sexta-feira, 16 de maio de 2014

Aquilo em que acredito, de Hans Kung

Aquilo em que acredito, de Hans Kung - TSF



            

David e Golias, de Malcolm Gladwell

David e Golias, de Malcolm Gladwell - TSF


                   

Escuro, de Ana Luísa Amaral

Escuro, de Ana Luísa Amaral - TSF

                                       

«Um dia»

«Um dia» - TSF



A jornalista Ana Maria Ramos lê o poema «Um dia», de Sophia de Mello Breyner Andresen.

Um dia, gastos, voltaremos/A viver livres como os animais/E mesmo tão cansados floriremos/Irmãos vivos do mar e dos pinhais.

O vento levará os mil cansaços/Dos gestos agitados irreais/E há-de voltar aos nosso membros lassos/A leve rapidez dos animais.

Só então poderemos caminhar/Através do mistério que se embala/No verde dos pinhais na voz do mar/E em nós germinará a sua fala.

«Povoamento»

«Povoamento» - TSF


Miguel Fernandes, o poema «Povoamento», de Ruy Belo.

No teu amor por mim há uma rua que começa/Nem árvores nem casas existiam/antes que tu tivesses palavras/e todo eu fosse um coração para elas/Invento-te e o céu azula-se sobre esta/triste condição de ter de receber/dos choupos onde cantam/os impossíveis pássaros/a nova primavera/Tocam sinos e levantam voo/todos os cuidados/Ó meu amor nem minha mãe/tinha assim um regaço/como este dia tem/E eu chego e sento-me ao lado/da primavera

«Campo de Concentração»

«Campo de Concentração» - TSF


As palavras de António Gedeão, no poema «Campo de Concentração»  pela jornalista Ana Sofia Calaça.

Teus olhos, aves que poisas/sobre as amarguras do mundo, e que bebem até ao fundo das coisas/como se as coisas não tivessem fundo:

Teus olhos, de asas abertas,povoaram de voos/o claustro do meu rosto/e interrogaram as sombras, as sombras sempre despertas/deste sonho pressuposto.

Vai-te. Não interrogues nada, que eu não sei dizer-te nada. Isto, isso e aquilo, não é isso, nem aquilo, nem isto. Não é nada. Ou talvez não seja nada. Ou talvez seja só isto: Um pavor de madrugada, um mal que se chama existe.

«Algumas proposições com pássaros e árvores que o poeta remata com uma referência ao coração»

«Algumas proposições com pássaros e árvores que o poeta remata com uma referência ao coração» - TSF


Ruy Belo o poeta escolhido por Carlos Vaz Marques.

Os pássaros nascem na ponta das árvores/As árvores que eu vejo em vez de fruto dão pássaros/Os pássaros são o fruto mais vivo das árvores/Os pássaros começam onde as árvores acabam/Os pássaros fazem cantar as árvores/Ao chegar aos pássaros as árvores engrossam movimentam-se/Deixam o reino vegetal para passar a pertencer ao reino animal/Como pássaros poisam as folhas na terra/Quando o outono desce veladamente sobre os campos/Gostaria de dizer que os pássaros emanam das árvores/Mas deixo essa forma de dizer ao romancista/É complicada e não se dá bem na poesia/Não foi ainda isolada da filosofia

Eu amo as árvores principalmente as que dão pássaros/Quem é que lá os pendura nos ramos?/De quem é a mão a inúmera mão?/Eu passo e muda-se-me o coração

«Portugal»

«Portugal» - TSF


«Portugal», de Alexandre O 'Neill.

Ó Portugal, se fosses só três sílabas, linda vista para o mar, Minho verde, Algarve de cal, jerico rapando o espinhaço da terra, surdo e miudinho, moinho a braços com um vento/testarudo, mas embolado e, afinal, amigo, se fosses só o sal, o sol, o sul, o ladino pardal, o manso boi coloquial, a rechinante sardinha, a desancada varina, o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos, a muda queixa amendoada duns olhos pestanítidos, se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos, o ferrugento cão asmático das praias, o grilo engaiolado, a grila no lábio, o calendário na parede, o emblema na lapela, ó Portugal, se fosses só três sílabas de plástico, que era mais barato!

Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos, rendeiras de Viana, toureiros da Golegã, não há "papo-de-anjo" que seja o meu derriço, galo que cante a cores na minha prateleira, alvura arrendada para ó meu devaneio, bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço. Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo, golpe até ao osso, fome sem entretém, perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes, rocim engraxado, feira cabisbaixa, meu remorso, meu remorso de todos nós...

Rap do Sistema Decimal de Dewey


quarta-feira, 14 de maio de 2014

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Emma


Emma é um romance de Jane Austen, que foi publicado pela 1ª vez em dezembro de 1815. Assim como nos seus outros romances, Austen  conta as dificuldades das mulheres inglesas no início do século XIX, criando através das suas personagens uma comédia de costumes.
Na introdução, Austen descreve: "Emma Woodhouse, bonita, inteligente, e rica". Emma, no entanto, é principalmente mimada; ela superestima o seu poder de manipular as situações, assim como não percebe os perigos de interferir na vida das pessoas e engana-se facilmente sobre o sentido das intenções e atitudes alheias.
 
Emma Woodhouse, aos 20 anos, é uma bela e privilegiada mulher inglesa, que vive na propriedade fictícia de Hartfield, em Surrey, na vila de Highbury, com seu pai, um hipocondríaco. O amigo e único critico de Emma, o gentil George Knightley, é seu vizinho no condado de Donwell, e irmão do marido de sua irmã mais velha, Isabella.
Quando o romancese inicia, Emma está justamente a assistir ao casamento de Miss Taylor, sua melhor amiga e antiga governanta, com Mr. Weston, casamento esse que foi possibilitado pela ação de Emma, o que a leva a tomar a decisão de manipular a vida das pessoas com a função de planear e promover aproximações e casamentos.
A despeito das advertências de Mr. Knightley, Emma exerce indiscriminadamente sua função de “casamenteira”, e tenta aproximar sua nova amiga Harriet Smith, uma doce, mas não muito brilhante adolescente de 17 anos, de Mr. Elton, o pároco local. Emma tenta convencer Mr. Elton, aos poucos, de que as constantes atenções são resultantes da atração e do amor crescente que Harriet lhe dispensa. Sente, porém, que vários eventos podem atrapalhar os seus planos, e assim persuade Harriet a recusar uma vantajosa proposta de casamento, com o gentil e jovem fazendeiro Mr. Martin, que Emma decide não ser adequado para Harriet, convencendo-a a rejeitá-lo.
Mediante as várias atenções dispensadas por Emma para com Mr. Elton, na tentativa de influenciá-lo para o casamento com Harriet, e sendo ele desejoso de galgar posições sociais, propõe casamento a Emma, enganado pelas evidências. Emma, surpresa ante o ocorrido, revela que o imaginava atraído por Harriet, com quem Mr. Elton rejeita a ideia de casar, pois considera a socialmente inferior. Após rejeitar, ela mesma, Mr. Elton, Harriet fica decepcionada, e Emma tenta convencê-la de que Mr. Elton é indigno. Mr. Elton revela-se cada vez mais arrogante e pomposo, e retorna posteriormente para Bath com uma vulgar, mas rica esposa, que começa a fazer parte do círculo social local.
Um interessante acontecimento é a chegada, nas proximidades, de Frank Churchill, filho de Mr. Weston; Emma nunca o encontrara, mas fica interessada em conhecê-lo. Outras personagens são a órfã Jane Fairfax, a reservada, bela e elegante sobrinha da falante Miss Bates, uma solteirona bem-relacionada, mas muito pobre.
Emma tenta relacionar-se,  com Frank, pois acredita que eles fazem um “lindo par”. Posteriormente, descobre que Jane e Frank estavam secretamente comprometidos, e que a atenção que ele lhe dava era para disfarçar seu relacionamento clandestino com Jane.
Quando, porém, Harriet confidencia que pensa em Mr. Knightley com amor, o ciúme faz com que Emma perceba em si mesma o amor por ele. Ele a ama por longo tempo, e após o relacionamento de Jane e Frank ser revelado, Mr. Knightley propõe casamento a Emma, que aceita.
Eventualmente, Harriet se reconcilia com o jovem fazendeiro Mr. Martin, e eles casam. Jane e Emma se reconciliam antes de Jane e Frank irem para Yorkshire. Finalmente, Emma e Mr. Knightley decidem que, após o casamento, vão viver com o pai de Emma em Hartfield, ao invés de morar na propriedade de Knightley, em Donwell.
 
na tua biblioteca
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Mensagens populares