segunda-feira, 29 de junho de 2026

Entre o verdadeiro e o falso- Deepfakes


Fonte: 
TIC, EDUCAÇÃO E WEB, Jorge Borges 

Somos o que lemos?





Ensinar a ler é, também, ensinar a alargar esse horizonte — e não apenas a confirmá-lo.



Formar a identidade leitora não é o mesmo que ensinar a decifrar texto

Vários estudos referidos no artigo original sugerem que as atitudes e os valores tendem a estabilizar-se entre os dezoito e os vinte e cinco anos. É uma indicação a tratar com cautela — o próprio autor reconhece tratar-se de uma tendência genérica, não de uma regra fixa — mas que reforça a urgência de trabalhar a identidade leitora desde os primeiros anos de escolaridade, antes de essa janela se fechar. Isto não significa que a curiosidade cultural se imobilize na vida adulta. Significa que, sem o hábito de se manter aberto a outras opiniões, mesmo sem as adotar, essa curiosidade tende a estreitar-se com o tempo.

Na prática, isto traduz-se numa ideia simples de comunicar aos alunos, mas difícil de instalar como hábito: a leitura por prazer não se opõe à leitura mais analítica, complementa-se com ela. Trabalhar aquilo que já interessa a um aluno é o ponto de partida natural para, a partir daí, o conduzir a outros livros, outros temas, outras perspetivas. Em Portugal, é exatamente esse o espírito que sustenta os clubes de leitura do Plano Nacional de Leitura 2027, ao apostar na leitura voluntária e situada como porta de entrada para hábitos de leitura mais alargados e mais exigentes.

Uma proposta para a sala de aula

Uma forma simples de tornar esta reflexão tangível é propor, a meio de um período, uma espécie de leitura cruzada: cada aluno escolhe um livro que represente verdadeiramente o seu gosto pessoal e troca-o, por algumas semanas, com um colega cujas escolhas habituais sejam visivelmente diferentes das suas. No final, em vez de um resumo convencional, cada um regista por escrito o que esperava encontrar no livro do outro antes de o abrir, e o que efetivamente lá encontrou. A distância entre essas duas listas costuma ser, ela própria, a melhor aula sobre a diferença entre interesse e ideologia. Os alunos percebem, muitas vezes pela primeira vez de forma explícita, que tinham atribuído ao colega — através do livro que ele lia — uma identidade que talvez nem correspondesse à pessoa real sentada ao lado deles.


Esta atividade pode ser repetida com diferentes configurações ao longo do ano, e funciona tanto em Português como em contexto de Cidadania e Desenvolvimento, sempre que o objetivo seja trabalhar pensamento crítico e relacionamento interpessoal a partir de material concreto, em vez de discussões abstratas sobre tolerância ou diversidade de opiniões.

Ler para pensar, não para confirmar

A pergunta com que se abre este artigo — somos os livros que lemos? — não tem uma resposta simples, e talvez seja essa, no fundo, a lição mais útil para levar para a sala de aula. A identidade leitora não se mede pelo que se lê, mas pela disponibilidade para continuar a querer ler coisas diferentes do que já se sabe. Ensinar isso aos alunos é uma tarefa tão antiga como a própria escola: ensinar a pensar, através dos livros, sem nunca confundir o que se aprende com aquilo em que já se acreditava antes de abrir a primeira página.


Adaptado de: 

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Quando todos podem ler


 

Fonte: TIC, Educação e Web, Jorge Borges

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Vamos às montanhas do fim do Mundo?


Decorria o ano de mil coiso e tal, quando um grupo de amigos decidiu criar o Gangue dos Cavaleiros. Com o Trovador, o Armadura, o Navalha, o Didi e a Flecha, vais viver as aventuras mais perigosas e também mais engraçadas de que há memória.


O Gangue dos Cavaleiros vê-se lançado numa aventura inesperada: a coroa do rei desapareceu! Guiados pela Flecha, a princesa do grupo, partem rumo às Montanhas do Fim do Mundo para enfrentar trogloditas, criaturas mágicas e perigos inimagináveis. Mas há um segredo que pode mudar tudo… Conseguirão recuperar a coroa e manter o gangue unido?
Prepara-te para uma jornada cheia de mistério, ação e dilemas que te vão prender até à última página!









quarta-feira, 24 de junho de 2026

Uma viagem perigiosa




No Japão da era Taishou (1912-1926), Tanjirou, um rapaz de coração gentil, vive uma vida pacata, até que inesperadamente a sua família é devorada por um demónio.
A única sobrevivente, Nezuko, a sua irmã mais nova, transforma-se num dos monstros.

Tanjirou e Nezuko partem numa viagem perigosa, para tentar encontrar a cura para a irmã e destruir o demónio que arruinou as suas vidas. Podes ler um bocadinho aqui:https://biblioteca.wook.pt/reader/index.html


terça-feira, 23 de junho de 2026

Uma história que sabe a algodão doce


 Yuki, uma estudante universitária surda, sente-se atraída por Itsuomi, que a trata com naturalidade, sem hesitações, e ela acaba por se apaixonar por ele. Yuki decide encarar esse amor de frente e dar tudo por tudo. Mas o charme de Itsuomi faz com que atraia as atenções das raparigas e, com isso, sem querer, já tenha partido muitos corações.

Conseguirá Yuki descobrir as suas verdadeiras intenções quanto a ela? E será que ele está sequer interessado no amor, ou estará mais focado num sonho completamente diferente?






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