"O Homem que via Passar os Comboios", é uma obra que se insere no género da literatura policial, ou não fosse Georges Simenon o criador do celebérrimo comissário parisiense Jules Maigret. Kees Popinga é o protagonista deste divertido e admirável romance, que permite ao leitor realizar um trajecto pelos recantos mais sombrios da psicologia humana. Aliando o "suspense" próprio dos policiais e uma caracterização minuciosa das personagens que aí intervêm, "O Homem que Via Passar os Comboios" analisa e reflecte sobre os fantasmas que povoam o inconsciente humano, mergulhando nas profundezas da sua alma. O comportamento de Popinga contraria, em si mesmo, qualquer princípio de causa-efeito que seria de esperar, mantendo, porém, uma postura irónica e distanciada perante os acontecimentos. Além de levantar questões acerca da vida como jogo e encenação, o livro espelha também o estilo literário de Simenon, realista, simultaneamente vivo e misterioso, instintivo e concreto.«»QUANDO SE ENTRA NUMA BIBLIOTECA NUNCA SE SAI IGUAL LÁ DENTRO ESTÁ O MUNDO TODO!
terça-feira, 3 de abril de 2012
Uma viagem pelos recantos mais sombrios da psicologia humana
"O Homem que via Passar os Comboios", é uma obra que se insere no género da literatura policial, ou não fosse Georges Simenon o criador do celebérrimo comissário parisiense Jules Maigret. Kees Popinga é o protagonista deste divertido e admirável romance, que permite ao leitor realizar um trajecto pelos recantos mais sombrios da psicologia humana. Aliando o "suspense" próprio dos policiais e uma caracterização minuciosa das personagens que aí intervêm, "O Homem que Via Passar os Comboios" analisa e reflecte sobre os fantasmas que povoam o inconsciente humano, mergulhando nas profundezas da sua alma. O comportamento de Popinga contraria, em si mesmo, qualquer princípio de causa-efeito que seria de esperar, mantendo, porém, uma postura irónica e distanciada perante os acontecimentos. Além de levantar questões acerca da vida como jogo e encenação, o livro espelha também o estilo literário de Simenon, realista, simultaneamente vivo e misterioso, instintivo e concreto.«»
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Biblioteca Escolar - Centro de Estudos de Fátima
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terça-feira, abril 03, 2012
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