sexta-feira, 29 de julho de 2011

Escapadelas

Uma história para um quadro
           Para onde abrem estas janelas? Que histórias nos contam? A que mundo nos conduzem? Ao mundo daqueles que tem o poder de criar e trazer algo de novo e original, capaz de mover paixões, seduzir e deslumbrar o público, através das suas obras. Encontramos na arte uma forma de expressão e de comunicação, através de uma linguagem própria, em que se liberta o espírito e se faz a representação e transfiguração da realidade.      Uma história para um quadro é resultado do trabalho de vários pintores da Galeria de Arte Trindade, a qual é também responsável pela edição deste livro. Paula Sá escreve os contos que acompanham cada quadro. Como se fosse o fim, Francisco Viena, Gorros de Elfos,  News from Lulu,Wild duck-lovers, Sapatos pretos, Love bird, Tigerlily, As primas e Escapelas.
Paula Sá diz:” Sempre gostei de imagens. Há sempre uma imagem que procuro, que às vezes se aproxima e outras se afasta. Na observação das imagens há diversas leituras e partes, nunca um todo, uma única verdade.
Neste conjunto de histórias estão partes de imagens que os quadros nos mostram. Contei as que quis ver, as que observei, as que quis contar. Há outras: a do artista, a do espectador, a do crítico, a tua…É fácil olhar; para VER é preciso mais atenção.”
Um excelente recurso que nos vai permitir explorar temas tão diferentes como a solidão de uma avó que faz uma boneca de trapos para ter companhia, importância de brincar, de ser útil, do imaginário preenchido pelas fadas boas e fadas más, de passar férias e de ajudar os pais nas suas tarefas, a importância da cor. E Semira a dama de companhia da avó. Tótos de lã negra da cor solidão.
Edição: Galeria de Arte Trindade, autora: Paula Sá

Queridas Bibliotecas...

BOOKTAILORING

A Rede Nacional Bibliotecas Públicas (tal como a Rede de Bibliotecas Escolares) fez mais pelo livro e pela leitura do que qualquer outra iniciativa pública ou privada concretizada nos últimos 20 a 25 anos (os que consigo testemunhar) em Portugal.
Lançada na década de 80, a RNBP, foi capaz de trazer o livro para espaços aos quais só com muita dificuldade ele chegava ( a biblioteca itinerante deu, então, cartas). São estruturas bem  equipadas, com bons colaboradores, que muitas vezes trabalham além do horário.
Aí, os leitores (e faça-se uma pausa para celebrar a atenção que é dada aos públicos mais novos e mais velhos) têm acesso a livros, CD, DVD, revistas e jornais. Na maioria, há uma programação cultural exigente que leva muito público a relacionar-se com o livro e a literatura.
Numa altura de crise e troika, em que há um novo Governo, espera-se que o investimento e a aposta nesta área não diminuam. Dito de outra forma: compreender-se-á que o número de edifícios do género não aumente. No entanto, será inadmissível que não se apoiem devidamente as bibliotecas existentes. E nos casos em que isso não for possível, ou se justifique a criação de novas bibliotecas, seria mau não aproveitar a Rede de Bibliotecas Escolares para, sob forma a definir, abrir estas estruturas a toda a população.

Paulo Ferreira, revista LER,n.º104 – julho e agosto

terça-feira, 26 de julho de 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Delicioso para visitar

"Era Primavera no Reino dos Ratinhos e todos sem excepção, estavam contentes por ter chegado finalmente o calor!
O céu deixara de ser azul e por vezes cinzento, para se tornar num rosa quente que mais parecia um algodão doce delicioso.
Do Inverno restavam algumas nuvens verdes que amavelmente iam saciando todas as flores e vegetais do Reino, mantendo-os frescos e nutritivos.
A Natureza estava em festa e com ela todos os Ratinhos queriam festejar!"

