao nível do enredo e que capta a atenção. Os últimos momentos podiam ser menos dramáticos, e o final mais detalhado... Só tenho pena de saber que todos estes enigmas fantásticos que puxam pelo leitor em cada página não sejam realmente verdade. É um livro apaixonante que resulta de uma mistura sempre bem acolhida: Romance, aventura e um final FELIZ! Aconselho."
Clarissa B
"Mais enigmático que o Código Da Vinci, apenas senti que o final poderia ser um pouco diferente, não tão aberto como ficou. De 0 a 20, merece um 19,5. O que falta? O facto de ainda hoje não conseguir dizer Hypnerotomachia sem me enganar. PARABÉNS."
Paulo Jorge Silveira Ferreira

"Óptimo, óptimo, óptimo... Com certeza, serão poucos os que realmente aprendem ao ler um livro assim. Este é um livro que ensina, quem tem faro aprende. Indico, mas indico para quem quer mesmo aprender!"
Barbara Leticia
"Lamento dizer que não tem nada a ver com "O Código Da Vinci"; apesar de ser de facto muito bom. Em todo o caso recomendo vivamente. Acrescento ainda que a Presença é para mim a Editora do momento em Portugal. Obrigado"
André

Quer saber o que Robert Langdon se propõe descodificar desta vez?


Quando um famoso cientista do CERN é encontrado brutalmente assassinado, o professor de simbologia Robert Langdon é chamado para identificar o estranho símbolo gravado no peito do cientista. A sua conclusão é avassaladora: a marca é de uma antiga Irmandade chamada Iluminatti, supostamente extinta há séculos e inimiga da Igreja Católica. Em Roma, o Colégio dos Cardeais está reunido para eleger um novo Papa quando se apercebe do rapto de quatro cardeais, ao mesmo tempo que a Guarda Suíça é informada de que uma perigosa arma está na Cidade do Vaticano com o propósito de a destruir. Robert Langdon – quem não o conhece? – ajudado desta vez por Victoria Vetra, cientista do CERN, procura desesperadamente a antimatéria no meio das intricadas pistas deixadas pelos Iluminati, lutando contra o tempo para salvar o Vaticano.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Anjos e Demônios-Trailer-Oficial

O BOOKER PRIZE DE 2004.

    A
 vida do jovem Nick Guest muda irreversivelmente quando aceita passar uma temporada em casa de Toby, seu colega de faculdade e objecto da sua vã paixão. Oriundo de uma família da classe média, Nick vai ser iniciado, então, no mundo dos ricos e poderosos. Vivem-se os impetuosos anos 80, e no círculo do poder da Grã-Bretanha de Margaret Thatcher, onde a ganância é glorificada, Nick, o puro esteta, é um forasteiro, um intruso movido por algo bem diferente. Mas Nick adopta e é adoptado pela extravagante família de Toby, com quem embarca nos vícios da década: dinheiro, poder, sexo e cocaína; e a sua estadia na casa de Notting Hill parece prolongar-se indefinidamente. São tempos inebriantes e Nick rapidamente se adapta ao ritmo vertiginoso das festas e das viagens e à amoral sensação de nada lhe ser vedado. De facto, tudo parece ser possível; a decadência nunca fora tão divertida. Mas esta interminável busca da auto-satisfação tem um preço, e Nick apercebe-se demasiado tarde de que lhe vai custar tudo o que possui.

Estamos já suficientemente instalados no novo milénio para permitir que a década de 1980 se assuma como uma era histórica distinta. Neste sentido, A Linha da Beleza é um marco no que de hábitos e costumes do século XX vai ficar para a História. Enquadrado por dois processos eleitorais que reforçaram a liderança de Margaret Thatcher, foca quatro extraordinários anos de euforia, mudança e tragédia. Emocionalmente denso, desarmantemente divertido, é um trabalho de fôlego da autoria de um dos mais brilhantes escritores de língua inglesa.


“Um escritor magnífico.”
John Updike

“Tenho a certeza de que nunca usei a expressão ‘obra-prima’ na crítica a um romance e hesito em fazê-lo agora, mas é um termo muito difícil de evitar quando me encontro face a tanto brilhantismo.”
The Observer

A vida dos livros

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A Conspiração

O


 Presidente Zachary Herney está a lutar por uma duríssima reeleição. O seu opositor, o Senador Sedgwick Sexton, é um homem com amigos poderosos e uma missão: privatizar a NASA e reduzir as suas despesas. O Senador tem numerosos apoiantes que beneficiarão com a mudança, especialmente depois do embaraçoso episódio de 1996, em que o governo de Clinton foi informado pela NASA de que havia provas de existência de vida noutros planetas. Lutando para sobreviver a uma série de erros que ameaçam a sua imagem política, a NASA faz uma descoberta atordoadora: um estranho meteorito enterrado no Árctico. O Presidente é informado de que o objecto encontrado vai ter implicações determinantes no programa espacial americano. Contudo, dada a reputação vacilante da agência espacial norte-americana, será a descoberta válida ou não? Rachel Saxton, uma investigadora dos Serviços Secretos da Casa Branca, é destacada para confirmar a autenticidade do achado. Rachel tem como missão resumir relatórios complexos em notas de uma página. Neste caso o Presidente precisa dos seus dados antes da última declaração que fará ao povo americano e que será decisiva na sua reeleição. Acompanhada por uma equipa de especialistas, incluindo o carismático oceonógrafo Michael Tolland, Rachel descobre o impensável: provas de um embuste científico, de uma cilada que ameaça mergulhar no mundo em controvérsia. Mas antes de conseguir contactar o Presidente, Rachel e Michael são vítimas de uma perseguição sem tréguas ao longo do Árctico, refugiam-se num submarino nuclear e acabam por ser aprisionados num pequeno barco na costa de New Jersey, enquanto a capital norte-americana ferve de expectativas relativamente a mais uma fraude científica e os ânimos se exaltam nas antecâmaras do poder no interior da ala esquerda. Aclamado pela mestria e genialidade com que relaciona História, Ciência e Política, Dan Brown destaca-se num novo romance em que nada é o que parece e ao virar de cada página nos espera uma fabulosa surpresa.

A Bíblia de Barro

Traficantes de arte que chegam a extremos inimagináveis para conseguirem peças raras, agências internacionais de assassinos contratados, o mundo da arqueologia e os seus segredos…
Tendo como pano de fundo a iminente invasão do Iraque pelos Americanos, a autora de “A irmandade do Santo Sudário”, um grande êxito internacional, constrói esta empolgante engrenagem narrativa que remota à origem dos tempos e mantém o leitor em suspenso até à última página.
Thriller de alta tensão, romance histórico, retrato impiedoso das misérias humanas e dos baixos interesses que movem o mundo… Tudo vem confluir nesta trama povoada de personagens inquietantes, num quebra-cabeças que tem como ponto de partida um episódio-chave da Bíblia, o Génesis.
As duas placas de barro encontradas junto da antiga cidade de Ur serão realmente a transcrição do relato feito pelo patriarca Abraão sobre a Criação do Mundo? Se assim for, a descoberta será um dos maiores feitos arqueológicos de sempre. Mas, haverá tempo para encontrar as restantes placas antes da invasão do Iraque?
Uma espiral de intriga, violência e perigo nos tempos actuais.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Mensagens populares