Uma história de um quadro

O Nicolas e a Katia não imaginavam as aventuras em que se iam meter quando pediram à avó que lhes pintasse um quadro para cobrir a parede nua do quarto. Aconteceram coisas tão estranhas naquele quadro - desde brincadeiras com macacos, a viagens ao fundo do mar, a encontros com um polvo bailarino - que eles não sabiam o que pensar nem o que fazer.
História emocionante para os miúdos que permite criar grande cumplicidade entre o adulto, que a lê / ou acompanha a leitura, e a criança que a lê.
Pintora de renome internacional que experimentou pintar com materiais próprios de crianças para tornar a sua descoberta ainda mais interessante e cúmplice.

A obra, de Celeste Maia permite explorar a arte, os artistas e a expressão artística como forma de comunicação. É só partir da leitura da imagem para dar lagas à imaginação. Podemos propor a exploração  do conteúdo do livro a partir do seu título e seguidamente a partir da capa do livro. A actividade seguinte poderá ser os alunos trabalharam em pares e tentaram contextualizar uma frase extraída da obra. Ou seja, a partir da frase criar uma situação anterior e posterior à situação do excerto. Depois com todas frases já expostas devemos com os alunos atribuir uma ordem para as frases e inventar um enredo entre elas.
 A leitura da obra poderá ser coletiva. Cada aluno lerá um excerto e depois de todos conhecerem a obra, dar largas à imaginação é o caminho com atividades de expressão plástica. 

terça-feira, 19 de julho de 2011

De um branco puro


Novo volume da saga os Cavaleiros de Pern.
De um branco puro e incrivelmente ágil, Ruth é um dragão com muitos talentos, embora quase todos os habitantes de Pern o considerem um anão que nunca chegará a lado algum. Jaxom, porém, sabe que não é assim. Ele sabe que pode ensinar o seu dragão a voar e a destruir os mortíferos Fios prateados que caem do céu. Desobedecendo a todas as regras, Jaxom e Ruth treinam em segredo. Os seus voos ilícitos parecem constituir apenas uma desobediência de somenos importância – até darem por eles na rota do perigo e em posição de impedir a maior catástrofe de sempre…
Jamais houve uma ligação tão próxima como a que existe entre o audacioso e aventureiro jovem Senhor Jaxom e o seu extraordinário dragão branco, Ruth. De um branco puro e incrivelmente ágil, Ruth é um dragão com muitos talentos, embora quase todos os habitantes de Pern o considerem um anão que nunca chegará a lado algum. Jaxom, porém, sabe que não é assim. Ele sabe que pode ensinar o seu dragão a voar e a destruir os mortíferos Fios prateados que caem do céu. Desobedecendo a todas as regras, Jaxom e Ruth treinam em segredo. Os seus voos ilícitos parecem constituir apenas uma desobediência de somenos importância - até darem por eles na rota do perigo e em posição de impedir a maior catástrofe de sempre…

Esclarecer os enigmas do mundo


No semestre de Verão de 2002 a Universidade de Tubinga encheu-se de crianças. Todas as terças-feiras elas afluíam ao edifício principal, a nova Aula Magna. Na Universidade para os Mais Novos eram verdadeiros professores que respondiam às perguntas que as crianças geralmente colocam a si próprias. Também os adultos esperavam curiosos pelas respostas, uma vez que muitas vezes as tinham ficado a dever aos seus filhos. Pois quem é que sabe responder assim, à pressa, no torvelinho do dia-a-dia, por que é que as pessoas têm de morrer. Quem sabe dizer, com exactidão, por que é que há ricos e pobres, por que é que os vulcões são tão quentes ou por que é que os dinossauros se extinguiram? E foram estas respostas que fizeram este livro.
Plano Nacional de LeituraLivro recomendado para apoio a projectos relacionados com Temas Científicos nos 7º, 8º e 9º anos de escolaridade.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Para os que gostam de notícias


O Guia para Edição Jornalística é mais uma obra da coleção Fazer Jornalismo, que introduz o debate sobre a forma de trabalhar do jornalista. Não pretende dizer o que é certo errado, mas esclarecer certas dúvidas pertinentes para esses profissionais. A rotina diária do jornalista, esteja ele trabalhando em veículos de comunicação ou em extra -redação é muito corrida, portanto aperfeiçoar o trabalho se torna uma missão quase impossível.

De acordo com o autor, editar é o exercício da conquista, uma sedução, é valorizar a informação, dar peso à notícia, hierarquizar, não obstante, filtrar e controlar o que pode e o que deve ser dito ou escrito, por meio de triagens que dão ênfase à redação jornalística e à captação de imagens, fotos etc. Tecnicamente falando, tratando-se de um  veículo impresso, editar é definir um espaço, determinar seu lugar, considerar se haverá foto e o seu tamanho, privilegiar o trabalho feito no tempo e no espaço estipulado.

Aventuras para curiosos


Uma nova aventura para os jovens (10 a 14 anos).
As Peripécias do Rui e do grupo dão o ambiente exaltante e imprevisto a mais aventuras. Aqui acontecem amizade, companheirismo, ideais. Ao longo das descrições vão-se acumulando experiências e dificuldades que se superam sempre com entusiasmo e responsabilidade. A vida vulgar de jovens neste tempo de dúvidas e descobertas.As relações familiares, os ideais, o trabalho, a honestidade, o dever, são temas tratados pelo autor com perspicácia e profundidade.
Um livro a recomendar.

A realidade é muito mais "mágica" que o mundo do Harry Potter!


Este é um livro para curiosos escrito por um grande curioso. Um livro sobre a ciência que atravessa o nosso dia-a-dia, a ciência em que não reparamos ou que temos dificuldade em perceber.

Passeio Aleatório parte da evidência de que a ciência está omnipresente no mundo moderno.
Nuno Crato recorre a situações quotidianas que integram a vida de todos nós para mostrar como estamos rodeados pela ciência, não podendo viver sem ela.
Explica, por exemplo, como ao ligar uma fotocopiadora, estamos a usar um princípio quântico; como ao escrever um e-mail, o computador traduz as nossas palavras para uma codificação binária; como ao cozinhar um peru, estamos a utilizar as leis da termodinâmica, etc.
Fica-se a saber como Tales mediu a altura da grande pirâmide e qual era o mistério das pontes de Königsberg. Fala-se da quadratura do círculo e das lentes dos faróis. Explica-se o contributo dos Descobrimentos para o sucesso do Tabasco. Discute-se o funcionamento do marégrafo de Cascais e de onde vem a tecnologia bluetooth. Explica-se o mito da maçã de Newton e a origem do sinal @.

Com a clareza e a simplicidade que o caracterizam, mas também com o rigor de um profissional da ciência, Nuno Crato guia o leitor pelo mundo fascinante da cultura científica, num passeio tanto mais interessante quanto aparentemente aleatório. Ao longo de cerca de 200 páginas sobre a ciência que atravessa o nosso dia-a-dia, a ciência em que não reparamos ou que temos dificuldade em perceber, Nuno Crato faz deste seu novo livro um estímulo à curiosidade do leitor e um mote para curiosas e enriquecedoras conversas sobre o conhecimento científico.
 Este livro vai ser lido e conversado. Todos vamos aprender e todos nos vamos surpreender.

 

Nuno Crato "Passeio Aleatório..."

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Em português é bom



Escreve e, além de ilustrador, realiza filmes de animação -- às vezes de publicidade, às vezes de autor --, toca e compõe para a banda de blues/roots “The Soaked Lamb”. Em Julho de 1971, na Figueira da Foz, era completamente recém-nascido e haveria, anos mais tarde, de frequentar lugares como a António Arroio, as Belas Artes de Lisboa, o Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira e mais de meia centena de países.

"A liberdade, muitas vezes, acaba por sobreviver graças a espaços tão apertados quanto o lava-loiças de um fotógrafo. Esta é a história, baseada num episódio real (passado com os avós do autor), de um pintor eslovaco que nasceu no final do século XIX, no império Austro- Húngaro, que emigrou para os EUA e voltou a Bratislava e que, por causa do nazismo, teve de fugir para debaixo de um lava-loiças."
WooK

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Entre palavras


 Entre-Palavras é um fórum em formato pedagógico promovido pelo «Jornal de Notícias, com o objetivo de incentivar a leitura e o debate de ideias nas escolas.
Recorrendo ao jornal e aos temas da atualidade, visa ajudar a formar leitores mais exigentes, melhorando a sua aptidão para lerem o mundo em que vivem, aprofundarem os seus conhecimentos e debaterem em grupo a melhor forma de chegar a soluções mais eficazes.
Pretende-se que as escolas participantes, utilizando uma notícia do Jornal de Notícias como ponto de partida, instituam uma espécie de encontros da leitura e debate de ideias, ou seja, sessões de leitura coletiva em que os alunos vão trabalhar em conjunto uma notícia, desde a seleção do tema, à leitura, à pesquisa de conteúdos e ao confronto de ideias.
Os temas para esta 7ª edição foram:
Emprego / Desemprego
O que é importante na escolha de um Governo ou de um Presidente
Informação Mobile


Pela participação dos nossos alunos na fase distrital foram oferecidas duas coleções que vieram enriquecer o nosso fundo documental

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Uma série recomendadíssima!

Tehanu, o Nome da Estrela encerra a fantástica tetralogia O Ciclo de Terramar  que certamente, já tiveste oportunidade de apreciar através da leitura dos livros anteriores. Neste último volume, tenar a sacerdotisa de Atuan, é agora uma viúva que enfrenta a solidão e que tenta salvar Therru, uma criança fisíca e psicologicamente violentada. Outra pessoa irá também precisar da ajuda de Tenar: Gued, o Arquimago de Terramar, que regressa, montado num dragão, à sua terra natal, semi-inconsciente e completamente despojado dos seus poderes. Entretanto quando menos esperam, os misteriosos persiguidores de Therru reaparecem...Que interesse terão eles na pequena Therru? Conseguirão elas escapar à fúria desses malévolos perseguidores? E Gued, será que via recuperar os seus poderes? Para saberes não percas esta empolgante aventura.
Inovador e profundamento ético O Ciclo de Terramar de Ursula K. Le Guin é considerado um clássico pelosa amantes da literatura fantástica, tendo vendido milhões de livros em todo o mundo.

Quando vier a primavera, Alberto Caeiro - Valdemar Santos

UMA PEQUENINA LUZ, Jorge de Sena - Tânia Pinto

Livraria Ideal - Gonçalo M. Tavares

O livro «Uma Viagem à Índia», de Gonçalo M. Tavares já está nas livrarias!


Um escritor à descoberta da Índia

por Maria Catarina Nunes, Publicado em 28 de Junho de 2011 - Jornal I  

Gonçalo M. Tavares não é estreante nesta experiência de arrecadar prémios. (Talvez por isso tenha estado incontactável durante a tarde de ontem.) O escritor português ganhou vários prémios nacionais e internacionais com os seus livros. O repetente "Uma Viagem à Índia" foi vencedor do Prémio Melhor Narrativa Ficcional 2010 da Sociedade Portuguesa de Autores e do Prémio Especial de Imprensa Melhor Livro 2010 Ler/Booktailors. Mas, e sem desmerecer qualquer uma destas distinções, vencer o Grande Prémio Romance e Novela pela APE/MC deve ter um gosto especial. Não é todos os dias que se recebe a mesma distinção que António Lobo Antunes, Agustina Bessa-Luís ou Vergílio Ferreira já receberam noutros anos. 
Na Visão nº 956 de 30 de junho de 2011 pela mão de s.s.c na pág.20:
" temos vontade de evoca os clássicos da literatura quando falamos dele. Agarramos o exemplo da arca de Pessoa para amparar a vertigem do ritmo de publicação de Gonçalo M. Tavares, 41 anos: quase trinta livros lançados em dez anos de publicação. Ressuscitamos Camões porque ele fez um salto acrobático-literário, glosando tema e métricas de Os Lusiadas  no romance Uma viagem à Índia, a epopeia contemporânea de um falhado com o nome joyceano, Bloom. Revistamos as obsessões de Breton Valéry, Brecht ou Eliot quando abrimos os livros da  série O Bairro. E até a sobriedade de GMT, que recebeu inúmeros galardões, contribuirá, decerto, para ele próprio ganhe a eternidade dos clássicos.
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